<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530</id><updated>2011-09-30T01:15:18.032+01:00</updated><category term='Reportagem'/><category term='Entrevista'/><title type='text'>Em reportagem... e não só</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5201267052581719377</id><published>2010-08-29T02:03:00.000+01:00</published><updated>2010-09-29T02:04:15.478+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Património natural e cultural espera visitantes na Serra d’Arga</title><content type='html'>&lt;b&gt;Património natural e cultural são os trunfos que a Serra d’Arga  tem para atrair os visitantes. Com a reabertura do Centro de  Interpretação da Serra d’Arga esta área ficou ainda mais atractiva, uma  vez que os turistas têm apoio para planear as suas actividades, que  podem ir desde um percurso pedestre até desportos radicais. Vale a pena  partir à descoberta...&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnGmj-2sfI/AAAAAAAABs0/uI-DW-z_zhQ/s1600/arga1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnGmj-2sfI/AAAAAAAABs0/uI-DW-z_zhQ/s320/arga1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©  Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;«Dem saúda-vos». É  assim que o visitante que acaba de deixar a A28, na saída Arga São  João/Dem, é recebido ao chegar à Serra d’Arga. Este é o ponto de partida  para uma subida em direcção às Argas (São João d’Arga, Arga de Baixo e  Arga de Cima), no concelho de Caminha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos vão-se  acostumando à paisagem à medida que se sobe na estrada com bastantes  curvas que serpenteia o monte. O amarelo do tojo e das plantas invasoras  – austrálias ou mimosas – destacam-se numa paisagem onde predomina o  cinzento das rochas, pincelado pelo verde da vegetação, muita dela  rasteira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do “pai Minho”, que corre lá  ao fundo em direcção ao Atlântico, o monte galego de Santa Tecla olha  para a denominada “montanha santa”, uma designação que, segundo o guia  de bolso da Serra d’Arga, com textos de Emanuel de Oliveira e Pedro  Rita, advirá de, durante séculos, ter «permanecido inacessível e  afastada dos olhares humanos» ou de «ter servido de abrigo a eremitas e  anacoretas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro objectivo é chegar ao Centro de  Interpretação da Serra d’Arga (CISA), em Arga de Baixo, uma estrutura  que reabriu no ano passado, depois de quatro anos encerrada. Na  sequência dos grandes incêndios que atingiram o concelho de Caminha em  2005, o CISA foi encerrado e assim permaneceu até Junho de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Câmara Municipal de Caminha procedeu à realização das obras necessárias  para reabrir a antiga casa florestal, que foi adaptada em 2001 para o  apoio aos visitantes da Serra d’Arga. A intervenção incluiu a  substituição dos sistemas de abastecimento de energia eléctrica e de  água, bem como da rede de comunicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo  tempo, o projecto foi ampliado, com a criação de uma horta pedagógica e  de um espaço para as ervas aromáticas junto àquele edifício, áreas que  são importantes instrumentos para o trabalho com o público escolar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  centro é, segundo a edilidade, uma estrutura «orientada para o  desenvolvimento de actividades de educação ambiental, divulgação e  promoção do património ambiental e cultural da Serra d’Arga, bem como  para o turismo de natureza». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o ponto de partida  ideal para quem quer explorar a Serra, pois concentra todas as  informações sobre as actividades que se podem desenvolver neste espaço,  promovendo ele próprio iniciativas regulares, como trilhos pedestres  (actualmente estão sinalizados os trilhos do “Cabeço do Meio Dia”, da  “Pedra Alçada”, da “Chã Grande” e da “Chã da Franqueira”) ou visitas  para as escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Serra d’Arga integrada na Rede  Natura&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns quilómetros, surge a dúvida sobre qual o  caminho certo para chegar ao CISA e se ainda faltará muito. Eis que  junto a um ribeiro se avistam três idosas, de enxada na mão,  momentaneamente em posição de descanso da árdua tarefa de cortar mato,  enquanto põem a conversa em dia. Certamente que poderão ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára-se  o carro. Ao abrir a porta tem-se consciência do profundo silêncio no  qual o monte está mergulhado, surpreendente para ouvidos habituados ao  bulício da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ligeira brisa provoca um arrepio,  enquanto os pulmões se habituam ao ar puro. A Serra d’Arga está  integrada na Rede Natura (PTCON 0039), sendo que este sítio abrange os  concelhos de Caminha, Ponte de Lima e Viana do Castelo, ocupando 4.500  hectares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnHp2-epaI/AAAAAAAABtE/kZ2BDaUWdIA/s1600/arga2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnHp2-epaI/AAAAAAAABtE/kZ2BDaUWdIA/s320/arga2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©  Luísa  Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desfeitas as  dúvidas – «sempre em frente, que ainda falta», tinham dito as senhoras  –, prossegue-se a marcha. Mais à frente, olhando para o lado esquerdo,  avista-se ao longe o Mosteiro de S. João, um dos elementos mais  conhecidos da Serra d’Arga, sobretudo pela romaria que tem o seu ponto  alto de 28 para 29 de Agosto e que atrai milhares de visitantes, rodeado  por uma das maiores e mais ricas manchas florestais destas montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo  na berma da estrada, do lado esquerdo, uma antiga casa florestal   degradada quebra a harmonia da paisagem. Quantas construções deste   género haverá espalhadas pelos montes a degradarem-se mais a cada dia   que passa?&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnG049ovYI/AAAAAAAABs8/Fhd1_NjfTQI/s1600/arga4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnG049ovYI/AAAAAAAABs8/Fhd1_NjfTQI/s320/arga4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;© Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; (Foto com algum tempo,  pelo que a casa deve estar ainda mais degrada)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Finalmente,  avista-se a placa a indicar o CISA, onde minuto depois há-de chegar a  EB1 de Vilar de Mouros, para uma visita à serra. O vice-presidente da  Câmara Municipal de Caminha, Flamiano Martins, refere que, depois da  reabertura, o centro de interpretação tem apostado no relacionamento com  as escolas, preferencialmente com as do concelho, mas está igualmente  aberto a todos os estabelecimentos de ensino que ali queiram desenvolver  actividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além das actividades para as  escolas, que podem ir desde o ciclo do pão até à floresta autóctone,  esta estrutura desenvolve iniciativas para o público em geral. Depois da  realização de quatro percursos pedestres, desde Janeiro, o CISA promove  a 22 de Maio um ateliê de plantas comestíveis, a 6 de Junho assinalou o  aniversário da reabertura e a 26 de Junho realizou um ateliê de plantas  aromáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma alinha-se em frente à antiga casa  florestal para um dia diferente de aprendizagem. Depois de uma  explicação prévia, entra-se no CISA, que apresenta painéis sobre o  território, a paisagem, o património, a população, a fauna e a flora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  chefe de Divisão do Ambiente da autarquia caminhense, Angelina Cunha,  que lidera a visita, juntamente com Ventura Gonçalves, apresenta numa  linguagem adaptada aos mais pequenos uma panorâmica sobre este  território, desde as características geológicas até à ocupação humana,  sem esquecer os usos e costumes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de um tear,  de produtos típicos, como os enchidos ou o mel, que podem ser  adquiridos, e de uma vitrina com minerais, os visitantes ficam a  conhecer os usos e costumes da envelhecida população serrana, desde os  tempos em que vivia quase em isolamento, subsistindo sobretudo à custa  do que a terra produzia, passando pelos tempos áureos da exploração  mineira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se uma visita à horta pedagógica,  criada no local onde antigamente existia a horta do guarda florestal,  que tem um edifício de apoio que inclui um forno, que permite cozer pão  ou assar o típico cabrito segundo os moldes tradicionais. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Moinhos testemunham antigo modo de vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnL8ItTiOI/AAAAAAAABtk/AF79ezMrv8o/s1600/arga7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnL8ItTiOI/AAAAAAAABtk/AF79ezMrv8o/s320/arga7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©  Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;No  terreno, depois do lanche, os meninos da EB1 de Vilar de Mouros, muitos  dos quais nunca tinham ido à Serra d’Arga, vão ver sobretudo moinhos,  que antigamente eram muito abundantes, com intensa utilização, mas que  agora estão quase todos votados ao abandono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a  documentação do CISA, a ocupação da montanha começou na época dos  Descobrimentos portugueses, condicionando a paisagem. Nos finais do  século XV e inícios do século XVI, quando Caminha e Viana se transformam  em portos importantes, é introduzida no Alto Minho a cultura do milho,  proveniente do continente americano. Com este novo alimento, surgiu a  necessidade de construir moinhos junto aos principais cursos de água e,  geralmente, em locais de difícil acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, o  único moinho em funcionamento é o do Ribeiro, em Arga de Baixo. Os  moinhos da Gândara ou Gandra, situados na margem do regato da Fraga, em  frente ao lugar de Gandra, foram recuperados, mas ainda não moem. Entre  os moinhos mais conhecidos estão os do Covão, tendo um o telhado em  lajes de granito e outro em lajes de xisto, havendo a data “1898”  gravada no seu interior. Este interessante núcleo aguarda obras de  recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnMM1IJNWI/AAAAAAAABts/-Xk7GPXNe4Y/s1600/arga8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnMM1IJNWI/AAAAAAAABts/-Xk7GPXNe4Y/s320/arga8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©  Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O  CISA está a incentivar a recuperação dos moinhos, mas a dispersão dos  herdeiros, o envelhecimento da população e o local onde muitos deles  estão implantados tem dificultado a concretização deste objectivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também  ligada à cultura do milho está à construção dos espigueiros ou  canastros de pedra, que se encontram dispersos pela serra e que são um  dos pontos de interesse para quem quiser ficar a conhecer a Serra  d’Arga. Estas construções têm características que variam de freguesia  para freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alguns estivessem à espera de  plantar árvores e de mexer na terra, os meninos mostram-se entusiasmados  com a rota dos moinhos. Beatriz diz que estava com «curiosidade» sobre o  que a esperava na Serra d’Arga e que não ficou defraudada. «Estou a  aprender», assegura. Também Andreia destaca a descoberta de «plantas e  árvores novas» nesta aula ao ar livre, em plena montanha. Para as duas,  foi uma novidade a entrada num moinho e a descoberta do engenho que faz  com que a força da água transforme o milho em farinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Construções  com engenho e arte&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem percorre estes montes  depressa fica consciente da importância da pecuária na vida das  populações. Uma vaca ou um rebanho de ovelhas a andar estrada fora ou  garranos a pastar no monte, com as “pás” do parque eólico em pano de  fundo, ainda hoje são uma realidade na Serra D’Arga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da  mesma forma, também é possível encontrar idosas a carregar um carrinho  cheio de tojo ou a conduzir um tractor, uma vez que a agricultura e a  pecuária são essenciais neste espaço desertificado e envelhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali  existe uma série de “abrigos” – construções toscas, arredondadas,  feitas de pedras sobrepostas – que serviam para os caçadores que andavam  no encalço dos lobos – neste território há vestígios da existência de  quatro fojos do lobo – ou para os pastores pernoitarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao  percorrer os núcleos habitacionais é obrigatório reparar na estrutura  das casas típicas, resultado daquilo que, no guia de bolso da Serra  d’Arga, é apelidado de «arquitectura sem arquitectos». Muitas habitações  estão degradadas, mas há bons exemplos de como é possível actualizar o  legado histórico sem o adulterar de forma irreparável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  vedações das quintas e dos campos são feitas de xisto encastelado, o  que dá uma rara beleza à paisagem, a juntar ao efeito dado pelas zonas  onde há socalcos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A serra muda com as estações do ano,  apresentando a vegetação rasteira florida na Primavera e um aspecto  mais agreste no Inverno, quando a água dos ribeiros se enfurece e o seu  barulho faz eco na montanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos motivos de  atracção desta serra são os pontões (destinados apenas à passagem de  pessoas e animais) e as pontes (travessias que permitissem também a  passagem de carros de bois). Uma das mais emblemáticas é a Ponte das  Traves, em Arga de Baixo, feita com enormes lajes, tanto na base como  nos lados, que se apoiam em penedos. Ainda em Arga de Baixo, perto do  moinho do Ribeiro, existe a ponte Porto Carro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Arga  de Cima, existe o Pontão do Lobo. Esta travessia é feita de grandes  pedras encaixadas umas nas outras, de tal maneira que o redondo formado  pelas rochas se assemelha à curvatura do lombo de um lobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem  ruma até à Serra d’Arga pode fazer actividades mais radicais, como  rafting ou escalada. No Verão pode-se ver arte, na Casa do Marco, em  Arga de Baixo, com a iniciativa “Arte na Leira”.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnIwxBNbmI/AAAAAAAABtM/jUpkNh0Ogn8/s1600/arga6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnIwxBNbmI/AAAAAAAABtM/jUpkNh0Ogn8/s320/arga6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©  Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Deixando as Argas  para trás, parte-se à descoberta de Dem, com paragem obrigatória na  capela da Senhora da Serra ou Senhora das Neves, que tem nas imediações  um parque de merendas e proporciona uma vista magnífica sobre a parte  litoral.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Santa com trajes minhotos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da passagem pelo  ateliê de Lurdes das Carvalhas, que se notabilizou a fazer trajes  tradicionais, ruma-se a São Lourenço da Montaria, já no concelho de  Viana do Castelo. O objectivo é subir, para chegar à Senhora do Minho,  local obrigatório para quem vai para aquelas paragens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  atracções principais deste local – para além da paisagem e da  experiência de subir o monte – são a pequena ermida e o santuário de  Nossa Senhora do Minho, um sonho que levou quase sete décadas a  concretizar e que custou cerca de meio milhão de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  imagem de Nossa Senhora do Minho enverga um tradicional “traje à  vianesa” – fato vermelho de festa da lavradeira minhota –, com um manto  azul pelas costas, e tem na mão duas espigas de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  alojamento na serra é escasso, mas há uma casa de turismo de habitação  em São João d’Arga – a Casa das Pires – e o refúgio de montanha, dos  Celtas do Minho. Espaço imperdível é a Taberna do Horácio, em Arga de  Baixo, um espaço já mítico na Serra d’Arga. Um farnel é algo a não  esquecer para quem tenciona ficar algum tempo nas montanhas, a par de  roupa e calçado apropriado. E, depois, pés ao caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem  publicada no &lt;a href="http://www.diariodominho.pt/conteudo/39183/Patrim%C3%B3nio%20natural%20e%20cultural%20espera%20visitantes%20na%20Serra%20d%27Arga"&gt;Diário  do Minho&lt;/a&gt;, de 19 de Abril de 2010. Mais fotos &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/luisateresaribeiro/sets/72157623891185380/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5201267052581719377?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5201267052581719377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5201267052581719377' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5201267052581719377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5201267052581719377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2010/08/patrimonio-natural-e-cultural-espera.html' title='Património natural e cultural espera visitantes na Serra d’Arga'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnGmj-2sfI/AAAAAAAABs0/uI-DW-z_zhQ/s72-c/arga1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-7664607386733754920</id><published>2010-08-29T02:02:00.000+01:00</published><updated>2010-09-29T02:03:31.130+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Aproveitar potencialidades turísticas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnOte-F6FI/AAAAAAAABt8/221R1dNLFWw/s1600/arga5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnOte-F6FI/AAAAAAAABt8/221R1dNLFWw/s320/arga5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©   Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A  existência de uma rede composta por quatro trilhos facilita a  descoberta da Serra d’Arga em condições de maior segurança, mas as  actividades neste espaço não se limitam aos percursos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  actividade mineira que foi desenvolvida nestas montanha – e ainda há  empresas a manifestarem o interesse de estudar a viabilidade da  exploração – é uma das área que tem potencial para ser aproveitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da  mesma forma, a Serra d’Arga é uma formação interessante do ponto de  vista geológico, uma área que poderá atrair público especializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  trabalho “Serra d’Arga: a marca como vector de desenvolvimento”,  apresentado por Andreia Pereira, Madalena Silva e Ricardo Pereira, no  VII Congresso Ibérico de Estudos Rurais, que decorreu em Coimbra,  defende que a potencialidade turística da Serra d’Arga se encontrava  «subaproveitada». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes especialistas aconselhavam à  aplicação «uma estratégia de marketing que privilegie a procura de novos  consumidores sem descurar os poucos, mas sempre importantes, já  existentes; o desenvolvimento de novos produtos turísticos e o  aperfeiçoamento dos actuais, bem como uma boa divulgação de ambos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Defendemos  que no posicionamento estratégico da Serra d’Arga face ao mercado deve  constar uma atitude de líder naquilo em que única e inovadora (paisagem  construída, riqueza patrimonial, a título exemplificativo) e uma atitude  de seguidora em outros produtos onde o factor novidade não está tão  presente (rede de trilhos pedestres, valores ambientais)», afirmam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem  publicada no &lt;a href="http://www.diariodominho.pt/conteudo/39183/Patrim%C3%B3nio%20natural%20e%20cultural%20espera%20visitantes%20na%20Serra%20d%27Arga"&gt;Diário  do Minho&lt;/a&gt;, de 19 de Abril de 2010. Mais fotos &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/luisateresaribeiro/sets/72157623891185380/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-7664607386733754920?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/7664607386733754920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=7664607386733754920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7664607386733754920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7664607386733754920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2010/08/aproveitar-potencialidades-turisticas.html' title='Aproveitar potencialidades turísticas'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnOte-F6FI/AAAAAAAABt8/221R1dNLFWw/s72-c/arga5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-8738300136646406980</id><published>2010-08-29T02:01:00.001+01:00</published><updated>2010-09-29T02:02:45.389+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Câmaras planeiam projecto  para valorizar a Serra d’Arga</title><content type='html'>&lt;b&gt;As câmaras municipais de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima  estão a elaborar um projecto que tem por objectivo valorizar os  recursos da Serra d’Arga. A revelação é feita pelo vice-presidente da  autarquia de Caminha. Em entrevista ao Diário do Minho, Flamiano Martins  (FM) lamenta ainda não ter obtido resposta em relação ao pedido feito  para a cedência das casas da floresta, que estão cada vez mais  degradadas. Este responsável também defende alterações à legislação  relativa à organização da floresta. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnOEwiUpxI/AAAAAAAABt0/dXW-TaB3r7o/s1600/arag3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnOEwiUpxI/AAAAAAAABt0/dXW-TaB3r7o/s320/arag3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;©   Luísa Teresa Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; DM – O  Centro  de Interpretação da Serra d’Arga (CISA) esteve encerrado durante vários  anos. Esta reabertura é definitiva e com novo fôlego? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – É  uma reabertura definitiva e com a possibilidade de desenvolvimento de um  projecto mais abrangente para a Serra d’Arga e até alargado a outros  municípios. Estamos em contacto com os municípios de Viana do Castelo e  de Ponte de Lima para, em conjunto, fazermos um projecto para a Serra  d’Arga, que privilegie a oferta dos produtos que esta área tem.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – Em que consiste o projecto? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – Ainda não é projecto.  Para já, ainda está em pré-projecto. Os técnicos das três câmaras estão a  trabalhar para desenharem o projecto. O objectivo é avançar o mais  depressa possível. Pensamos que no final deste ano já haja uma proposta  do que se quer para esta área. Estamos também a ver formas de  financiamento que podemos obter, nomeadamente do Quadro de Referência  Estratégico Nacional (QREN) e de outros instrumentos financeiros à  disposição dos municípios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, o projecto  consistirá em dar a conhecer os produtos que a Serra pode oferecer:  circuito natural (que é o que salta mais à vista), religioso, mineiro –  esta também é uma área importante e que também engloba o concelho de  Vila Nova de Cerveira –, de costumes e tradições. A meta é valorizar  tudo o que está ligado à Serra d’Arga, que pode ser um produto turístico  bastante interessante no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;DM – Um estudo  levado a cabo pela Valimar defendia que a Serra d’Arga reunia condições  para ser classificada como Área de Paisagem Protegida de Interesse  Local. Essa ideia ainda existe? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – Esse é um assunto que  vai ser discutido e que está a ser amadurecido. Isso terá de passar  também pelo contacto com a população. A população faz parte da serra e,  como parte da serra, tem uma palavra a dizer em relação a isso. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – Como é que a serra está em termos populacionais? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – É  uma população muito idosa, mas vamos tentar que haja um rejuvenescimento  e que se fixe população jovem com estes projectos que estamos a  desenvolver. Já se nota, aliás, mais algum movimento. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – Que importância é que tem o CISA para a estratégia turística do  concelho?  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – É importantíssimo porque temos o mar, o rio e  o monte. As nossas praias são ventosas e o monte pode servir de  complemento à praia, quando esta não estiver convidativa. É também  importante para combater a sazonalidade do turismo, pois permite atrair  outros visitantes e noutras épocas do ano que não apenas no Verão, para  além de proporcionar um dia diferente a quem procura o concelho pelas  suas praias. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – Existe capacidade de alojamento? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – O alojamento é uma  lacuna na parte interior do concelho. Temos bastante oferta – talvez  ainda não chegue – no litoral, mas na zona interior não temos. Esta é  uma área onde temos de apostar. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – Essa será uma área onde a Câmara vai investir ou deixará que seja a  iniciativa privada a avançar? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – Preferia que existisse  iniciativa privada, uma vez que as câmaras municipais não estão  vocacionadas para explorar espaços hoteleiros. A Câmara tem um papel de  sensibilizar o tecido empresarial para que existe uma área de negócio  que não está explorada no interior do concelho. Poderá ainda ajudar a  encontrar programas de financiamento, na elaboração do projectos ou na  tramitação processual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;DM – Há espaços emblemáticos  que poderão ser recuperados, como as casas da floresta? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM –  Há muitas casas da floresta, propriedade da antiga Direcção Geral de  Florestas, agora Autoridade Florestal Nacional, que se têm vindo a  degradar. As pedras grandes estão a ser roubadas. As casas estão  praticamente em ruínas, mas poderiam ser recuperadas para a área do  alojamento.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – Mas é preciso que alguém tome a iniciativa... &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM – Temos  solicitado essas casas, e todos os municípios têm feito o mesmo,  normalmente para projectos ligados ao turismo. Simplesmente, não dizem  sim, nem não. Temos andado nisto durante anos e não temos conseguido  obter respostas concretas ou da Direcção Geral do Património ou da  Autoridade Florestal Nacional. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – A Câmara está interessada em alguma casa florestal? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM –  Estamos interessados e fizemos esse pedido à Direcção Geral do  Património, mas ainda não obtivemos resposta. A casa poderia ser para  alojamento tipo refúgio ou para outras actividades ligadas à floresta,  como centros de interpretação ou como locais para receber os visitantes  da montanha. Nós achamos que as casas não devem ser totalmente  desligadas do fim para o qual foram construídas. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;DM – É difícil manter esta floresta devido às espécies invasoras? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;FM  –  Temos duas espécies invasoras para as quais não temos grandes  soluções, que são a longifólia e a háquea. Estamos a desenvolver um  projecto baseado no fogo controlado para ver se conseguimos controlar a  háquea. A longifólia (austrália) é mais difícil, pois essa espécie exige  um controlo contínuo, mas para isso precisávamos de apoios que não está  a haver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estamos preocupados – e temos chamado  diversas vezes a atenção da Autoridade Florestal Nacional – para ver se  há alguma alteração na lei da criação das Zonas de Intervenção Florestal  (ZIF), que são uma espécie de condomínio da floresta, em que a floresta  poderá ser entendida num conjunto mais vasto, ou do concelho como um  todo ou do concelho dividido em duas áreas, para que pudesse ser gerido  de uma forma sustentável, pois com quintinhas pequenas não conseguimos  gerir a floresta como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem publicada no  &lt;a href="http://www.diariodominho.pt/conteudo/39183/Patrim%C3%B3nio%20natural%20e%20cultural%20espera%20visitantes%20na%20Serra%20d%27Arga"&gt;Diário  do Minho&lt;/a&gt;, de 19 de Abril de 2010. Mais fotos &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/luisateresaribeiro/sets/72157623891185380/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-8738300136646406980?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/8738300136646406980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=8738300136646406980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8738300136646406980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8738300136646406980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2010/08/camaras-planeiam-projecto-para.html' title='Câmaras planeiam projecto  para valorizar a Serra d’Arga'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/THnOEwiUpxI/AAAAAAAABt0/dXW-TaB3r7o/s72-c/arag3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-4687746554172762460</id><published>2010-08-29T01:59:00.000+01:00</published><updated>2010-09-29T02:01:54.920+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Família de Dem preserva  tradição dos trajes “à lavradeira"</title><content type='html'>Antigamente, na Serra d’Arga, todas as casas tinham uma “máquina de  fazer tecido”, designação que um menino usou ao ver um tear exposto no  Centro de Interpretação.Com o fim da necessidade de tecer em casa, a  maior parte dos teares formam abandonados ou mesmo desmontados. E,  assim, esta actividade tradicional foi-se tornando cada vez menos  frequente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, contudo, um ateliê familiar que  resistiu ao tempo e continuou a fazer do tear, da tesoura e da agulha  uma ocupação complementar ao amanho da terra. A raridade e a qualidade  dos trabalhos produzidos acabaram por fazer da oficina das irmãs Lurdes e  Florinda Pires, de Dem, uma referência na produção de trajes  tradicionais. A filha de Lurdes das Carvalhas (como é mais conhecida),  Aida Martins, acabou por se juntar à equipa, dando um novo impulso ao  negócio familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lurdes das Carvalhas, de 72 anos,  conta que começou a trabalhar muito nova, obrigada pela necessidade de  dar o seu contributo para o sustento da família. Só mais recentemente é  que a artesã deixou de cultivar “as leiras” e se dedicou em exclusivo ao  ateliê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho ganhou fama e esta família mostra  com indisfarçável orgulho o motivo pelo qual as peças se tornaram muito  procuradas. A preocupação começa logo na procura da lã e dos tecidos  mais genuínos e apropriados, mas estas artesãs desabafam que é «cada vez  mais difícil arranjar os materiais». Apesar de seguirem os moldes  tradicionais, cada peça é única e tem as suas próprias histórias para  contar. «Tudo é feito à mão, fio por fio», sublinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do  tear da tecedeira Florinda Pires e das mãos de Lurdes e Aida saem fatos  domingueiros ou de trabalho, que podem custar de 400 até 800 euros,  dependendo do gosto do cliente. «Podem ser mais ou menos ricos», referem  as artesãs, confidenciando que os ranchos folclóricos são clientes  importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vários tipos de fatos à lavradeira – os  verdes, os vermelhos, os azuis e os cor de pinhão – são os mais  procurados, mas também há quem queira adaptar os motivos tradicionais  para peças mais actuais, como coletes bordados para usar com calças de  ganga ou outras peças que dão um toque diferenciador, nomeadamente em  festas. O ateliê já bordou vestidos de noiva, toalhas e outras peças.  «Nota-se que as pessoas estão dar mais valor a este trabalho do que  davam aqui há uns anos», assinala Aida Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem  publicada no Diário do Minho, de 19 de Abril de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-4687746554172762460?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/4687746554172762460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=4687746554172762460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/4687746554172762460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/4687746554172762460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2010/08/familia-de-dem-preserva-tradicao-dos.html' title='Família de Dem preserva  tradição dos trajes “à lavradeira&quot;'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-8995463041602999550</id><published>2009-05-25T02:51:00.007+01:00</published><updated>2009-05-25T03:09:16.069+01:00</updated><title type='text'>Presença na Internet é um desafio que a Igreja deve levar a sério</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios criou um espaço no &lt;a href="http://www.myspace.com/vocacoes"&gt;MySpace&lt;/a&gt;, as dioceses de &lt;a href="http://twitter.com/dioceseaveiro"&gt;Aveiro&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://twitter.com/diocesealgarve"&gt;Algarve &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://twitter.com/gabineteinfo"&gt;Madeira&lt;/a&gt; têm contas no Twitter e o Bispo do Porto divulgou as mensagens de Natal e Quaresma no &lt;a href="http://www.youtube.com/dioporto"&gt;YouTube&lt;/a&gt;. Estes são apenas alguns exemplos do que está a ser feito a nível nacional para que a Igreja esteja presente na Internet, uma área que já não é possível ignorar. O caminho que tem sido seguido não é uniforme, traduzindo diferentes entendimentos sobre o papel que a Internet deve desempenhar no anúncio da Boa Nova. Há quem não tenha correio electrónico ou página “online” e uma breve navegação permite perceber as diferenças abismais entre sítios com características dos primórdios da Internet e outros com (quase) todos os recursos da designada “Web 2.0”. A reacção das pessoas aos projectos em que foi feita uma aposta na qualidade do que é posto em linha mostra que esse investimento acaba por ser recompensado. A receita para o sucesso inclui o profissionalismo da estratégia de comunicação e a apreensão das características do meio, de maneira a passar a mensagem de forma adequada. Cada vez mais, a Internet exige da Igreja uma “atitude à Jesus”, ou seja, falar no meio dos homens em pé de igualdade, nomeadamente nas redes sociais. E deixa o desafio para que haja cada vez mais “cristãos upload”, que dão o seu contributo na rede global, e não apenas “cristãos download”, que aproveitam o trabalho dos outros. No dia 24 de Maio assinalou-se o 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais e o Papa Bento XVI propôs como mote para reflexão o tema “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn7Keg4TGI/AAAAAAAABa8/sL2JaSCkw0c/s1600-h/Maria+da+Paz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 264px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn7Keg4TGI/AAAAAAAABa8/sL2JaSCkw0c/s320/Maria+da+Paz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339574990632668258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;São freiras de clausura, mas não deixam de ter uma&lt;a href="http://carmelobraga.carmelitas.pt/"&gt; página na Internet&lt;/a&gt;. Logo que se clica aparece um sítio com a fotografia da comunidade do Carmelo da Imaculada Conceição, da sua “casa” no Bom Jesus, em Braga, e um endereço de correio electrónico. O contacto carmelobraga@carmelitas.pt é usado para as pessoas exporem os seus problemas às carmelitas e para lhes pedirem que os tenham em conta nas suas orações. As religiosas respondem e acompanham o desenrolar das histórias, muitas vezes também por “email”. Para este grupo, a Internet tornou-se num instrumento para comunicar com o exterior e para dar a conhecer ao mundo a congregação. A página, embora muito rudimentar e praticamente sem informação, já tocou o coração de uma mulher, que decidiu tornar-se consagrada de vida contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã Maria da Paz de Cristo é uma das religiosas para quem o correio electrónico se tornou numa ferramenta do seu dia-a-dia de trabalho, uma vez que aumentou a rapidez dos contactos e diminuiu os custos. A religiosa tem um “mail” com o seu nome, que usa para comunicar com os outros nove carmelos existentes em Portugal, com os superiores da congregação ou para divulgar junto da comunicação social as actividades que a comunidade promove. Em oito anos de utilização de correio electrónico só recebeu uma mensagem que considerou inadequada, pelo que a apagou imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religiosa sublinha que não perde tempo com a Internet e que os locais por onde navega são criteriosamente seleccionados. «Como temos o tempo muito preenchido, temos de fazer opções de valor. Não temos Internet por ter. A Internet é um instrumento de trabalho. Não nos vamos pôr a pesquisar à toa», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se aplica para os programas que a comunidade vê na televisão e para as publicações que recebe. «Temos que seguir certas normas de prudência e não podemos perder tempo. Há muita coisa que não nos interessa. Estes meios podem ser muito bons, mas têm de ser bem utilizados», refere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da navegação cautelosa na Internet, a comunidade decidiu avançar com uma página, que inclui fotografias das freiras. No início, algumas pessoas manifestaram-se surpreendidas pela sua existência, uma vez que se trata de uma comunidade de vida contemplativa. No entanto, depressa o sítio se tornou num factor de ligação ao exterior, nomeadamente através do correio electrónico, que progressivamente tem vindo a substituir as cartas. «Sim, devemos manter o recolhimento, a separação do mundo, mas não alhear-nos dele. Devemos tê-lo presente para o entregar a Deus, com todas as preocupações que o envolve», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã Maria da Paz de Cristo diz que o balanço da existência desta página na Internet é positivo, uma vez que tem servido para divulgar a comunidade, que actualmente é constituída por 18 freiras, tendo a mais nova 36 e a mais velha 91 anos. «Não se pode pretender que as pessoas queiram o que não conhecem», adverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A freira destaca que deve ser dada uma atenção muito particular aos jovens, que correm o risco de navegar à deriva por águas perigosas, sem valores que os norteiem. A pensar nos jovens que por ali poderiam passar, as religiosas deixaram um texto escrito especificamente para eles, intitulado “Queres ser feliz?”. E foi, justamente, esse convite que despertou a vocação de uma mulher, que acabaria por se tornar carmelita, e também a curiosidade de um homem. «Deus interpela quando menos se espera», frisa, defendendo que a Igreja deve «dar ensinamentos» para que as novas tecnologias «sejam bem utilizadas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cristãos pouco preparados para o debate&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn707v9pNI/AAAAAAAABbE/WwQ138ATDdg/s1600-h/Alfredo+Dinis.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn707v9pNI/AAAAAAAABbE/WwQ138ATDdg/s320/Alfredo+Dinis.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339575720035067090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Presença muito diferente na Internet tem a Companhia de Jesus, nomeadamente com o portal &lt;a href="http://www.essejota.net/"&gt;EsseJota&lt;/a&gt; ou o blogue &lt;a href="http://companhiadosfilosofos.blogspot.com/"&gt;Companhia dos Filósofos&lt;/a&gt;. Participante assíduo em debates “online”, o jesuíta Alfredo Dinis defende que a Igreja deve ter uma intervenção activa na Internet, usando uma linguagem adequada ao meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O director da Faculdade de Filosofia de Braga considera que esta é uma área fundamental, na medida em que permite chegar a um público diversificado. O professor universitário pensa que é necessário aproveitar meios como os blogues (páginas que qualquer pessoa pode ter gratuitamente e sem que seja necessário possuir conhecimentos de programação, uma vez que os sistemas de criação e edição apresentam passos muitos simples de seguir) para «chegar a pessoas que habitualmente não vão à missa, aos retiros ou a outras actividades, mas que passam por ali e metem conversa».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A Igreja tem um meio de “compensar” o fenómeno do esvaziamento das igrejas, da falta de pessoas na missa ou do aumento de crianças que não são baptizadas ou não vão à catequese, mas ainda não o levou muito a sério. É uma área que devemos levar mais a sério. Sinto quase uma certa ironia por parte de pessoas que não estão tão voltadas para estes meios, como se isto fosse um passatempo de quem tem ideias modernas», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, a actividade que tem desenvolvido, quer no blogue da Comunidade Pedro Arrupe, que conta com 22 elementos, 18 dos quais jovens estudantes de Filosofia, quer noutros locais, é de «autêntica catequese». «Não catequese no sentido mais tradicional do termo, de ensinar doutrina às crianças, mas catequese numa perspectiva mais moderna, de explicar com palavras que toda a gente possa entender as questões que mais problemas de compreensão causam, sobretudo aos não cristãos, mas também a muitos cristãos», justifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfredo Dinis tem participado em debates suscitados por quem discorda das posições da Igreja, como no Portal Ateu, e reconhece que existem graves lacunas ao nível da capacidade de diálogo dos cristãos com os não crentes. «Há cristãos que aparecem a dizer aos não crentes: “acredita no Senhor Jesus e serás salvo” e “vou rezar por ti”. Isso revela que há dificuldade em argumentar e encontrar uma linguagem adequada. Os cristãos não estão preparados para isso, o que é grave. Se queremos continuar a anunciar o Evangelho de Jesus, não podemos estar a repetir esquemas e chavões da nossa catequese», declara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O académico identifica também um «equívoco», que se verifica mesmo entre «padres e cristãos comprometidos», que é o de se achar que é «uma perda de tempo» o diálogo com os não crentes porque eles não se querem converter. «Como não temos esperança que depois de um certo diálogo estas pessoas venham pedir o baptismo e a confissão, então não vale a pena estarmos a perder tempo com eles. Esta é uma perspectiva muito imediatista do que é a evangelização», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfredo Dinis refere que um dos objectivos do blogue Companhia dos Filósofos, que tem aproximadamente 200 visitantes únicos por dia, é a formação para o sacerdócio, treinando «uma atitude, linguagem e maneira de estar com os não crentes que sejam adequadas aos nossos tempos». O docente admite que é um «exercício de humildade» para um padre ser tratado em pé de igualdade nas caixas de comentários ou nos fóruns. «É preciso aprender a estar com as pessoas sem estar num pedestal».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jesuíta considera que «começa a haver passos muito tímidos» no sentido de corresponder aos desafios dos novos tempos, mesmo por parte da hierarquia da Igreja, com a dinamização das páginas das dioceses ou a colocação de vídeos no &lt;a href="http://www.youtube.com/"&gt;YouTube&lt;/a&gt;» (a página http://www.youtube.com pode ser usada para ver e colocar gratuitamente vídeos em linha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, declara que os responsáveis pela hierarquia «deviam aprender a linguagem da comunicação dos mass media e do público em geral». «Não se pode usar a mesma linguagem quando se está a falar para um jornalista, para um grupo de fiéis na paróquia ou para responsáveis pela pastoral, mas a impressão que eu tenho é que muitas vezes não há diferenças», alerta. Por isso, defende que os bispos e os cristãos com responsabilidades devem «ouvir profissionais acerca da linguagem e argumentação mais adequada a cada caso».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Igreja tem de «fazer algo pelo ser humano»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn8j0wiLUI/AAAAAAAABbU/1AmYTbJ_RIM/s1600-h/Jo%C3%A3o+Duque.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn8j0wiLUI/AAAAAAAABbU/1AmYTbJ_RIM/s320/Jo%C3%A3o+Duque.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339576525612264770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor da Faculdade de Teologia de Braga João Duque defende que «a Igreja tem de estar presente nos sítios onde se dizem coisas». «Pelo menos desde São Paulo que a Igreja tem vindo a usar todos os meios possíveis para dizer o que tem a dizer. Até teve um lugar de topo no desenvolvimento das novas tecnologias», relembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Duque é colaborador da revista digital ecuménica “&lt;a href="http://www.cristoeacidade.com/"&gt;Cristo e a Cidade&lt;/a&gt;”, que surgiu há um ano por iniciativa de Elias Couto, aproveitando «as possibilidades dos novos tempos». A revista procura reflectir sobre as implicações que a fé cristã tem do ponto de vista da cidadania, encarando o cristianismo no contexto urbano. «O nosso compromisso era – e é – não nos ausentarmos da praça pública, onde se decide o presente e o futuro da nossa “cidade”», pode ler-se na página na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicação só existe pelo facto de ser digital, o que diminui os custos. Por outro lado, tem um potencial de distribuição maior, uma vez que é gratuita e pode ser lida em qualquer parte do mundo. No primeiro ano de actividade, a revista digital conquistou uma média mensal de cerca de 600 leitores. «Há um público interno, que poderia ser público de outras revistas do género em papel. Mas temos visitantes que não conseguimos identificar e que poderão ser até não crentes, que nunca passariam pela revista se ela não estivesse “online”», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O docente sublinha o potencial de divulgação que a Internet tem, constatando o seu efeito multiplicador, por exemplo, quando há retiros e outras actividades que são divulgadas “online”. «Há muitos participantes que não teriam vindo se não tivessem encontrado a informação na Internet», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ressalva que «a Igreja tem um sentido mais profundo». «A sua missão não é apenas lançar uma mensagem. Vai mais fundo: fazer algo pelo ser humano. Na sociedade contemporânea há muito a fazer pelo ser humano que não se consegue fazer na Internet. É preciso trabalho de rua, no local, de acompanhamento das pessoas», diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O docente universitário recorda que «a Igreja nunca foi especialista em modas», pelo que este «é mais um meio que se introduz» para comunicar. «Sendo este meio muito importante, não se pode esquecer o contacto directo com as pessoas», adverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Duque destaca o trabalho de proximidade que existe, por vezes de contacto quase diário com as pessoas nas paróquias e movimentos, que é um património de valor incalculável: «Seria uma perda do ponto de vista social, e não apenas para a Igreja, se essa ligação deixasse de existir».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O académico refere que a Igreja «não tem medo de participar», contudo admite que ainda há alguns «cristãos comodistas». «Há leigos cristãos suficientemente preparados e elucidados que podem e devem participar sem estarem à espera que sejam os padres ou os bispos a intervir», argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à participação de bispos em debates na Internet, o professor aconselha alguma prudência, que se relaciona com «o estatuto da palavra do bispo». «Ao ser-se nomeado para a função de bispo, assume-se o lugar de garante e vigilante da verdade básica da fé», recorda, sustentando que esta tarefa pode não ser inteiramente compatível com os «debates algo livres e descomprometidos» que se mantêm na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-8995463041602999550?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/8995463041602999550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=8995463041602999550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8995463041602999550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8995463041602999550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/presenca-na-internet-e-um-desafio-que.html' title='Presença na Internet é um desafio que a Igreja deve levar a sério'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn7Keg4TGI/AAAAAAAABa8/sL2JaSCkw0c/s72-c/Maria+da+Paz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3365292073790383737</id><published>2009-05-25T02:50:00.000+01:00</published><updated>2009-05-25T03:16:30.428+01:00</updated><title type='text'>Ecclesia e Conferência Episcopal apresentam novos portais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/ShnzsbMaOrI/AAAAAAAABaM/X-bvi08Krsg/s1600-h/ecclesia.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/ShnzsbMaOrI/AAAAAAAABaM/X-bvi08Krsg/s320/ecclesia.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339566777764035250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um design mais atractivo, mas sobretudo novas funcionalidades de agregação e partilha de informação. Esta é a aposta da Agência Ecclesia e da Conferência Episcopal Portuguesa, que apresentaram na semana passada os seus novos portais, antecipando o 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/"&gt;portal de informação&lt;/a&gt; aposta na conjugação das diferentes plataformas de publicação de conteúdos – texto, áudio e vídeo –, bem como em mecanismos de partilha nas redes sociais, divulgação no &lt;a href="http://twitter.com/agenciaecclesia"&gt;Twitter  &lt;/a&gt;e ligação aos blogues de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.ecclesia.pt/"&gt;sítio da Conferência Episcopal&lt;/a&gt; também foi alvo de uma reestruturação, para que seja mais fácil encontrar a informação, mesmo por quem não conhece a terminologia específica da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois portais têm ligação a uma ferramenta de criação de sítios na Internet para estruturas ligadas à Igreja. Quem aderir a essa possibilidade criada pela empresa “&lt;a href="http://www.terradasideias.com/site.html"&gt;Terra das Ideias&lt;/a&gt;” poderá receber automaticamente na sua página as notícias da Ecclesia. Da mesma forma, também as novidades introduzidas nesses sítios chegarão à Ecclesia, que fará a sua divulgação, aumentando a visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O director  da Agência Ecclesia refere que a mudança, tanto ao nível do aspecto como das ferramentas disponibilizadas, se afigurava «urgente», perante a constante mudança que se verifica no mundo da comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafiado a fazer uma avaliação da presença da Igreja na Internet, Paulo Rocha afirma ser positivo, correspondendo a uma «aposta com mais de dez anos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista sublinha que há uma «grande variedade de experiências», algumas das quais aproveitam todo o potencial das novas tecnologias. Contudo, admite que, em alguns casos, «a forma poderia ser ainda mais atraente».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3365292073790383737?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3365292073790383737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3365292073790383737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3365292073790383737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3365292073790383737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/ecclesia-e-conferencia-episcopal.html' title='Ecclesia e Conferência Episcopal apresentam novos portais'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/ShnzsbMaOrI/AAAAAAAABaM/X-bvi08Krsg/s72-c/ecclesia.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2063865050978130788</id><published>2009-05-25T02:48:00.000+01:00</published><updated>2009-05-25T03:17:03.685+01:00</updated><title type='text'>Projectos da Igreja têm de ser cada vez mais profissionais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn4WOR0YsI/AAAAAAAABas/7EcaE7Ss6gE/s1600-h/Imagem4.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 204px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn4WOR0YsI/AAAAAAAABas/7EcaE7Ss6gE/s320/Imagem4.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339571893898076866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diocese de Aveiro está a implementar estratégia estruturada para a Internet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja já «apanhou o comboio» da presença na Internet, mas está mais próxima da «última carruagem» do que «da primeira classe». A imagem é apresentada pelo responsável pelo projecto de comunicação da Diocese de Aveiro, que depois da renovação do seu &lt;a href="http://www.diocese-aveiro.pt/"&gt;sítio &lt;/a&gt; avançou com um &lt;a href="http://www.diocese-aveiro.pt/tvonline.asp"&gt;canal de televisão “online”&lt;/a&gt; e com uma conta no &lt;a href="http://twitter.com/dioceseaveiro"&gt;Twitter&lt;/a&gt;. Após a entrada na designada “Web 2.0”, o plano passa agora por usar as novas tecnologias ao serviço do apoio espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Cassola Marques refere que os projectos têm de ser «cada vez mais profissionais» e que «“o qualquer coisa serve” já não é suficiente». Este responsável lamenta que a Igreja tenha «ficado para trás» e que o panorama ainda seja «desolador», embora ressalve que «há exemplos felizes» e que a situação já esteve «bem pior». «Não faz sentido outra coisa que não sejam projectos profissionais, com estratégias pensadas por pessoas que percebam da área da comunicação», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi deste princípio que partiu a Diocese de Aveiro. Depois de uma fase de entusiasmo com a Internet no início da década, o processo estagnou. D. António Francisco dos Santos, antigo Bispo Auxiliar de Braga, foi encontrar uma diocese com muitas lacunas nesta área. A partir daí, Fernando Cassola Marques desenvolveu um plano «coerente do ponto de vista estrutural», para implementar ao longo dos anos. «O objectivo foi criar uma presença regular na Internet, pôr os novos meios tecnológicos ao serviço da evangelização e promover a partilha de ideias», explica este mestrando em novas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro foi trabalhada a página da diocese, depois veio a Web 2.0 (YouTube e Twitter) e seguir-se-á uma fase mais relacional, que visa mobilizar as pessoas para a participação. Em paralelo estão a decorrer esforços no sentido de aumentar a frequência de actualização da página e a colocação de mais vídeos, em articulação com o “Correio do Vouga”, semanário diocesano.&lt;br /&gt;Este responsável destaca que as pessoas valorizam a interactividade e ferramentas que ainda nem todos os sítios na Internet têm. «A colocação da galeria de fotos acarretou um aumento da procura do “site”», exemplifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pondo de parte a possibilidade de se poder vir a falar com D. António Francisco dos Santos via Twitter, este profissional com formação em Informática e Teologia refere que as actuais tendências de comunicação «exigem da Igreja uma atitude “à Jesus Cristo”, que comunicava com as pessoas estando no meio delas». «A Igreja não se pode fechar dentro das suas portas. Os senhores bispos têm de acordar para esta realidade», adverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2063865050978130788?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2063865050978130788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2063865050978130788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2063865050978130788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2063865050978130788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/projectos-da-igreja-tem-de-ser-cada-vez.html' title='Projectos da Igreja têm de ser cada vez mais profissionais'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn4WOR0YsI/AAAAAAAABas/7EcaE7Ss6gE/s72-c/Imagem4.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-8359314276901868483</id><published>2009-05-25T02:46:00.001+01:00</published><updated>2009-05-25T02:50:41.292+01:00</updated><title type='text'>“A Caminho” diversifica ferramentas para a participação da comunidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn5UXzFKqI/AAAAAAAABa0/yPh1Ctkw1wY/s1600-h/Imagem2.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn5UXzFKqI/AAAAAAAABa0/yPh1Ctkw1wY/s320/Imagem2.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339572961605397154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Projecto de dinamização litúrgica tem um ano de trabalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;a href="http://www.acaminho.net/"&gt;A Caminho&lt;/a&gt;” é um bom exemplo da presença “online” da Igreja, perfeitamente integrado na Web 2.0. Caixas de comentários nos artigos, fórum, “chat” com o animador, presença no Twitter e RSS são algumas das ferramentas utilizadas, que se aliam a uma cuidada apresentação visual e de conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio na Internet surgiu há um ano, a partir de um projecto de dinamização litúrgica promovido por alguns seminaristas do Seminário Conciliar de São Pedro e São Paulo, em Braga, no âmbito do ano pastoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de introduzir uma nova dinâmica para a vivência do domingo, a equipa responsável pelo projecto cria, desenvolve, prepara e disponibiliza subsídios litúrgicos para quem deseja preparar convenientemente a liturgia dominical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sítio é muito mais do que isso. É «um ponto de partilha de algumas sugestões para a liturgia, mas também de experiências e saberes da pastoral», onde é possível encontrar materiais nas áreas da catequese, música ou celebrações, bem como interagir com a equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, surgiu o projecto “Pegadas”, que tem por objectivo «fazer a ponte entre a liturgia e o mundo cultural, apresentando-o de forma independente, mas interligado com o boletim litúrgico do “A Caminho”».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boletim cultural pretende ser «uma oportunidade para reflexões acerca dos acontecimentos culturais mais proeminentes, recensões de livros, crítica e análise cinematográfica, apreciação de um concerto musical, apresentação do vislumbre e da beleza de uma exposição de pintura, artigos de opinião que ajudem a reflectir a vida, entre muitas outras abordagens possíveis».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os promotores lembram que «a “net” é hoje um meio em grande crescimento, onde qualquer pessoa ou instituição pode disponibilizar e partilhar informações e conteúdos relevantes». Por isso, afirmam, «os novos areópagos comunicacionais da era digital poderão ser uma óptima oportunidade para a Igreja anunciar com verdade e seriedade o Evangelho de Cristo, propondo a vida cristã como esperança para um mundo em mutação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Qualidade e profissionalismo devem aumentar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diácono Tiago Freitas refere que ao longo de um ano de actividade foi feito um esforço para melhorar o material que é apresentado na Internet. «Nunca chegámos a funcionar em papel», diz, explicando que a comunicação entre a equipa começou por se fazer por correio electrónico, depois veio o blogue e finalmente a página na Internet. Este responsável faz um balanço positivo da reacção das pessoas, pois a mensagem tem conseguido chegar a todo o país e mesmo ao estrangeiro, a países como a Alemanha ou Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diácono sublinha a importância que é dada ao que as pessoas dizem nos espaços disponibilizados para deixarem os seus contributos, daí o objectivo de melhorar o funcionamento do fórum. No entanto, destaca que ainda existe «muita passividade». «Temos muitas pessoas de “download” [que descarregam para os seus computadores o material que é disponibilizado] e poucas de “upload” [que colocam o seu contributo em linha]», afirma, advertindo que os materiais disponibilizados são «uma base de trabalho e não o produto final».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da experiência de trabalho na Internet, o diácono Tiago Freitas constata que «as pessoas procuram material com qualidade estética» e essa é uma área onde a Igreja «está a despertar». «A Igreja vai estando na Internet, mas não com a qualidade e o profissionalismo que poderia estar. Já se nota algum profissionalismo, mas ainda há muito caminho a percorrer», declara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo para o bom funcionamento do projecto passa pelo alargamento da equipa inicial e pela divisão de um trabalho que é «muito diverso e exigente». As tarefas estão divididas e os prazos de entrega estão estipulados, para que cada um possa gerir o seu tempo de maneira a cumprir o compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, a Internet pode ser usada pela Igreja em várias áreas, como por exemplo o apoio à catequese. «Não poderemos usar só a Internet, porque ela gera impessoalidade e a catequese exige a presença física. No entanto, pode ser usada para encontrar documentos, para permitir o contacto permanente ou para a partilha de experiências e materiais», exemplifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-8359314276901868483?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/8359314276901868483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=8359314276901868483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8359314276901868483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8359314276901868483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/caminho-diversifica-ferramentas-para.html' title='“A Caminho” diversifica ferramentas para a participação da comunidade'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn5UXzFKqI/AAAAAAAABa0/yPh1Ctkw1wY/s72-c/Imagem2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3179319788013677267</id><published>2009-05-25T02:44:00.000+01:00</published><updated>2009-05-25T03:17:43.793+01:00</updated><title type='text'>Vocações no MySpace</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn3WetL9WI/AAAAAAAABak/WLMGCqghi1w/s1600-h/voca%C3%A7%C3%B5es.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 167px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn3WetL9WI/AAAAAAAABak/WLMGCqghi1w/s320/voca%C3%A7%C3%B5es.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339570798796207458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Descobre um mundo que pensas já conhecer”. Este foi o desafio que a Comissão Episcopal Vocações e Ministérios lançou aos jovens no âmbito da 46.ª Semana das Vocações, levando-os até ao mundo do &lt;a href="http://www.myspace.com/vocacoes"&gt;MySpace&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta estratégia foi desenvolvida pela agência &lt;a href="http://www.bmais.com/"&gt;B+&lt;/a&gt;, que começou pelo planeamento estratégico, que consistiu em «diagnosticar a situação, pesquisar a fundo a relação da Igreja com os cidadãos, estudar tendências comportamentais e, sobretudo, compreender os códigos dos jovens, público a quem se dirigia a mensagem, neste caso em concreto».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsável pela empresa, Sara Balonas, explica que a recomendação foi «que toda a comunicação se centrasse na plataforma web, criando uma página no MySpace», onde os jovens podem encontrar vídeos, fotografias, orações para descarregar no iPod, um espaço de blogue ou para criarem uma rede de amigos, entre outras funcionalidades. «Tem tudo a ver com a questão de saber o que fazem, onde estão e o que procuram os jovens, hoje», salienta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, começaram a ser construídas pontes, dando «a conhecer melhor aspectos que possam interessar a esta camada mais jovem e também passar testemunhos reais por parte de quem escolheu a vida religiosa, desmistificando alguns assuntos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O MySpace reposiciona a Igreja na mente dos jovens. Cria pontes no sentido em que os faz sentir que são compreendidos. Começam a partilhar linguagens», justifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sara Balonas explica que estratégia também passa pelo &lt;a href="http://www.youtube.com/vocacoes"&gt;YouTube&lt;/a&gt;, onde há três filmes pensados para a promoção das vocações consagradas, que nas duas primeiras semanas tiveram mais de 20 mil visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3179319788013677267?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3179319788013677267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3179319788013677267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3179319788013677267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3179319788013677267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/vocacoes-no-myspace.html' title='Vocações no MySpace'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn3WetL9WI/AAAAAAAABak/WLMGCqghi1w/s72-c/voca%C3%A7%C3%B5es.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3848639890002517920</id><published>2009-05-25T02:42:00.002+01:00</published><updated>2009-05-25T04:08:20.988+01:00</updated><title type='text'>Redes sociais são instrumento de aproximação aos jovens</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/ShoLmDknoZI/AAAAAAAABbs/my4yVmoeQSE/s1600-h/teclado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/ShoLmDknoZI/AAAAAAAABbs/my4yVmoeQSE/s320/teclado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339593056622977426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O professor da Universidade do Minho&lt;a href="http://atrium.wordpress.com/"&gt; Luís Santos&lt;/a&gt; considera que a Igreja dever usar instrumentos como as redes sociais para manter a ligação aos adolescentes e jovens. «Muitas das queixas que se fazem relativamente à Igreja têm a ver com o seu eventual afastamento do mundo real. Estes passos, que felizmente não implicam grandes custos financeiros, ajudariam a quebrar essa ideia de falta de proximidade às preocupações concretas, às vivências reais dos adolescente e jovens», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O docente salienta que a Igreja tem de «ver onde é que as pessoas estão», não se podendo confinar à presença nos órgãos de comunicação que possui. «A Igreja tem uma ligação tão profunda com os adolescentes e jovens, pelo que poderia aproveitar a presença na Internet para a dinamização de grupos ou para a integração nas redes sociais que os jovens já têm», sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo jornalista explica que, ao entrar nestes meios, é preciso resistir à tentação de «entrar para dominar», especialmente porque estas comunidades percebem facilmente quem marca presença por uma questão de oportunismo. «A atitude correcta é perceber como é que o meio funciona e entrar nele participando, dando contributos que geralmente são valorizados pelas comunidades», aconselha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investigador refere que a manutenção dos projectos ao longo do tempo é outro dos desafios. «Fazer as coisas esporadicamente é melhor do que não fazer, contudo é bem melhor reflectir sobre o contributo que aquela ferramenta pode dar e ter uma presença consistente. E a consistência dá trabalho, porque criar um blogue ou uma conta no Twitter demora poucos minutos», argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionado sobre se, depois de a agência &lt;a href="http://www.aciprensa.com/"&gt;ACIPrensa &lt;/a&gt;ter criado uma &lt;a href="http://twitter.com/benedictoxvi"&gt;conta no Twitter&lt;/a&gt; para difundir as notícias relacionadas com o Santo Padre, é expectável ver Bento XVI a “tuitar”, Luís Santos diz que isso seria «muito interessante», assim como a sua participação numa conversa “online”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«João Paulo II fez coisas que outros Papas não tinham feito antes e, para aquela época, foi revolucionário. Não vejo nenhum problema em que o Papa, em 2009, tente enquadrar-se no mundo em que vive e aí querer ter uma voz activa», afirma o académico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista em Ciências da Comunicação considera que uma iniciativa desse género «será mais problemática se for para dar um título de jornal». «Se for feito de forma consistente e se for um projecto em que o Papa e os seus conselheiros acreditem, parece-me interessante», revela Luís Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos meios de comunicação social da Igreja, o professor universitário considera que eles devem dar o exemplo, «num momento em que se sente intranquilidade, nervosismo e algum exagero nas propostas de alguns órgãos de comunicação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os meios de comunicação social da Igreja podem ter um papel muito importante, não apontando o dedo, mas funcionando como exemplo. Se há algo pelo qual os órgãos de comunicação da Igreja se podem diferenciar é pela forma como tratam os assuntos», sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investigador acrescenta que gostaria de ver os “media” da Igreja a «integrar os contributos da comunidade», rentabilizando esse enorme potencial que existe. «É algo que ainda não está a ser feito convenientemente em Portugal. Os órgãos da Igreja aí até poderiam ser pioneiros», assevera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3848639890002517920?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3848639890002517920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3848639890002517920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3848639890002517920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3848639890002517920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/redes-sociais-sao-instrumento-de.html' title='Redes sociais são instrumento de aproximação aos jovens'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/ShoLmDknoZI/AAAAAAAABbs/my4yVmoeQSE/s72-c/teclado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5844757592158043830</id><published>2009-05-25T02:40:00.000+01:00</published><updated>2009-05-25T03:19:34.355+01:00</updated><title type='text'>Internet está a mudar as relações entre as pessoas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Professor da Universidade do Minho fala do mundo da comunicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor da Universidade do Minho &lt;a href="http://atrium.wordpress.com/"&gt;Luís Santos&lt;/a&gt; defende que a Internet está a contribuir para a mudança das relações entre as pessoas. O investigador do &lt;a href="http://www.cecs.uminho.pt/"&gt;Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade&lt;/a&gt; duvida que seja possível continuar a imaginar a vida social organizada de acordo com estruturas tão compartimentadas como até agora. O antigo jornalista ressalva que não são as ferramentas que determinam a forma como vivemos a nossa vida e considera que pode ser agoniante andar a saltar de novidade em novidade como se cada uma delas fosse a definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn1SqmZkeI/AAAAAAAABaU/wdxGuDzZW7M/s1600-h/Lsantos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 302px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn1SqmZkeI/AAAAAAAABaU/wdxGuDzZW7M/s320/Lsantos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339568534246232546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que é que se está a passar no mundo da comunicação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma mudança no centro gravitacional dos processos. Se durante alguns anos se disse que se trabalhava para o leitor, para o ouvinte e para o telespectador, na realidade os produtos eram concebidos com base em dados estatísticos que apontavam para a massa, para a qual se trabalhava. Apesar de não ser daqueles que acham que se está quase no lugar oposto, no triunfo da leitura, da escuta e do visionamento individual, em que o indivíduo é que tem o comando total do processo, penso que o desequilíbrio nos pratos da balança alterou-se de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, sobretudo depois de 2003-04, assistimos ao aparecimento de uma série de ferramentas, através da Internet, de auto-publicação e de criação de redes sociais, que permitem aos indivíduos, por um lado, seleccionarem com muito mais detalhe as suas dietas pessoais de “media” e, por outro, partilhar o que vêem, ouvem e lêem, mas também o que pensam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso ter acontecido na Internet, seria errado pensar que este é um fenómeno que se confina à Internet. Isto teve, está a ter e terá ainda mais ramificações noutros meios. Hoje em dia não se concebe uma relação entre quem faz um jornal e os seus leitores que não passe por alguma forma incrementada de atenção ao que as pessoas pensam. São muitas as tipologias de interacção, desde a disponibilização dos endereços de correio electrónico dos jornalistas a espaços para comentários, mas elas existem e não se confinaram à Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esse potencial está a ser aproveitado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O campo tornou-se muito mais complexo, mas também mais rico. Hoje já é difícil identificar fluxos de informação muito lineares de quem produz para quem consome. Contudo, há muitos órgãos de informação que só nominalmente é que estão a aproveitar estas novas potencialidades: disponibilizam os endereços de correio electrónico dos jornalistas ou espaço para blogues, mas é quase só porque parece bem terem estas ferramentas, uma vez que depois nada fazem com aquele material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, há nalgumas sociedades, e Portugal será um exemplo disso, um défice de participação cívica. Durante anos e anos, as pessoas habituaram-se a não interagir com frequência e com facilidade com os jornais. Lembremo-nos que, há 10 ou 15 anos, para se interagir com os jornais, era preciso escrever uma carta ao senhor director, pôr um selo e metê-la no correio, o que implicava um investimento pessoal muito grande em termos de tempo e dinheiro. Eventualmente, passadas umas semanas, recebia-se uma resposta-tipo de três linhas a dizer que o jornal agradecia o comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ter da parte dos “media” alguma resistência a aceitar a “interferência” dos leitores, ouvintes, telespectadores, mas também podemos ter os cidadãos a acharem que não vale a pena participar, pois o que vão dizer não vai ser escutado. A combinação destes processos leva a que a participação ainda seja limitada, muito pouco dinâmica, e que haja poucos resultados efectivos da contribuição dos leitores, ouvintes, telespectadores para a definição do produto que é apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Este cenário implica que os diferentes actores reaprendam os seus papéis?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se imaginarmos o melhor cenário possível, implica, de facto, alterações para todos os actores. Há quem imagine o pior cenário possível, que é dizer que os “media”, nesta altura, já são redundantes: já não precisamos dos jornais, da rádio e da televisão porque o cidadão individualmente vai à procura da informação. Pessoalmente, considero que, pelo menos para o enquadramento português, isso não tem nenhuma sustentação na realidade. A maior parte das pessoas não teria sequer competências básicas de domínio das ferramentas para procurar a informação relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, continuo a acreditar que as pessoas, tal como confiam nos médicos, advogados, professores ou polícias, também confiam num profissional que seja capaz de, com honestidade, lhes dar uma imagem do que está a acontecer. A nossa sociedade sedimentou-se com base na especialização e delegamos nas outras especialidades a gestão de parte da nossa vida. Esse funcionar social ainda mantém alguma validade. Há já muitas mais nuances nesse viver, mas ainda mantém alguma validade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo mantendo-se alguma validade, isso não quer dizer que as posições relativas de cada actor neste processo se tenham mantido estáticas. Ser jornalista hoje em dia é muito mais exigente do que há 20 anos. Ser jornalista hoje já não significa só saber escrever bem e integrar-se bem numa redacção. Significa estar muito mais atento ao que as pessoas dizem, integrar muito mais os seus contributos e ter uma atitude que eventualmente nos últimos anos não foi tida, que é a de honesta humildade, que passa por pensar que se sabe muito pouco sobre determinado assunto, procurar quem sabe mais e apresentar isso de forma transparente, para que possa ser julgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma mudança interessante na profissão: sendo necessário que seja mais especializada, mais fiel aos factos, também é preciso que se abra mais. O jornalismo vive entre a pressão para se especializar, para ser mais consistente, mais competente, mas igualmente para se abrir mais e para integrar mais os contributos das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E os cidadãos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A educação para os “media” é uma competência que teria de estar mais vincada no currículo do ensino obrigatório. Se há 20 ou 30 anos ser competente para estar atento aos “media” envolvia pouco mais do que saber ler bem, hoje isso é insuficiente porque o mundo é muito mais complexo e globalizado e as coisas acontecem a um ritmo muito maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há mais exigências para os jornalistas também há mais exigências para o cidadão. Os cidadãos devem não só perceber os conteúdos que lhe são oferecidos, mas saber utilizar ferramentas de interacção para, se tiverem vontade, exprimirem a sua opinião, para fazerem sugestões, para publicarem conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, por um lado, temos uma cultura informativa que parece ter valorizado mais o cidadão, por outro, o cidadão também tem de se valorizar mais a ele próprio. Não chega os jornais abrirem espaços para a participação. Importa que as pessoas também saibam participar e acrescentar valor, com respeito, dignidade e correcção. Uma das queixas que às vezes é usada como desculpa para não se abrirem mais os jornais aos contributos dos leitores, é que, quando se abrem as caixas de comentários, metade são insultos ou insinuações não comprovadas. Há um caminho a percorrer por parte das empresas, dos jornalistas, mas também por parte dos cidadãos. Se quero ter o direito a participar, tenho de saber participar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma indústria que está habituada a reinventar-se, pelo que acredito que a empresa, o jornalista e o cidadão vão saber reinventar os seus lugares relativos nesta relação, que se espera mais equilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É ponto assente que o que se passa na Internet não pode ser ignorado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que se passa na Internet não pode ser ignorado, mas também não pode ser sobrevalorizado. Agora já se fala menos dos blogues – fenómeno que sempre achei que não devíamos sobrevalorizar – e fala-se mais de redes sociais. Estas são ferramentas que estão, de facto, a mudar as relações sociais entre as pessoas. Elas estão a aproximar pessoas, na medida em que permitem barreiras geográficas ou de outro tipo que se criariam naturalmente no convívio pessoal. Através das ferramentas da Internet, as pessoas ligam-se pelas ideias e não pelo que vestem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não sou ingénuo ao ponto de pensar que nestas redes não se replicam estruturas de poder, porque se replicam; que não se replicam comportamentos desviantes, porque replicam. Para o melhor ou para o pior, na “net” não estão uns seres transparentes e limpinhos, estamos nós. Na “net” estão as pessoas, que têm comportamentos de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil argumentar que estas coisas continuam apenas a ser uma moda. Já são moda há demasiado tempo. Elas vão-se reconfigurando, mas há um padrão, há traços permanentes: o indivíduo vai ter múltiplas formas de se auto-exprimir, de auto-publicar os seus materiais e de se relacionar com os outros não presencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As novas redes sociais “online” podem provocar uma reconfiguração da sociedade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todos os exageros e coisas erradas que existem, este momento tem a vantagem de ser de pureza, em que as estruturas pesadas do nosso viver social ainda não têm um domínio destes espaços. As pessoas conseguem organizar-se por interesses pessoais, por temas. É muito natural que as estruturas tradicionais percebam que têm de estar presentes e tentem entrar e que se venha a perder alguma inocência da organização “ad hoc”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não sei se vai ser mais possível continuarmos a imaginar que a nossa vida social se organizará de acordo com estruturas tão compartimentadas como até agora: para as reivindicações laborais temos os sindicatos, para votar temos os partidos, etc... Imagino que as pessoas vão querer ter associações mais livres, menos permanentes, mas mais de acordo com os seus interesses de determinado momento. Nesse enquadramento, pode ser que as pessoas estejam menos tempo presas às coisas, mas tenham mais disponibilidade para se ligarem a mais coisas. Esse será um mundo mais flexível. Não acho que isso seja necessariamente bom ou mau. O que importa é adaptar a nossa presença a essa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ai de quem não usar a última ferramenta disponibilizada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as áreas, há quem ache que o próximo canivete é o canivete mágico. É a coisa que nos vai livrar de todos os problemas. Agora é que é. Mas, na verdade, até agora nunca tem sido porque o que nós fazemos com as coisas é utilizá-las para a nossa vida. Não são as ferramentas que determinam a forma como vivemos a nossa vida. O que fazemos é apropriarmo-nos das ferramentas para lhes dar uma determinada utilização. Se nos facilitam a vida nós utilizámo-las, se não facilitam deixamos de usá-las. A nossa vida vai mudando, mas tem muitas permanências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho muito salutar estar atento às ferramentas e usá-las de uma forma salutar. Deve ser uma existência muito agoniante embarcar nesta moda e daqui a três meses mudar para outra coisa nova e assim sucessivamente, sempre com a sensação de que estamos de fora. Com certeza estamos sempre de fora de alguma coisa. Temos é que perceber o que é que para nós é importante. Se determinadas coisas forem importantes para a nossa vida, é importante participarmos nelas. Se não forem, não vejo problema nenhum em não participarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, 18 de Maio de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5844757592158043830?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5844757592158043830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5844757592158043830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5844757592158043830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5844757592158043830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/05/internet-esta-mudar-as-relacoes-entre.html' title='Internet está a mudar as relações entre as pessoas'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/Shn1SqmZkeI/AAAAAAAABaU/wdxGuDzZW7M/s72-c/Lsantos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5885138558163712762</id><published>2009-04-29T15:50:00.002+01:00</published><updated>2009-04-29T15:54:28.317+01:00</updated><title type='text'>Braga fora do primeiro grupo de localidades com televisão digital</title><content type='html'>As emissões experimentais de televisão digital terrestre (TDT) começam hoje, mas Braga não faz parte do primeiro lote de localidades contempladas com o  novo serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa que ganhou o concurso para a implementação da TDT em Portugal, a Portugal Telecom (PT), tem uma&lt;a href="http://tdt.telecom.pt"&gt; página na Internet&lt;/a&gt;, na qual é possível introduzir o código postal e ficar a saber quando é que o serviço está operacional na área geográfica em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investigador da Universidade do Minho Sérgio Denicoli adverte, justamente, para o risco de as pessoas verem a suas expectativas defraudadas quando ouvirem dizer que já existe televisão digital, mas esta ainda não funcionar na localidade onde residem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O Governo deu um prazo de três anos para a empresa vencedora do concurso assegurar a cobertura de 99 por cento da população portuguesa em três anos. A PT estabeleceu um plano com oito fases, prevendo que todo o território, incluindo as ilhas, esteja coberto no final de 2010. Numa primeira fase, haverá a cobertura de cerca de 30 por cento da população», explica o doutorando em Ciências da Comunicação, que mantém o blogue &lt;a href="http://tvdigital.wordpress.com/"&gt;TV Digital em Portugal&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista relembra que 2012 é a data apontada pela Comissão Europeia para o denominado “switch-off” ou “apagão analógico”. Isto significa que, nessa altura, vai deixar de existir a televisão terrestre analógica, em que o sinal é eléctrico e chega pelo ar através de ondas de radiodifusão, sendo captado por antenas. Por isso, até lá, quem tem esta televisão vai ter de se adaptar para passar a receber televisão terrestre digital, que possui a mesma linguagem dos computadores. Durante este período, vão coexistir os dois sistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, a mudança significa que as pessoas vão ter de trocar os aparelhos que não tenham capacidade para receber o sinal digital ou de comprar um descodificador para cada televisão que possuírem. «A TDT só afecta quem tem televisão por antena. Quem tem televisão por cabo, satélite ou IPTV não terá de fazer qualquer adaptação», refere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do &lt;a href="http://tvdigital.files.wordpress.com/2008/06/obercom-flash-report1.pdf"&gt;Observatório da Comunicação&lt;/a&gt; (Obercom), divulgados em 2008, indicam que 56,3 por cento dos portugueses recebem televisão através de antena, 8,3 por cento têm TV por cabo (analógica e digital) e 5,4 por cento acedem através de outras tecnologias, tais como o satélite e o DSL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Versão de artigo publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, de 28 de Abril de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5885138558163712762?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5885138558163712762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5885138558163712762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5885138558163712762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5885138558163712762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/04/braga-fora-do-primeiro-grupo-de.html' title='Braga fora do primeiro grupo de localidades com televisão digital'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-8346810492559122858</id><published>2009-04-29T15:43:00.002+01:00</published><updated>2009-04-29T15:50:27.065+01:00</updated><title type='text'>Nem todos os aparelhos funcionam</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SfhpHQ-G0CI/AAAAAAAABYA/9BHD0PnFSxU/s1600-h/470451.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 158px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SfhpHQ-G0CI/AAAAAAAABYA/9BHD0PnFSxU/s320/470451.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330125732528443426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O investigador da Universidade do Minho Sérgio Denicoli alerta para o facto de comprar um novo televisor não ser tarefa fácil. O doutorando em Ciências da Comunicação assegura que há à venda aparelhos com o selo a indicar que funcionam com TDT, mas na verdade não funcionam com o sistema que foi adoptado em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Em Portugal, a tecnologia escolhida foi o MPEG4, enquanto em alguns países foi o MPEG2. Alguns aparelhos que estão a ser vendidos com o selo TDT estão preparados apenas para MPEG2, pelo que não vão funcionar em Portugal», adverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar as confusões, a PT lançou um &lt;a href="http://tdt.telecom.pt/recursos/apresentacoes/PR_S%C3%83%C2%ADmbolo%20de%20Compatibilidade%20TDT.pdf"&gt;selo específico&lt;/a&gt; para os aparelhos que cumprem as regras técnicas para emitirem TDT em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra opção é comprar um descodificador, mas também neste âmbito a tarefa não é simples, nem barata. «Inicialmente, o descodificador deverá custar entre 100 e 150 euros. Mas se as pessoas quiserem gravar os programas e ter acesso a outras potencialidades da TDT terão de optar por um descodificador mais caro», assegura o especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quase metade da população tem televisão por subscrição. A metade que não tem, é provavelmente aquela que não pode pagar. Porque é que estas pessoas vão desembolsar 150 euros para terem praticamente o que têm agora?», interroga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da PT, Zeinal Bava, &lt;a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=7CE78217-D12C-45B4-8F5F-051DAE5B401B&amp;amp;channelid=00000017-0000-0000-0000-000000000017"&gt;referiu&lt;/a&gt; recentemente que a caixa vai ser subsidiada «para certos segmentos de mercado», mas «não explicou como será esse subsídio, nem quando é que ele será colocado em prática».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Denicoli faz referência ao caso italiano, país em que os descodificadores foram oferecidos. Depois das queixas dos operadores de cabo e satélite em relação a esta medida do primeiro-ministro Berlusconi, o Governo decidiu subsidiar todos os aparelhos para a recepção de sinais digitais em todas as plataformas e o investimento nesses aparelhos alternativos à TDT passou a ser dedutível no IRS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Portugal é um dos poucos países da Europa que lançam a TDT sem nenhum tipo de vantagem com grande relevância para o telespectador. Com a TDT, as pessoas vão ver o que viam na analógica, embora com a possibilidade de verem no ecrã o guia electrónico da programação», explica o doutorando do Departamento de Ciências de Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade seria a existência de mais um canal, mas os dois projectos apresentados foram chumbados pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social e o processo segue agora nos tribunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interrogações continuam também em relação à televisão digital de âmbito regional, que vai ter acesso pago, alvo de um concurso autónomo, pois ainda nada foi definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Denicoli sublinha que a grande questão que se põe actualmente é o que fazer com o dividendo digital: «Quando se desligar o sinal analógico, vai-se libertar espaço no espectro para outro tipo de serviços, como a transmissão de dados via Internet móvel».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, de 28 de Abril de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-8346810492559122858?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/8346810492559122858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=8346810492559122858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8346810492559122858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8346810492559122858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/04/nem-todos-os-aparelhos-funcionam.html' title='Nem todos os aparelhos funcionam'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SfhpHQ-G0CI/AAAAAAAABYA/9BHD0PnFSxU/s72-c/470451.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5893319334417315655</id><published>2009-04-29T15:41:00.001+01:00</published><updated>2009-04-29T15:43:28.582+01:00</updated><title type='text'>O que é isso?!</title><content type='html'>O que é isso de TDT? Quando é que vou poder ver em minha casa? Vai haver alguma diferença em relação ao que há agora? Vou ter de deitar ao lixo a televisão que tenho? O Governo vai dar subsídios para comprar os novos aparelhos? Onde é que há informações sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são algumas das questões que surgem quando se pergunta às pessoas o que é que sabem sobre a televisão digital terrestre (TDT), que começa amanhã as emissões. As respostas obtidas num mini-inquérito feito pelo DM confirmam as preocupações manifestadas pelo investigador Sérgio Denicoli acerca do desconhecimento que existe sobre esta matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A TDT teve de ser implementada em Portugal apressadamente por causa do atraso que existia no processo. A televisão digital vai ser lançada sem que as pessoas saibam do que se trata, sem que tivesse havido uma campanha de esclarecimento. A população deveria ser envolvida», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal faz parte do último lote de países da União Europeia a iniciar as transmissões digitais terrestres, juntamente com Polónia, Roménia, Irlanda, Chipre, Letónia e Eslováquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao (des)conhecimento que a população portuguesa tem sobre esta matéria, dados do &lt;a href="http://tvdigital.files.wordpress.com/2008/06/obercom-flash-report1.pdf"&gt;Observatório da Comunicação&lt;/a&gt; (Obercom), divulgados em 2008, indicam que 83,7 por cento das pessoas nunca ouviram falar de televisão digital terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário do Minho&lt;/span&gt;, de 28 de Abril de 2009]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5893319334417315655?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5893319334417315655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5893319334417315655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5893319334417315655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5893319334417315655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/04/o-que-e-isso.html' title='O que é isso?!'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-6707488680776107032</id><published>2009-01-30T02:36:00.008Z</published><updated>2009-01-30T02:48:00.103Z</updated><title type='text'>«Cada escola tem de se desenvencilhar da melhor forma que puder e souber»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fundador do “Miúdos Seguros na Net” fala sobre presença online em segurança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola, a família e a comunidade são os três elementos fundamentais para que as crianças e jovens façam uma utilização ética, responsável e segura das tecnologias da informação. O fundador do projecto “&lt;a href="http://www.miudossegurosna.net/"&gt;Miúdos Seguros na Net&lt;/a&gt;” refere, no entanto, que «não existem linhas orientadoras, nem uma estratégia a nível ministerial» para os estabelecimentos de ensino lidarem com os desafios colocados pela Internet, pelo que «cada escola tem de se desenvencilhar da melhor forma que puder e souber». Em entrevista do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;DM&lt;/span&gt; via &lt;span style="font-style: italic;"&gt;email&lt;/span&gt;, Tito de Morais alerta os pais para a importância de estarem presentes nos locais por onde os filhos navegam, mas resistindo à tentação de bisbilhotar. Na passada quarta-feira celebrou-se o Dia Europeu da Protecção de Dados, que serviu de mote para se falar da importância do protecção dos dados e da informação pessoal. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Entrevista publicada no Diário do Minho, a 28 de Janeiro de 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SYJpWxPA8QI/AAAAAAAABTY/0oRnV-yjNTY/s1600-h/crian%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SYJpWxPA8QI/AAAAAAAABTY/0oRnV-yjNTY/s320/crian%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296911951635476738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais são os principais desafios que se colocam  ao nível da protecção de dados, especialmente para as crianças e jovens?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É difícil estar online sem fornecer dados pessoais. Ao abrirmos uma conta de email ou ao aderirmos a uma rede social temos de fornecer dados pessoais. Crianças, jovens e adultos fazem-no diariamente. Assim, contrariamente ao que geralmente se pensa, o principal desafio que se coloca aos jovens não é tanto a simples publicação online ou envio de alguns dados pessoais através da Internet, mas o tipo de informação que partilham e com quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que problemas têm sido detectados em Portugal na utilização da Internet pelas crianças e jovens?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que fazem mais vezes as manchetes prendem-se com a utilização da Internet para crimes de abuso sexual de menores. No entanto, o cyberbullying – a utilização das tecnologias de informação e comunicação para deliberada e repetidamente assediar, ameaçar ou intimidar alguém – é bastante mais comum, podendo ter consequências igualmente devastadoras, sobretudo para crianças e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A colocação de vídeos no YouTube relançou a questão das novas tecnologias nas escolas. Que riscos comporta a colocação de imagens no YouTube?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há quatro aspectos que devemos ter bem presentes na utilização da Internet em geral e dos serviços de partilha de vídeos como o YouTube, em particular: estes prendem-se com a noção da "persistência" dos conteúdos na Internet, da sua "pesquisabilidade", da sua "replicabilidade" e do facto de a Internet ter "audiências invisíveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, por exemplo o caso do telemóvel, no ano passado, no Carolina Michaëlis. Persistência: o vídeo ficou registado para a posteridade, independentemente da vontade do seu criador, que posteriormente o removeu do YouTube. Pesquisabilidade: a partir do momento que o vídeo foi colocado online, qualquer pessoa pôde aceder a ele, mesmo depois de o autor ter retirado o vídeo original. Replicabilidade: apesar de o autor ter removido o vídeo original do YouTube, outras pessoas já antes tinham feito cópias, publicando-as noutros locais, totalmente fora do controlo do autor do vídeo original. Audiências invisíveis: o jovem autor do vídeo nunca imaginou que entre a sua audiência poderiam estar jornalistas e que estes pudessem dar ao seu vídeo uma audiência nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes princípios aplicam-se também a casos como um passado em Évora, no qual os jovens publicaram no YouTube uns vídeos onde se exibiam a vandalizar automóveis e foram detidos em resultado do visionamento dessas imagens pelas autoridades policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de casos e outros já aconteciam anteriormente. A diferença é que hoje são registados e publicados online. Nesse sentido, serviços como o YouTube e outros da Web 2.0 até podem ser encarados como "meios auxiliares de diagnóstico", para detectar jovens que, por uma razão ou por outra, precisam de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os estabelecimentos de ensino estão preparados para lidar com estas questões? Há uma estratégia definida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As escolas – tal como os pais – estão muito entregues a si próprias. Não existem linhas orientadoras nem uma estratégia a nível ministerial, pelo que cada escola tem de se desenvencilhar da melhor forma que puder e souber. Assim, infelizmente, as medidas tomadas para fazer face a este tipo de desafios resultam na proibição, no bloqueamento, na restrição pura e simples, o que é pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola, a família e a comunidade onde as crianças e os jovens se inserem constituem um triângulo essencial à promoção de uma utilização ética, responsável e segura das tecnologias de informação por crianças e jovens. A escola é essencial ao nível da adopção de abordagens educativas que são muito mais complicadas de implementar em casa ou na comunidade, por envolverem actividades de grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A introdução do Magalhães está a ser acompanhada por cuidados de segurança na utilização da Internet?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma sim, mas timidamente. Mas o problema não é do Magalhães. O problema é dos responsáveis pelo lançamento da iniciativa e-escolinhas. Uma estratégia eficaz ao nível da segurança online de crianças e jovens tem de passar por abordagens legais/regulamentares, parentais, educacionais e tecnológicas. Os cuidados de segurança com o Magalhães têm-se resumido à tecnologia. Nas restantes abordagens pouco ou nada se tem visto, o que é pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os pais devem acompanhar o Hi5 ou o Facebook dos filhos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acho que não só devem acompanhar, como devem também aderir a estes serviços. Mas acompanhar não é o mesmo que bisbilhotar. A título de comparação: não vejo problema nenhum num pai frequentar a mesma discoteca que o filho. Agora, provavelmente, o filho não gostará é que o pai vá para a discoteca tentar meter conversa com os seus amigos. Com o hi5 e o Facebook é a mesma coisa. Assim, um dos conselhos que dou aos pais é que adiram a serviços como o Hi5, Facebook, MySpace, etc. De outra forma, estarão a excluir-se de uma parte cada vez mais importante da vida dos seus filhos. Sem aderirem, não saberão do que estão a falar. O outro conselho é que leiam com os filhos as recomendações de segurança que estes sites disponibilizam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os chats são um motivo de preocupação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, como todos os sistemas de comunicação síncrona, isto é, em tempo real, tal como os telemóveis ou mensageiros. Os contactos de pessoas potencialmente mal intencionadas com crianças e jovens é, por ventura, o principal medo dos pais. Por isso, é importante que os pais saibam e transmitam aos seus filhos os principais riscos a este nível: falar sobre sexo com estranhos online; interagir indiscriminadamente online com muitas pessoas desconhecidas; dar dados muito pessoais ou informação orientada para o sexo a desconhecidos; procurar relações românticas online ou solicitar contactos a muitos desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os pais estão preparados para lidar com os desafios colocados pela Internet?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse é um dos problemas. Existe um fosso digital entre pais e filhos. Os filhos são nativos digitais. Já nasceram rodeados destas tecnologias. Os pais são emigrantes digitais que têm de aprender a lidar com estas tecnologias. E, infelizmente, muitas vezes não estão disponíveis para aprender com os filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaram a segurança na Internet como um problema tecnológico – onde os filhos estão muito mais à vontade –, esquecendo-se que a segurança na Internet é fundamentalmente um problema de pessoas e relacionamentos, algo onde têm muito mais experiência que os filhos. Podem, assim, perder-se oportunidades de pais e filhos se poderem complementar nestas questão da segurança na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A preocupação com a utilização da Internet deve ser apenas com as crianças e jovens ou com os adultos também?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com as crianças e os jovens por serem aqueles que são mais vulneráveis. Mas a questão da segurança na Internet deve interessar à sociedade como um todo. Os idosos, por exemplo, são outro público-alvo também particularmente vulnerável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-6707488680776107032?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/6707488680776107032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=6707488680776107032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6707488680776107032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6707488680776107032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/01/cada-escola-tem-de-se-desenvencilhar-da.html' title='«Cada escola tem de se desenvencilhar da melhor forma que puder e souber»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SYJpWxPA8QI/AAAAAAAABTY/0oRnV-yjNTY/s72-c/crian%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-94432263830592108</id><published>2009-01-04T02:56:00.002Z</published><updated>2009-01-04T03:07:52.997Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Televisão pode estar a estrangular o espaço público</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Felisbela Lopes lança livro “A TV do Real”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A TV do Real - A Televisão e o Espaço Público” é o título do novo livro da professora da Universidade do Minho Felisbela Lopes. A investigadora do Departamento de Ciências da Comunicação concebe a televisão como um “mapa” que cria itinerários principais e delimita estradas secundárias no espaço público. A especialista considera que a televisão pode estar a estrangular o espaço público, na medida em que trata um número limitado de temas, próximos dos interesses das elites, dá voz a conjunto restrito de pessoas e não estimula a participação dos telespectadores. Numa altura em que as novas tecnologias abrem novas possibilidades à participação, a docente sublinha a importância da educação para os “media” e a constante vigilância em relação ao que passa no pequeno ecrã. (Entrevista publicada no Diário do Minho, a 25 de Dezembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SWAn1UA0gpI/AAAAAAAABQQ/j4U3Ym5M7FI/s1600-h/TV.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SWAn1UA0gpI/AAAAAAAABQQ/j4U3Ym5M7FI/s320/TV.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287269759391662738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que lugar é que a televisão ocupa nas nossas vidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A televisão tem um lugar importante no nosso quotidiano. Até mesmo nas nossas casas, ocupa um lugar central. Na vida simbólica, também acaba por ser estruturante de diversos campos sociais. No campo político, a televisão tem uma grande força, ditando comportamentos ou condicionando decisões. Podemos replicar essa força a áreas como a justiça, a saúde, a cultura, a educação, o desporto ou a economia. Hoje, dificilmente podemos pensar os diferentes campos sociais sem introduzir aí a influência da informação televisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No livro “A TV do Real” introduz o conceito de “mapa” para falar da televisão…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante algum tempo, concebemos a televisão como uma janela. Essa será uma concepção de televisão característica dos tempos do monopólio, podendo até ser identificada com regimes totalitários. A televisão era uma espécie de janela que se abria e para onde se apontavam as realidades que o poder político dominante queria que os espectadores vissem e absorvessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a desregulamentação televisiva, ou seja, com a privatização da TV, passou-se a pensar a televisão enquanto espelho. Olhava-se a televisão como se fosse um ecrã que reflectia a vida de todos os dias do cidadão comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca se poderá falar dos meios de comunicação em geral, e da televisão em particular, como um espelho, porque os media não integram todo o real e o real que comportam pode não reflectir aquilo que nós somos e os campos sociais que se pretende retratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa metáfora do espelho é enviesada, porque a televisão não absorve toda a realidade e nem tudo o que lá vemos existe com aquela forma. A televisão cria um real. Daí o título deste meu livro, porque há uma televisão do real e um real que é próprio da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor maneira de falar da televisão é enquanto mapa, um mapa criador de uma certa geografia social. A televisão cria itinerários principais e delimita estradas secundárias no espaço público. Olhando para a informação televisiva, percebe-se que há a criação de itinerários principais que podem não corresponder ao que é estruturante da vida de todos os dias. A força das imagens e do discurso televisivos cria o tal real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que as pessoas percepcionam como importante é o que passa na televisão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A televisão condiciona as nossas percepções sociais em relação àquilo que pensamos ser o mais importante. Daí que seja imprescindível reflectirmos e fazermos um escrutínio em permanência do que vemos no pequeno ecrã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro não se destina apenas aos estudiosos da comunicação, mas também a todos nós enquanto cidadãos que querem exercer uma cidadania activa. A televisão exige que perguntemos sempre se aquilo que estamos a ver corresponde ao mais importante e se as pessoas que são chamadas a falar sobre determinado assunto são as mais habilitadas para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que por vezes acontece é que as pessoas a quem é dada a palavra sobre determinado assunto não são as mais habilitadas, mas as que falam ao ritmo da televisão, as que estão na agenda dos jornalistas e as mais próximas das redacções centrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a televisão pode não contribuir para a vitalidade do espaço público. Pode até, pelo contrário, estrangulá-lo. Ao confinar-se a uma agenda muito estreita e a um grupo muito restrito de pessoas, a informação televisiva pode estreitar o espaço público.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que papel é reservado para o cidadão comum?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, o cidadão comum faz parte das notícias enquanto vítima ou enquanto actor de alguma história curiosa, engraçada, singular, mas quase nunca é chamado a discutir ideias. O cidadão comum tem acesso ao espaço televisivo pelas margens. Quase nunca é colocado no centro do debate político ou interpelado sobre determinadas matérias. E, quando isso acontece, recorre-se à “vox populi”, que é um amontoado de opiniões coladas umas às outras, sem preocupações de maior com a identidade de quem fala…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A televisão importa-se com o público?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Apesar de se dirigir a todos, actualmente a televisão do real importa-se muito pouco com os telespectadores. Tem havido algumas experiências pontuais de participação que são interessantes, como a que acontece na RTPN no programa “ À Noite as Notícias”. Criou-se aí um blogue onde diariamente é colocada uma pergunta, pedindo-se às pessoas que opinem sobre o assunto em discussão. As opiniões editadas no blogue são, à noite, apresentadas em antena. A participação dos telespectadores não fica na margem, mas faz parte do alinhamento do noticiário. Esta é uma experiência que poderia ser alargada a outros programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV do real poderia criar um itinerário principal através do cruzamento da Internet com a televisão, que poderia desencadear outro tipo de participação. Mais activa e mais diversificada. Rubricas como aquelas que são ensaiadas no “Jornal da Noite” da SIC, em que pedem aos telespectadores vídeos das férias ou das tradições do Natal, teriam algum interesse se fizessem parte de um leque variado de participação do cidadão comum. Não é o caso. Com a excepção desse tipo de iniciativas e do programa do Provedor do Telespectador da RTP, as audiências televisivas estão condenadas a um consumo muito passivo da TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa é uma limitação que não é apenas da televisão, mas do jornalismo na sua globalidade. Os jornalistas não têm aberto canais de diálogo permanente com os telespectadores, leitores ou ouvintes. Os espaços de participação, quando existem, acabam por ser unidireccionais. Disponibiliza-se um endereço de correio electrónico, mas depois não se dialoga com quem escreve. Não há uma vitalidade desencadeada pelas novas tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os telespectadores também não têm sido pró-activos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há uma cidadania de baixa intensidade, que, às vezes, pouco se importa em discutir aquilo que constitui o espaço público mediático. No caso da televisão, talvez porque o próprio meio é ainda opaco para muita gente. Ainda continuamos a relacionarmo-nos com o pequeno ecrã, dizendo frases como: “É verdade, porque vi na televisão”. Não temos uma perspectiva crítica. Por exemplo, pensar se a peça que abriu o telejornal é a mais significativa entre as que estão no alinhamento, se a pessoa chamada a estúdio corresponde ao protagonista do dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-nos uma certa educação para os “media”, mesmo ao nível dos mais novos que tanto lidam com ecrãs, sobretudo de computadores. Ainda temos uma perspectiva passiva em relação àquilo que vemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os canais televisivos também se têm mostrado desinteressados em estimular o lado crítico dos cidadãos. Às vezes temem-se críticas aos erros que se vão cometendo no dia-a-dia… Eu não acho que fosse negativo. Isso iria contribuir para termos uma informação, com mais qualidade. Era importante que os jornalistas ouvissem e percebessem o que as pessoas pensam daquilo que eles fazem. As audiências, enquanto números, podem ser indicadores muito falaciosos do tipo de recepção que é feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falta capacidade de arriscar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falta. Os jornalistas têm muito medo de inovar, de arriscar fazer diferente, não percebendo que a inovação pode trazer mais qualidade e enriquecer o trabalho que fazem. Os juízos que os jornalistas fazem daquilo que importa conhecer estão muito mais próximos das elites do que do telespectador comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas falam mais com o poder dominante e tendem a estabelecer uma selecção noticiosa que coloca essas peças no topo, esquecendo-se que as elites correspondem a uma minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As redacções até podem perceber que aquilo que fazem não corresponde àquilo que importaria mostrar, mas não ousam sair de uma lógica circular de informação. Assim, os canais de TV acabam por ser caixas de ressonância dos vários poderes, replicando-se também uns aos outros. Os editores dos noticiários fazem em permanência uma antecipação daquilo que vai fazer a concorrência. É por isso que todos dão mais do mesmo. Ainda que isso não corresponda ao que interessa ver.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Há condicionalismos que justificam a replicação do mesmo modelo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Poderá haver. O poder político é um dos condicionalismos, pois exerce uma pressão muito grande sobre os jornalistas. E não estou a falar apenas do Governo, mas de todos os partidos. Quando os políticos criticam os jornalistas, quase sempre o fazem para se queixarem da cobertura dos seus próprios partidos. É muito preocupante quando vemos que os nossos representantes não zelam pelo bem comum. Não se vêem deputados a queixarem-se de que as televisões fazem uma má cobertura da ciência, da cultura ou que o cidadão não está no centro do debate público. Os políticos, desde o Bloco de Esquerda ao PP, olham para os jornalistas como se eles tivessem como função estrutural do seu trabalho a mediatização daquilo que eles fazem. Por outro lado, os políticos têm assessores muito eficazes e que pressionam de diversas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que outros condicionalismos é que há?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O condicionalismo económico. As receitas publicitárias são um condicionalismo poderosíssimo. As televisões estão todas a fazer produtos para o mesmo público-alvo. Há muito medo de fazer diferente e de ficar na periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro condicionalismo tem a ver com a organização das empresas de televisão. Todas elas têm a sede em Lisboa e apostam cada vez menos em delegações, o que significa que há menos pontos de vigia. Como a dificuldade de mandar jornalistas a partir de Lisboa ou do Porto é grande, o resto do país fica menos visível. Isso contribui decisivamente para o estreitamento do espaço público televisivo. O chamado “resto do país” tende a ter cada vez mais dificuldade em se impor enquanto detentor de uma voz crítica e activa nos programas de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não é paradoxal que se dê um estreitamento do espaço público numa altura em que as novas tecnologias facilitam a participação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É uma situação perniciosa e que pode acarretar alguns perigos. Estamos convencidos de que a evolução tecnológica nos dá meios de participação muito activos, mas o que é facto é que a televisão ainda continua a ser muito central e essa centralidade tem cada vez menos pontos de diálogo com o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TVI é feita exclusivamente em Lisboa, quando já teve capacidade de emissão de um noticiário fora da capital. O mesmo se passa com a  SIC e a SIC Notícias. Temos o Porto Canal que será mais um canal regional… com potencialidades, embora nem sempre com a situação financeira mais confortável. Resta a RTP. O “Jornal da Tarde” do canal público não teria as mesmas peças se fosse feito a partir de Lisboa. Sendo feito a partir do Norte e integrando um alinhamento que atende a realidades regionais, isso obriga as outras estações televisivas a estarem atentas porque têm um concorrente forte e com audiência. Tudo isto se perde à noite, com as emissões centralizadas em Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-94432263830592108?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/94432263830592108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=94432263830592108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/94432263830592108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/94432263830592108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/01/televiso-pode-estar-estrangular-o-espao.html' title='Televisão pode estar a estrangular o espaço público'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SWAn1UA0gpI/AAAAAAAABQQ/j4U3Ym5M7FI/s72-c/TV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-7367316612080905308</id><published>2009-01-04T02:48:00.001Z</published><updated>2009-01-04T02:51:45.844Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>«Seria muito positivo que o quinto canal fosse do Norte»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A chegada da televisão digital pode alterar o actual panorama televisivo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A televisão digital pode desencadear formas de participação dos telespectadores como aquelas que estão actualmente a ser ensaiadas na RTPN - em que o público pode intervir através de uma questão lançada num blogue -, mas isso é insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não podemos esquecer que a ágora de debate televisivo precisa de pessoas que discutam presencialmente. Ainda que isso possa ser feito à distância, através da junção de múltiplos ecrãs. Que se juntariam numa única emissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que as redacções percebam que o pensamento crítico não se situa apenas na capital. Ora, a evolução tecnológica permite cada vez mais a aproximação de realidades geográficas afastadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo a não simpatizar muito com teses do determinismo tecnológico. A tecnologia poderá abrir um conjunto de possibilidades de participação, mas só por si isso não vai implicar uma mudança profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aparecimento da televisão digital não transformará de forma radical o panorama que actualmente existe, porque as chefias continuarão a ser as mesmas. Para haver uma mudança substancial, para que possamos ter outra televisão do real e outro espaço público mediático, é preciso que as redacções comecem a pensar de uma forma diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que impacto poderá ter o novo canal generalista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sou contra a abertura de um novo canal, mas não acho que o seu surgimento vá ser miraculoso. Seria muito positivo que o quinto canal estivesse sediado no Norte, congregando sinergias de outros projectos editoriais, nomeadamente de outros meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria interessante uma perspectiva diferente, que destruísse a ideia de que as cabeças pensantes estão apenas em Lisboa. Basta olhar para as universidades para ver que tem havido uma descentralização do saber... Há uma realidade vastíssima que actualmente a TV do real não comporta, nem sequer conhece. O que enviesa o retrato social do país que somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-7367316612080905308?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/7367316612080905308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=7367316612080905308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7367316612080905308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7367316612080905308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/01/seria-muito-positivo-que-o-quinto-canal.html' title='«Seria muito positivo que o quinto canal fosse do Norte»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-7576217714516743896</id><published>2009-01-04T02:36:00.002Z</published><updated>2009-01-04T02:41:34.430Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Assuntos do registo emocional exigem cuidado ético acrescido</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O recurso à emoção é uma tendência que vai continuar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não acho que o telelixo deva ser automaticamente identificado com o tratamento de questões mais ligadas ao espaço privado. Não devemos identificar o sensacionalismo com o registo emocional. As emoções devem ser alvo de tratamento jornalístico, mas aí o jornalista deve ter preocupações éticas e deontológicas acrescidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos tratar assuntos do registo emocional como se de outro registo qualquer se tratasse. Esse tipo de acontecimentos exige outra postura no terreno, outro registo do texto, outro enquadramento da imagem. O que se verifica é que os jornalistas tratam tudo da mesma maneira…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, por exemplo, o caso da menina de Torres Novas, que foi entregue ao pai biológico na altura do Natal. Isso é notícia e, como tal, deve merecer tratamento jornalístico, mas com cuidados acrescidos. Enquanto jornalista, não posso correr desenfreadamente para o carro onde está a criança e começar a disparar flashes. Não percebo a razão que leva os jornalistas a montarem circos mediáticos em torno de determinados assuntos… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nesses casos o que se verifica é que não há uma aprendizagem e os erros repetem-se…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece porque não há uma reflexão sobre esta questão. Faz-se sempre da mesma maneira. Raramente se pensa que há várias formas de fazer jornalismo. O registo emocional exige uma ecologia do discurso e da imagem muito mais apurada. A responsabilidade social, que é extensível a todos os trabalhos jornalísticos, exige um tratamento mais aprimorado quando estão em causa matérias que têm a ver com o registo privado e emocional. Muitas vezes não é isso que se verifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E os programas como o “Jornal Nacional”, com Manuela Moura Guedes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O “infotainment”, a ideia de que o jornalismo também deve entreter, comporta perigos enormes. Em primeiro lugar, acarreta riscos para a classe jornalística, porque o jornalista perde alguma da sua identidade profissional. Em segundo lugar, contém perigos para os consumidores de informação, porque estão a receber uma construção exacerbada do real. Como algumas emissões do “Jornal Nacional” ou do “Caia Quem Caia”. Às vezes, vemos aí jornalistas numa função que não é a sua. O jornalista torna-se numa parte activa e pode mesmo desencadear comportamentos menos adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas ficam com a ideia de que é mais eficaz chamar a TVI do que contactar as instituições competentes, porque a intervenção da estação de televisão parece resolver os problemas, quando, na verdade, poderão estar em causa soluções apenas aparentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-7576217714516743896?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/7576217714516743896/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=7576217714516743896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7576217714516743896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7576217714516743896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2009/01/assuntos-do-registo-emocional-exigem.html' title='Assuntos do registo emocional exigem cuidado ético acrescido'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2366718931560456349</id><published>2008-12-05T00:31:00.001Z</published><updated>2008-12-05T00:51:23.828Z</updated><title type='text'>Mais de 70 por cento dos idosos são vítimas de maus-tratos</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estudo preliminar feito na cidade de Braga por investigadores da UM&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O abuso contra as pessoas idosas atinge valores preocupantes, apesar da falta de visibilidade pública do problema e de haver poucas investigações em Portugal sobre o assunto. Um estudo preliminar feito em 2006, na cidade de Braga, mostra que 73 por cento dos idosos da amostra apresentavam pelo menos um indicador de abusos. Braga, Vieira do Minho e Coimbra são as três localidades onde arrancam as unidades de atendimento psicológico gratuito para pessoas com mais de 65 anos que se julguem vítimas de algum tipo de maus-tratos e negligência. (Reportagem publicada no Diário do Minho, a 2 de Dezembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/STh2UPqmeFI/AAAAAAAABLk/LJB2MtHCKPw/s1600-h/idoso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 198px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/STh2UPqmeFI/AAAAAAAABLk/LJB2MtHCKPw/s320/idoso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276097053639211090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria (nome fictício) tem 91 anos e vive infeliz num lar do Norte do país. Esta senhora sonha com uma «casinha pequenina» nas traseiras da habitação de um dos filhos, onde pudesse ficar «arrumadinha» no seu «cantinho». O seu sonho é voltar a ter a casa que um dia já possuiu, mas que os filhos venderam sem autorização. «Eu tinha uma casinha só minha lá na terra onde sempre vivi, onde criei os meus filhos e onde tenho todas as minhas amigas. Mas os meus filhos venderam-na sem eu saber....», conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idosa foi visitar a irmã e por lá ficou uns dias. «Quando cheguei à minha casa vi-a toda fechada e comecei a chorar porque percebi aquilo que tinha acontecido... Eles venderam-me tudo e o que não venderam deram aos vizinhos. Venderam a casa e nunca vi tostão da venda. A casa era minha, eu é que tinha direito ao dinheiro da venda», afirma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria foi a um lar ver um doente e foi naquele momento que ficou a saber que ia permanecer na instituição. «Enquanto estava lá com o doente, eles deviam ter estado a acertar os preços. Só sei que quando saí eles disseram-me que ia ficar aqui. Eles já tinham a minha mala pronta; já estava tudo tratado e a única que não sabia de nada era eu... Nem me perguntaram se queria vir para aqui ou não», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opiniões de Maria não são tidas em conta, mesmo nas decisões que afectam a sua vida. «Quando vim para o lar fiquei nem sei explicar como. Fiquei perdida, muito triste. Fiquei com aquela ideia de que uma pessoa passa uma vida a educar os filhos e a dar-lhes tudo de bom .... E quando vai para velha está sujeita a andar ao mando deles. Agora eles é que sabem tudo... Fazem as coisas nas minhas costas, trazem-me para um sítio que eu nem sabia, eu vim para aqui na inocência. Se fosse mais nova, ninguém passava por cima de mim», sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O testemunho desta senhora foi ouvido em 2004, constando do artigo “Factores de risco e indicadores de abuso e negligência de idosos”, da autoria do coordenador do Grupo de Estudos e Avaliação das Pessoas Idosas Vítimas de Maus-Tratos (GEAVI), representante português na International Network for the Prevention of Elder Abuse (INPEA) e professor da Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UM), José Ferreira-Alves, no qual é sublinhada a importância de olhar com mais atenção para o fenómeno de abuso e negligência dos seniores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho “Avaliação do abuso e negligência de pessoas idosas: contributos para a sistematização de uma visão forense dos maus-tratos”, este investigador destaca que «os maus-tratos e a negligência aos idosos serão um dos problemas de saúde pública onde será mais certo um aumento nas próximas décadas. É importante que a sociedade portuguesa se possa preparar para responder a este novo problema social, que parece não estar associado apenas a certos estratos da população, mas, antes, disseminado por todo o tecido social».&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Negligência e abuso emocional são mais prevalentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo preliminar realizado por José Ferreira-Alves e Mónica Sousa, em 2006, na cidade de Braga, mostra que 73 por cento dos idosos da amostra apresentavam pelo menos um indicador de abuso. Por “abuso” pode ser entendido «qualquer acto, voluntário ou involuntário, que provoque dor ou sofrimento na pessoa idosa ou que atente contra o seu bem-estar, violando os seus direitos enquanto ser humano», podendo ser infligido «pelos seus cuidadores, familiares, profissionais de instituições ou mesmo estranhos». No caso dos idosos, os abusos podem ser emocionais ou psicológicos, físicos, sexuais, exploração material ou financeira, abandono, negligência e auto-negligência».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A investigação incidiu sobre 82 pessoas, com idades entre os 63 e os 88 anos, que frequentam um centro de dia. Os investigadores chegaram à conclusão que cerca de 27 por cento dos inquiridos não apresentam qualquer indicador de abuso. Em relação aos 73 por cento que apresentam indícios de abuso, 28 por cento revelam um, 11 por cento dois, também 11 por cento três, 5 por cento quatro, igualmente 5 por cento cinco, 1,2 por cento seis, 7,3 por cento sete, 3,7 por cento oito e 1,2 por cento todos as possibilidade de abusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo “Indicadores de maus-tratos a pessoas idosas na cidade de Braga”, José Ferreira-Alves e Mónica Sousa referem que o abuso mais apontado é a negligência (53,7 por cento), seguindo-se o abuso emocional (52,4 por cento), abuso financeiro (19,5 por cento) e abuso físico (12,2 por cento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo mostra que quanto pior é a percepção que as pessoas têm do seu estado de saúde maior é o número de indícios de abuso, nomeadamente abuso físico, emocional e negligência. Da mesma forma, quanto mais velhas as pessoas são mais indícios há de abusos físicos e emocionais. Já as mulheres sofrem mais negligência do que os homens. A partir destes dados, os investigadores da UM referem que «parecem estar em maior risco de abuso as pessoas com mais idade, do sexo feminino e com percepção de má saúde».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Foto Arquivo Diário do Minho]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2366718931560456349?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2366718931560456349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2366718931560456349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2366718931560456349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2366718931560456349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/12/mais-de-70-por-cento-dos-idosos-so.html' title='Mais de 70 por cento dos idosos são vítimas de maus-tratos'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/STh2UPqmeFI/AAAAAAAABLk/LJB2MtHCKPw/s72-c/idoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2901537196390527992</id><published>2008-12-05T00:30:00.003Z</published><updated>2008-12-05T00:49:59.513Z</updated><title type='text'>Idosos sentem-se discriminados</title><content type='html'>A maior parte dos idosos sentem-se discriminados, sobretudo em interacções com profissionais de saúde e noutros contextos interpessoais em que os interlocutores supõem a priori que a pessoa com mais idade já não ouve bem ou não compreende bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das conclusões de um estudo levado a cabo por José Ferreira-Alves e Rosa Ferreira Novo, envolvendo 324 participantes, com idades entre os 60 e os 94 anos, residentes em diversas localidades dos distritos de Braga, Porto e Lisboa, alguns em instituições e outros integrados, em condições normais, na sociedade. A investigação visou perceber que percepção é que a população sénior tem da ocorrência de episódios de discriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 324 participantes, 68 por cento referem ter sido alvo de um ou mais tipos de episódios reveladores de discriminação relativamente à sua idade, sendo ainda elevadas as percentagens de participantes que referem ter vivenciado mais de três (38 por cento) e de cinco (14 por cento) tipos diferentes de discriminação. A percepção de discriminação em contextos de saúde é o item que obtém mais respostas, seguindo-se a assunção de surdez ou de falta de capacidade de compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante estes dados, apresentados no trabalho “Avaliação da discriminação social de pessoas idosas em Portugal”, os investigadores referem que «a semelhança numérica de ocorrências percebidas pelas pessoas idosas, no contacto com profissionais de saúde e com outras pessoas que supõem a priori que elas já não ouvem bem ou não compreendem bem, é sugestiva de como, não obstante a sua formação científica, os profissionais de saúde podem revelar a mesma ou maior dose de estereótipos que as pessoas comuns».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados sugerem que «a discriminação com base na idade avançada, terá supremacia relativamente à discriminação com base no género e na escolaridade». «É como se na nossa cultura o avanço da idade “apagasse”, de alguma maneira, o próprio género (“não há homens idosos ou mulheres idosas, apenas idosos!”) e os eventuais benefícios da escolaridade (não há pessoas idosas com mais ou menos escolaridade, há apenas idosos!). Este reducionismo centrado na idade (na velhice) acompanha a desvalorização da individualidade, o que é humanamente empobrecedor e culturalmente perigoso», alertam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«De um ponto de vista científico, não há motivo para atribuir ao avanço da idade aquilo que as práticas discriminatórias sempre supõem: menor capacidade, competência ou dignidade. E, por isso, os resultados obtidos apontam para a necessidade de uma intervenção cultural lata da parte da comunidade científica no sentido de esclarecer, sempre que possível, os complexos puzzles de relações encontrados entre envelhecimento e saúde, envelhecimento e doença, envelhecimento e competência», vincam José Ferreira-Alves e Rosa Ferreira Novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2901537196390527992?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2901537196390527992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2901537196390527992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2901537196390527992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2901537196390527992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/12/idosos-sentem-se-discriminados.html' title='Idosos sentem-se discriminados'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-1764115715163910540</id><published>2008-12-05T00:29:00.002Z</published><updated>2008-12-05T00:30:09.158Z</updated><title type='text'>Número de atendimentos cresceu 20% de 2006 para 2007</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;APAV recebeu 309 idosos no primeiro semestre deste ano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de idosos que recorrem à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) tem vindo a aumentar, sendo os maus-tratos psíquicos uma das queixas mais frequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estatísticas desta organização relativas aos idosos vítimas de crime revelam que se verificou um aumento de 20,4 por cento de 2006 para 2007 no número de atendimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2000 e 2007, a APAV recebeu 3.459 pessoas idosas vítimas de crime, tendo sido atendidas 290 em 2000, 387 em 2001, 455 em 2002, 396 em 2003, 384 em 2004, 346 em 2005, 545 em 2006 e 656 em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao número de crimes praticados contra pessoas idosas, entre 2006 e 2007 verificou-se um aumento na ordem dos 15,6 por cento, tendo passado de 1.077 para 1.245 crimes. Entre 2000 e 2007, a APAV registou um total de 7.059 crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gabinete de Braga atendeu no ano passado 30  idosos (11,9 por cento do total de vítimas), sendo 26 do sexo feminino e quatro do sexo masculino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados relativos ao primeiro semestre de 2008 revelam que já foram atendidos em todo o país 309 idosos, que representam 8,4 por cento das vítimas que pediram ajuda. Entre as vítimas de violência doméstica atendidas nos primeiros seis meses do ano, 268 têm 65 ou mais anos (224 mulheres e 44 homens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ponta do “iceberg”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grupo de Estudos e Avaliação das Pessoas Idosas Vítimas de Maus-Tratos (GEAVI) sublinha que os dados existentes são «a ponta do iceberg» deste problema. Nas palavras de José Ferreira Alves e Mónica Sousa, os maus-tratos a idosos têm sido um fenómeno «excessivamente ignorado, tanto do ponto de vista da sua investigação e identificação como da sua prevenção e modos de intervenção».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Pelo facto do abuso contra pessoas idosas ser um assunto sub-referenciado, em particular pelas próprias vítimas, que temem as consequências da sua denúncia, estima-se que os dados disponíveis sejam apenas a ponta do iceberg», sublinham os membros do GEAVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os investigadores referem que «o abuso contra idosos é uma das problemáticas menos visíveis, sendo, porventura, um dos fenómenos que mais pessoas e recursos envolve, devido às consequências que apresenta. Em 2002, a Organização Mundial de Saúde alertou para o facto de cerca de 4 a 6 por cento dos idosos que vivem em casa serem vítimas de abuso».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os especialistas frisam que «o fenómeno do abuso apresenta uma importância impossível de ser negligenciada pelas sociedades contemporâneas», uma vez que se verifica «um acentuado envelhecimento da população resultante da diminuição da natalidade e do aumento da esperança média de vida. Este fenómeno, aliado a uma idade de reforma tendencialmente mais tardia, tem vindo a conduzir alterações no papel/estatuto da pessoa idosa, que originam novos desafios sociais». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros deste grupo salienta que «é necessário que se preste atenção a alguns dos factores que podem aumentar a probabilidade de ocorrência de abuso e a possibilidade se detectar», tais como «o isolamento social, a dependência (entre agressores e vítimas), o stress do cuidador, a presença de psicopatologia e alguns factores de personalidade, o consumo de substâncias, a transmissão intergeracional de violência, os estereótipos em relação ao envelhecimento e o ambiente sociocultural».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-1764115715163910540?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/1764115715163910540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=1764115715163910540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1764115715163910540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1764115715163910540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/12/nmero-de-atendimentos-cresceu-20-de.html' title='Número de atendimentos cresceu 20% de 2006 para 2007'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3975967907648639852</id><published>2008-12-05T00:28:00.000Z</published><updated>2008-12-05T00:29:04.048Z</updated><title type='text'>Serviço de atendimento psicológico para idosos vítimas de maus-tratos</title><content type='html'>Braga, Vieira do Minho e Coimbra são as localidades com as primeiras unidades de atendimento psicológico gratuito para pessoas com mais de 65 anos que se julguem vítimas de algum tipo de maus-tratos e negligência. A consulta visa apoiar a pessoa, capacitando-a o mais possível para lidar com a situação ou/e, se necessário, reencaminhá-la para algum dos serviços sociais ou médicos existentes, de acordo com a sua vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coordenador do Grupo de Estudos e Avaliação das Pessoas Idosas Vítimas de Maus-Tratos (GEAVI) e representante português na International Network for the Prevention of Elder Abuse (INPEA), José Ferreira-Alves, explica que estão a ser realizados esforços no sentido de se criarem unidades de consulta psicológica especificamente dirigidas a pessoas idosas vítimas de maus-tratos em várias localidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho procura «envolver uma vasta equipa de profissionais, não tendo a pretensão de se sobrepor ao trabalho pioneiro desenvolvido pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) ou outras instituições, mas, pelo contrário, complementá-lo e acentuar a vertente da investigação e da formação específica de profissionais para este tipo de atendimento». Os promotores querem aproveitar estas estruturas para «investigar este tipo de ocorrências para testar formas de atendimento e de ajuda adequadas a estas pessoas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os idosos merecem, actualmente, a atenção do Programa Apoio 65 e das Equipas de Proximidade e de Apoio à Vítima (EPAV) da PSP, do Núcleo da Mulher e do Menor (NMUME) da GNR, da Linha do Cidadão Idoso (800203531), da Linha Nacional de Emergência Social (144) da Segurança Social e da APAV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos serviços podem ser contactadas através do Serviço de Consulta Psicológica da Universidade do Minho (José Ferreira-Alves), da Unidade de Cuidados continuados de Vieira do Minho (Tito Peixoto) e da Consulta Memórias da Universidade de Coimbra (Margarida P. Lima).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3975967907648639852?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3975967907648639852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3975967907648639852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3975967907648639852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3975967907648639852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/12/servio-de-atendimento-psicolgico-para.html' title='Serviço de atendimento psicológico para idosos vítimas de maus-tratos'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5323811224619143611</id><published>2008-10-10T00:49:00.001+01:00</published><updated>2008-10-10T00:51:04.601+01:00</updated><title type='text'>Alunos de Medicina da UM aguardam por novo hospital</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SO6Y3cdukSI/AAAAAAAABGU/FkZ58WeBpfo/s1600-h/ecs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SO6Y3cdukSI/AAAAAAAABGU/FkZ58WeBpfo/s320/ecs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255305893489053986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os alunos de Medicina da &lt;a href="http://www.uminho.pt"&gt;Universidade do Minho&lt;/a&gt; aguardam a construção do novo hospital de Braga, uma peça importante na formação dos novos médicos, que tem sido sucessivamente adiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano, na inauguração do edifício da &lt;a href="http://www.ecsaude.uminho.pt"&gt;Escola de Ciências da Saúde&lt;/a&gt;, o então ministro Correia de Campos reiterou 2010 como a data para a abertura da nova unidade hospitalar, num regime de parceria público-privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o gabinete da actual titular da pasta da Saúde, Ana Jorge, em resposta a um requerimento do deputado social-democrata Miguel Macedo, apontou para 2012 a entrada em funcionamento do novo hospital de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vice-presidente do &lt;a href="http://nemum.net/"&gt;Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM) &lt;/a&gt;João Firmino sublinha que a nova infra-estrutura será uma mais-valia no processo formativo dos clínicos, na medida em que terá melhores instalações, facilitará a ida dos médicos à Escola devido à proximidade dos imóveis e evitará a deslocação dos alunos para unidades distantes do estabelecimento de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da &lt;a href=" http://www.alumnimedicina.com/"&gt;Alumni Medicina – Associação de Antigos Estudantes de Medicina da Universidade do Minho&lt;/a&gt; lembra que, «na Escola de Ciências da Saúde, a formação clínica é multicêntrica, pelo que os alunos têm contacto com a realidade de vários hospitais». Pedro Morgado diz que «este sistema favorece o contacto com realidades diferentes, o que é muito importante para o processo formativo de um estudante de Medicina». Por outro lado, «minimiza os possíveis impactos de atrasos como o que se tem verificado na construção do novo hospital de Braga».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudantes da academia minhota têm formação nos hospitais de São Marcos (Braga), Senhora da Oliveira (Guimarães) e Centro Hospitalar do Alto Minho (Viana do Castelo). Segundo João Firmino, esta dispersão levanta alguns problemas relacionados com as deslocações, uma vez que os alunos têm de custear as viagens e por vezes pernoitar fora da cidade onde está localizada a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu turno, a médica recém-formada pela Escola de Ciências da Saúde Marina Gonçalves considera que é importante a construção do novo hospital de Braga, de forma a garantir a qualidade da formação dos novos clínicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Com o aumento do número de estudantes que estão a frequentar o curso – no início havia 50 alunos e agora já vai em cerca de 130 –, pode registar-se uma diminuição da atenção que o tutor no hospital dedica a cada pessoa. Uma coisa é um grupo de quatro estudantes, outra completamente diferente é com o dobro das pessoas. Da mesma forma, também fazer uma história clínica em conjunto é muito distinto de fazer esse trabalho individualmente, pois aí não há quem nos socorra em caso de algum embaraço», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 8 de Outubro de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5323811224619143611?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5323811224619143611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5323811224619143611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5323811224619143611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5323811224619143611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/10/alunos-de-medicina-da-um-aguardam-por.html' title='Alunos de Medicina da UM aguardam por novo hospital'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SO6Y3cdukSI/AAAAAAAABGU/FkZ58WeBpfo/s72-c/ecs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3094359885781413638</id><published>2008-10-10T00:47:00.004+01:00</published><updated>2008-10-10T00:49:00.924+01:00</updated><title type='text'>«O bom médico distingue-se por saber lidar com as pessoas»</title><content type='html'>A visão humanista deixada pelo professor Pinto Machado, uma forte vertente prática, a auto-aprendizagem e o incentivo à investigação são alguns dos factores que tornam único o curso de Medicina da Universidade do Minho.  A &lt;a href="http://www.ecsaude.uminho.pt"&gt;Escola de Ciências da Saúde&lt;/a&gt; celebrou a 8 de Outubro o seu dia, com uma homenagem a Joaquim Pinto Machado, numa sessão que inclui a intervenção de Joseph Gonnella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vice-presidente do &lt;a href="http://nemum.net/"&gt;Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM&lt;/a&gt;) João Firmino destaca os valores humanistas incutidos pelo mentor do curso, que se traduzem em frases como «o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe» ou «o doente, para além de doenças, tem dolências». «O bom médico distingue-se mais por saber lidar com as pessoas, por saber ouvir e falar, por compreender, do que pelos seus conhecimentos técnicos», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo dirigente refere que a Escola «tenta incutir um carácter muito prático a tudo o que ensina». Os alunos são também incentivados «a fazer a auto-aprendizagem», ou seja, a construírem o seu próprio conhecimento a partir das linhas-mestras e das referências bibliográficas dadas pelos professores». «Esta é uma técnica bastante inovadora em Portugal», sustenta, embora admitindo que este método de trabalho exige «um esforço muito intenso e continuado» por parte dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante a carga de trabalho que a formação exige, João Firmino destaca a importância da participação em actividades que não tenham directamente a ver com os estudos. É nesse sentido que o NEMUM tem orientado os seus projectos, que visam promover a interacção entre os alunos. Esta actuação tornou-se mais premente com a mudança para o novo edifício, uma vez que os estudantes de Medicina passaram a estar mais isolados dos colegas de outros cursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu turno, o presidente da &lt;a href="http://www.alumnimedicina.com/"&gt;Alumni Medicina – Associação de Antigos Estudantes de Medicina da Universidade do Minho&lt;/a&gt;, que terminou o curso há um ano, afirma que a Escola lhe «proporcionou oportunidades de elevada qualidade» para aprender a desempenhar aquela que é hoje a sua profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«As grandes mais-valias do projecto são a integração de conhecimento, o empenho e a motivação de todos os elementos que o compõem e o rigor na avaliação das competências e dos conhecimentos. O contacto com a clínica desde os primeiros anos e a aposta no regresso às ciências moleculares nos anos mais elevados do curso é outra das grandes inovações deste curso que se constitui como uma séria mais-valia», afirma Pedro Morgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em relação à Alumni Medicina, o médico explica que esta associação «procura que os antigos alunos mantenham uma ligação umbilical com a Escola de Ciências da Saúde, seja através de projectos de formação científica, iniciativas culturais ou empenho em actividades de intervenção social». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Alumni Medicina procura assumir-se como um dos elos possíveis, mas há mais. Os médicos formados na UM poderão continuar a manter a ligação à escola através da Investigação Científica que se desenvolve no ICVS, através do Laboratório de Aptidões Clínicas ou através da oferta de cursos de pós-graduação», acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 8 de Outubro de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3094359885781413638?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3094359885781413638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3094359885781413638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3094359885781413638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3094359885781413638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/10/o-bom-mdico-distingue-se-por-saber.html' title='«O bom médico distingue-se por saber lidar com as pessoas»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-4360262330673379845</id><published>2008-10-10T00:47:00.001+01:00</published><updated>2008-10-10T00:47:33.276+01:00</updated><title type='text'>Má gestão dos recursos mais graves que escassez de médicos</title><content type='html'>O presidente da Alumni Medicina – Associação de Antigos Estudantes de Medicina da Universidade do Minho considera que «os problemas do sistema de saúde estão bem mais dependentes da gestão de recursos do que da escassez de médicos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Morgado salienta que a «Organização Mundial de Saúde fala em uma escola para cada dois milhões de habitantes, o que significa que deviam existir cinco escolas médicas em Portugal. O país tem nove e há notícias de que mais estarão para abrir». No entanto, o clínico admite que «para quem está à espera de uma consulta é muito difícil compreender estes números».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico recorda o que sucede com os enfermeiros: «apesar de haver carências nos hospitais, sistematicamente denunciadas pela Ordem dos Enfermeiros e pelos Sindicatos, há milhares de enfermeiros no desemprego».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, «tem de haver um equilíbrio entre as necessidades do país em termos de médicos e a qualidade da formação».  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posição é partilhada pelo vice-presidente do Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho João Firmino. Na esteira da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, este dirigente argumenta que «a alteração dos “numerus clausus” pode comprometer gravemente a qualidade da formação», pelo que a decisão de aumentar o número de vagas «só deve ser tomada depois de bem ponderada».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 8 de Outubro de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-4360262330673379845?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/4360262330673379845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=4360262330673379845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/4360262330673379845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/4360262330673379845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/10/m-gesto-dos-recursos-mais-graves-que.html' title='Má gestão dos recursos mais graves que escassez de médicos'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-639438740186148994</id><published>2008-10-10T00:45:00.004+01:00</published><updated>2008-10-10T00:53:01.852+01:00</updated><title type='text'>Uma opção de vida definida em frente à televisão</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Marina Gonçalves é uma jovem médica formada pela Escola de Ciências da Saúde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ser médico é uma opção de vida. Uma vida que não é para dedicar apenas a nós próprios, mas também aos outros, mesmo que isso implique sair mais tarde do trabalho, seja porque se esteve numa medida interventiva terapêutica ou a passar a mão pela cabeça de um paciente. Ser médico é dar uma parte de nós à pessoa que está à nossa frente».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que Marina Gonçalves encara a profissão que escolheu e tem a certeza de ser uma opção «para a vida inteira». Esta bracarense de 26 anos terminou no passado dia 31 de Julho o Mestrado Integrado em Medicina na Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, pelo que está no grupo dos diplomados de 2008 que foram apresentados na cerimónia que assinalou o dia deste estabelecimento de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem admite que tem uma «visão idealista da medicina», mas espera mantê-la ao longo de toda a carreira profissional, que pode passar pela cirurgia plástica, pela ginecologia/obstetrícia ou pela medicina geral e familiar, dependendo da nota do exame de acesso à especialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área da saúde sempre fez parte das aspirações de Marina Gonçalves, que chegou a querer ser enfermeira. Foi em frente à televisão, a ver a série “Chicago Hope”, que descobriu o que queria fazer. «É isto que eu quero para a minha vida», exclamou em frente ao programa que passava na SIC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em desistir da ideia de entrar em Medicina, ainda antes de concorrer ao ensino superior: diziam-lhe que ia ter muito trabalho para fazer o curso e que ia deixar de ter vida própria. Contudo, as boas referências em relação à formação, a proximidade da universidade e o conhecimento das infra-estruturas da academia minhota foram factores decisivos para Marina Gonçalves ter voltado a tentar Medicina, mesmo depois de já ser aluna de outro curso da UM, por não ter conseguido vaga no primeiro ano em que concorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem notou, de facto, a diferença entre o ritmo de trabalho do 12.º ano, que se faz «a brincar», e o 1.º ano do curso de Medicina. «Desisti das actividades no 1.º ano, porque não as conseguia conciliar com uma carga horária muito grande. No 2.º ano retomei-as, porque não conseguia viver sem elas», explica, sublinhando que, ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam, os alunos de Medicina são iguais aos outros universitários: também saem, namoram, vão ao ginásio, andam na tuna ou participam no Enterro da Gata...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Pôr em prática o que aprendeu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Gonçalves sentiu-se bem recebida nas Unidades de Saúde por onde passou. Depois de terminado o curso, a jovem admite que «a realidade não é a adrenalina que se vê nas séries de televisão», mas sublinha que, à medida que a formação avança, os alunos começam a «ter a noção do que podem fazer». «Mesmo na enfermaria, é muito gratificante ver a evolução clínica dos doentes», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de seis anos de formação, a médica diz «aleluia!». A fase que se segue é «tentar pôr em prática da melhor maneira possível o que se aprendeu, quer do ponto de vista teórico, quer das relações interpessoais, pois ser médico não é apenas pôr em prática o que se aprendeu de medicina».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro profissional será determinado pelo Exame de Acesso à Especialidade, conhecido entre os alunos por “Exame  Harrison”, que consiste em responder a perguntas sobre cinco temas de um livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta clínica defende que o teste deveria permitir «uma abordagem mais abrangente do que se aprende ao longo do curso», à semelhança do que acontece, por exemplo, com o exame do “National Board of Medical Examiners”, dos EUA, que, para além de questões sobre as áreas básicas e sobre os temas incluídos no "Exame Harrison", contempla perguntas sobre psiquiatria, pediatria, ginecologia, obstetrícia ou cirurgia, áreas fundamentais que não são abordadas na prova portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Se um aluno não sabe responder a pelo menos metade das perguntas daquele exame [National Board], provavelmente não deveria estar a concluir a sua formação», sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Num país com tradições no uso do «factor c», a jovem não vê com bons olhos a possibilidade de fazer depender o acesso à especialidade de uma entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao mercado de trabalho, a Marina Gonçalves mostra-se reticente em relação às directivas “produtivistas”, que fazem depender o salário do médico da sua produtividade. «Uma consulta de medicina geral e familiar, por exemplo, não se faz em cinco minutos. É preciso ter tempo para dar atenção ao paciente. Será muito negativo se as pessoas se sentirem corridas e que ninguém lhes presta atenção», declara, lembrando, no entanto, que a casa dos médicos também chegam contas para pagar, pelo que se irão adaptar às regras que forem definidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 8 de Outubro de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-639438740186148994?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/639438740186148994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=639438740186148994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/639438740186148994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/639438740186148994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/10/marina-gonalves-uma-jovem-mdica-formada.html' title='Uma opção de vida definida em frente à televisão'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5600900532856332099</id><published>2008-10-10T00:45:00.001+01:00</published><updated>2008-10-10T00:45:29.281+01:00</updated><title type='text'>Média acima dos 19 valores não é missão impossível</title><content type='html'>Um grupo de caloiros alinha-se em frente à Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho a cantar, envergando um fato de macaco amarelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os alunos que entraram este ano em Medicina está Susana Fernandes, de Amares, que tem 18 anos. Esta jovem entrou com média de 19,33, um valor bem mais elevado do que os 18,27 do último estudante colocado na primeira fase de acesso ao ensino superior no curso da academia bracarense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susana Fernandes admite que teve de estudar bastante, mas conseguir uma média acima dos 19 não foi missão impossível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que soube as notas dos exames que passou a acreditar que iria entrar em Medicina e na sua primeira opção, o estabelecimento de ensino superior mais perto de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medicina não é um sonho acalentado desde a infância, mas uma possibilidade que se foi perfilando à medida que os resultados escolares iam aparecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aluna tem uma especial predilecção por Matemática, pelo que até pensou em ser professora dessa disciplina. Como gosta de ciências e Medicina é um curso com boas perspectivas profissionais, Susana Fernandes acabou por optar por esta formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ainda não ter tido aulas práticas, a jovem não se mostra particularmente assustada. O volume de trabalho e a documentação em Inglês causam-lhe alguma apreensão, mas é algo com o qual vai aprender a lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de alguém lhe morrer nas mãos já passou pela cabeça de Susana Fernandes. A estudante sublinha que tem seis anos pela frente, pelo que terá muito tempo para se preparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 8 de Outubro de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5600900532856332099?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5600900532856332099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5600900532856332099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5600900532856332099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5600900532856332099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/10/mdia-acima-dos-19-valores-no-misso.html' title='Média acima dos 19 valores não é missão impossível'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2868775419005924622</id><published>2008-09-18T02:30:00.000+01:00</published><updated>2008-09-18T02:51:00.514+01:00</updated><title type='text'>Livro ajuda a quebrar o silêncio sobre a perda gestacional</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGuKc_SMbI/AAAAAAAABE0/4Zyxu7hLeN8/s1600-h/pacto+de+silencio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGuKc_SMbI/AAAAAAAABE0/4Zyxu7hLeN8/s320/pacto+de+silencio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247166535466889650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia Marcos perdeu a filha às 39 semanas de gravidez, por descolamento total da placenta. «A Marisa nasceu às 9h38 em morte aparente. Foi feita reanimação durante cerca de 10 minutos, ficou sedeada, entubada, levou transfusões de sangue... e acabou por falecer às 20h00», conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe recorda que nada havia a fazer. «Após a reanimação, o coração batia e chegou a  respirar sozinha. Mas algumas horas após, espasmos e convulsões tomaram conta do seu pequeno corpinho. Os neonatologistas vieram-nos perguntar se autorizávamos pararem as manobras de reanimação, ao que nós acedemos. Não quisemos fazer a autópsia. Os motivos da morte eram mais que evidentes», relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia Marcos não foi capaz de ver ou tocar na filha. Pediu à enfermeira-chefe para lhe vestir um babygrow a dizer “ma petite fleur”. Queria recordar-se dela «como se estivesse sempre num eterno jardim de flores, de pureza natural».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este jardim que recriou na campa da filha, que se vê da sua casa de solteira. «Tantos anos vivi ali e nunca me incomodou estranha presença [o cemitério]. Longe de mim imaginar que uns anos mais tarde iria lá ter uma filha enterrada e com vista directa para o meu quarto... O meu anjo», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A primeira vez que fui ao cemitério conhecer a campa da Marisa foi quando ela faria um mês de idade, dia 23, véspera de Natal. Comprei umas flores artificiais para a enfeitar, uma picareta, umas jarras e um tapete verde para imitar a relva. Montei-lhe o seu pequeno jardim de flores; nem uma única pedra, não quero pedras! Ela está no seu jardim. E nesse jardim não morre jamais, mesmo que não seja regado, que não tenha sol, que apanhe vento. Estas flores há-de ter sempre a sua cor viva. Vou-as lavando de vez em quando e repondo na campa. Sei que o meu marido só foi lá uma única vez até agora, de mão dada comigo», refere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Lúcia Marcos estranhou que a irmãzinha nunca mais chegasse a casa: «Lembro-me de ser confrontada com a pergunta do Guilherme: “Mamã, onde está a Marisa?” Não sabia o que responder e por momentos fiquei em silêncio. “Está na tua barriga?”. Aqui, respondi-lhe: “Não, meu amor, já não está na minha barriga”. “Onde está ela?”. “Oh, fofinho, a Marisa já não vem mais. Ficou a brincar com o Jesus e as estrelinhas do céu. Nunca mais mencionou o nome da Marisa. Aceitou a minha explicação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que se passa com Guilherme, esta mãe tem necessidade de falar da filha que perdeu. «Não suporto a indiferença dos outros. Há alturas em que as pessoas, inconscientemente é claro, me fazem parecer um ET, em constante observação. Hoje percebo que é mais fácil para mim falar da Marisa do que para os outros ouvir falar dela, da forma aberta com que o faço. Para mim, é evidente que tenho dois filhos: um na terra e outro no céu. Mas que são dois», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quinze casos contados em livro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São casos como os de Lúcia Marcos que dão alma ao livro “Pacto de Silêncio – Maternidades Fugazes”, de Maria Manuela Pontes. Depois de uma edição de autor, a obra foi agora publicada pela &lt;a href="http://www.papiroeditora.com/"&gt;Papiro Editora&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente da &lt;a href=" http://www.associacaoartemis.com/"&gt;Artémis – Associação de Apoio a Vítimas de Aborto Espontâneo&lt;/a&gt; refere que o livro foi escrito como «forma de homenagear as mamãs que perderam bebés e os próprios bebés», uma vez que as «histórias escritas perduram», bem como «quebrar o silêncio» em torno do aborto espontâneo e perda gestacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra está divida em três partes: a primeira reflecte as expectativas de Manuela Pontes sem relação à maternidade; a segunda reúne 15 testemunhos de perdas, que vão desde problemas de infertilidade até à morte na recta final da gravidez; e a terceira apresenta os contributos de Carla Barbêdo e Mário Sousa, profissionais de saúde com um olhar humano sobre esta problemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora explica que «para quebrar o silêncio é preciso apresentar histórias reais» de aborto espontâneo/morte fetal. Os casos que reuniu são «todos diferentes, mas todos iguais. São percursos diferentes, com intensidades diferentes, mas que incluem a perda». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objectivos estão a ser alcançados, a julgar pela reacção das pessoas. «Há quem escreva a dizer que não sabia que este processo era tão doloroso. Há mulheres que ficam contentes quando descobrem a existência da Artémis e há familiares de pessoas que sofreram perdas que querem saber mais sobre esta questão porque percebem que é um assunto que não pode ser ignorado», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuela Pontes salienta que as pessoas que sofreram perdas revêem-se nos testemunhos que são relatadas, embora possam ter contornos diferentes. Histórias sofridas como a de Sandra de Almeida Marcos, que um dia acordou muito bem disposta, pois ia ouvir o coração da sua menina. Mas não chegou a ouvir. A Mónica tinha falecido às 37 semanas e meia de gestação «dentro da mãe que supostamente a deveria proteger de todos os males».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Às 8h45 do dia 6 de Janeiro de 2006, Dia de Reis, a minha filha Mónica nasceu... Nasceu sem vida... Não chorou, não esperneou, nada... Só um silêncio intenso... Tinha 2,715 kg...», conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico foi morte súbita in útero. «A autópsia foi conclusiva, a menina estava saudável, o estudo que efectuaram ao cordão umbilical e à placenta vieram concluir que estava tudo bem; os exames que me fizeram posteriormente também vieram com bons resultados... Não existam motivos para a minha filha falecer», refere. E, no entanto, morreu.  Perguntaram-lhe se a queria ver. Não, «não queria vê-la morta... Preferia imaginá-la viva». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra de Almeida Marcos tem falado muito da filha. Recusa-se a que o «assunto seja tabu numa qualquer reunião de família». Não quero que a sua curta existência nada signifique... A Mónica foi alegria, um sonho bom que existiu para nós, logo tem de ser recordada com felicidade. Sei que esta dor nunca irá passar... Vai somente acalmar...  Estou a aprender a viver com a eterna saudade».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 14 de Junho de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2868775419005924622?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2868775419005924622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2868775419005924622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2868775419005924622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2868775419005924622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/livro-ajuda-quebrar-o-silncio-sobre.html' title='Livro ajuda a quebrar o silêncio sobre a perda gestacional'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGuKc_SMbI/AAAAAAAABE0/4Zyxu7hLeN8/s72-c/pacto+de+silencio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-5861627804154002361</id><published>2008-09-18T02:28:00.000+01:00</published><updated>2008-09-18T02:52:24.868+01:00</updated><title type='text'>Artémis quer alargar voluntariado nos hospitais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGtJ8OmmVI/AAAAAAAABEc/AuBrgRmB8xk/s1600-h/HSMarcos1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGtJ8OmmVI/AAAAAAAABEc/AuBrgRmB8xk/s320/HSMarcos1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247165427161143634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Artémis – Associação de Apoio a Mulheres Vítimas de Aborto Espontâneo quer alargar o serviço de voluntariado em unidades hospitalares, uma vez que o trabalho que está a ser desenvolvido no São Marcos, em Braga, mostra que o problema da perda embrionária (até aos três meses de gravidez) ou fetal (dos três aos nove meses) exige atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente desta organização explica que os dados recolhidos na unidade hospitalar bracarense permitem confirmar que o aborto espontâneo atinge valores assustadores. Em Braga, em Fevereiro 30 mulheres perderam os seus filhos e em Março esse número subiu para 36.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Artémis completou no dia 1 de Junho um ano de trabalho de voluntariado no Hospital de S. Marcos, em Braga. A equipa de voluntárias – que em 2007 era composta por quatro elementos – tem agora dez pessoas, que «receberam formação específica necessária» para iniciar estas acções. Diariamente uma equipa de voluntárias passa pelo Serviço de Obstetrícia para dar apoio emocional e informativo às mulheres que estão em processo de perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A equipa de voluntariado do S. Marcos tem tido mérito reconhecido pelos técnicos de saúde, sendo que este é um problema que requer mais atenção e sensibilidade por parte da sociedade em geral», refere a associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuela Pontes salienta que o objectivo é, agora, conseguir mobilizar mulheres que passaram pela experiência da perda para este trabalho voluntário, existindo contactos para a entrada em funcionamento deste serviço em Guimarães e em Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta responsável defende que a existência de voluntárias é importante para quem está a passar pela experiência de traumatizante da perda de um filho, uma vez que elas percebem com conhecimento de causa o que vai na alma dessas mães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Diariamente há mulheres que perdem os seus filhos e isso verifica-se cada vez mais no último trimestre de gestação. A gravidez não é um dado adquirido», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pensar nesta realidade, a Artémis está a equacionar a mudança de nome, uma vez que a menção ao apoio a vítimas de aborto espontâneo é redutora. A associação deverá passar a fazer menção a vítimas de perda gestacional, algo mais amplo e que corresponde à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;«Oferecer um sorriso»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria de Jesus Bastos diz que o voluntariado no Hospital de S. Marcos deu-lhe a oportunidade de gerar sorrisos. «Ser voluntária da Artémis deu-me a oportunidade de oferecer um sorriso... quando temos vontade de chorar. Estender a mão.... quando a vontade é fugir. Transmitir coragem... quando queremos desistir. Dar amor e receber esperança de que vamos continuar a olhar em frente, pois a vida tem um propósito maior....», afirma num texto publicado no boletim trimestral da associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irene Fernandes, que também faz voluntariado na unidade de saúde, considera que este é «um trabalho necessário, importante e até gratificante». «Nos dias de hoje, a taxa de perdas gestacionais é muito grande, assim também a dor de quem as sofre», alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quando falamos em perdas deste porte, o mundo desaba, fica confuso, os sentimentos atropelam­se em catadupa, e torna­se difícil lidar com a situação. É nesta altura que entra a voluntária, dando força, ajudando na orientação, mas acima de tudo ouvindo e partilhando da dor imensa que as sufoca e lhes dilacera a alma», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Adaptação de dois artigos publicados no Diário do Minho]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-5861627804154002361?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/5861627804154002361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=5861627804154002361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5861627804154002361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/5861627804154002361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/artmis-quer-alargar-voluntariado-nos.html' title='Artémis quer alargar voluntariado nos hospitais'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGtJ8OmmVI/AAAAAAAABEc/AuBrgRmB8xk/s72-c/HSMarcos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2641590569978195707</id><published>2008-09-18T02:26:00.000+01:00</published><updated>2008-09-18T02:56:01.975+01:00</updated><title type='text'>Recolha de assinaturas para instituir dia nacional</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGzVxMYgCI/AAAAAAAABFU/M3c-MDgxU7M/s1600-h/artemis.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGzVxMYgCI/AAAAAAAABFU/M3c-MDgxU7M/s320/artemis.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247172227427237922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Artémis – Associação de Apoio a Mulheres Vítimas de Aborto Espontâneo está a promover a recolha de quatro mil assinaturas para propor a criação da Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente desta instituição que tem o estatuto de utilidade pública, Manuela Pontes, sublinha que se sente a necessidade de dar visibilidade à problemática da perda gestacional em Portugal. E nada melhor do que um dia nacional, com a realização de actividades e iniciativas concretas, para alertar a sociedade para um tema que ainda continua muitas vezes envolto em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nível internacional há gestos simbólicos, como acender, às 19h00, uma vela por cada feto que se perdeu e mantê-la acesa durante uma hora, de forma a conseguir uma onda de luz pelo mundo fora, com os diferentes fusos horários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A petição pode ser assinada &lt;a href=" http://www.petitiononline.com/Dia/petition.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2641590569978195707?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2641590569978195707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2641590569978195707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2641590569978195707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2641590569978195707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/recolha-de-assinaturas-para-instituir.html' title='Recolha de assinaturas para instituir dia nacional'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGzVxMYgCI/AAAAAAAABFU/M3c-MDgxU7M/s72-c/artemis.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3694500545753302021</id><published>2008-09-18T02:24:00.000+01:00</published><updated>2008-09-18T02:53:08.825+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Dália Madruga ajuda Artémis a dar visibilidade ao problema</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGv5GGyylI/AAAAAAAABE8/7DFtAxe2wGA/s1600-h/da.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGv5GGyylI/AAAAAAAABE8/7DFtAxe2wGA/s320/da.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247168436289849938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dália Madruga, apresentadora do programa “Só Visto”, da RTP, aceitou o convite para ser madrinha da Associação Artémis – Associação de Apoio a Vítimas de Aborto Espontâneo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem vai emprestar o seu nome a sua imagem aos eventos em que a associação marcar presença, usando o seu estatuto de figura pública para dar visibilidade ao problema da perda gestacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repórter e apresentadora considerou o convite para ser madrinha da Artémis «uma honra», mostrando-se «sensibilizada com a perda gestacional e com tudo o que ela implica na vida da mulher e dos seus familiares». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Artémis, a irmã da actriz Núria Madruga conheceu o trabalho desta associação no evento “Barrigas de Amor”, uma iniciativa que decorreu em Julho, em Oeiras, e que mereceu a cobertura da RTP. «Desde esse momento, Dália Madruga escolheu não ficar indiferente a esta causa, associando a sua imagem à mensagem de esperança proferida pela Artémis», refere Joana Garcia da Cruz, do Departamento de Comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O “sim” de Dália Madruga simboliza, acima de tudo, um gesto de profundo envolvimento com o trabalho que tem vindo a ser realizado pela Artémis, no sentido de divulgar e informar a sociedade civil acerca do drama da perda gestacional e uma mais-valia para a Associação, que certamente ganhará mais força e visibilidade junto de todo», acrescenta a mesma responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dirgentes da Artémis acreditam que «o mediatismo e a exposição pública da apresentadora levará a um maior empenho em prol desta causa, ajudando a vencer a batalha da banalização e do desconhecimento, a ultrapassar as barreiras que travam o voluntariado e a debelar o preconceito».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 20 de Agosto de 2008]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto &lt;a href="http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/sovisto/dalia.htm"&gt;RTP&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3694500545753302021?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3694500545753302021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3694500545753302021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3694500545753302021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3694500545753302021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/dlia-madruga-ajuda-artmis-dar.html' title='Dália Madruga ajuda Artémis a dar visibilidade ao problema'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SNGv5GGyylI/AAAAAAAABE8/7DFtAxe2wGA/s72-c/da.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3399585864110206721</id><published>2008-09-18T02:22:00.001+01:00</published><updated>2008-09-18T02:54:51.395+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>«Se há uma vida é para ser amada»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paula Braga perdeu um filho aos cinco meses de gestação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula Braga afaga a barriga onde Benedita se desenvolve. O sorriso aberto com que acaricia o abdómen contrasta com o olhar turvo com que momentos antes tinha falado da perda de um filho, quando tinha cinco meses de gestação. «Eu perdi um filho, uma vida humana. E se há uma vida é para ser amada», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de dois anos, com uma gravidez absolutamente normal, Paula estava em casa quando começou a sangrar. Foi às urgências e disseram-lhe que não tinha líquido amniótico. A autópsia revelou que o bebé tinha uma má formação nos rins, que não produzia líquido amniótico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebé ainda não tinha nome porque o casal não sabia o sexo, mas já havia uma escolha feita para o caso de ser menino e outra para o caso de ser menina. Mas há situações em que a criança já tem nome e o parto até está marcado. «Temos associadas que perderam filhos quando eles tinham 15 dias, mas também há uma, por exemplo, que perdeu-o a uma semana do parto», refere a psicóloga Sandra Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta especialista salienta que não há uma relação entre o tempo de gestação e a dor que as mulheres sentem. «Há factores externos que não o tempo de gravidez que vão influenciar a forma como o luto é vivenciado», explica. Uma senhora chegou há Artémis porque ainda não esqueceu a morte do filho, há 27 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angústia, o sentimento de culpa e a depressão são elementos comuns às mamãs que procuram a associação, embora sejam vividos de forma diferente. «Eu sentia-me incompreendida. As pessoas não falavam a mesma linguagem que eu. Tinha-me morrido um filho e toda a gente achava natural e dizia que não fazia mal porque eu era nova e ia ter mais crianças. E este? Ninguém diz a uma mãe que perdeu um filho: “deixa lá porque tens outro”», afirma Paula Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, o marido meteu as roupinhas e os brinquedos em caixas e enfiou-as num armário. «Quando uma mulher sabe que está grávida, pensa logo em comprar coisinhas para o bebé. Eu já tinha imensas coisas para o meu filho, que ficaram em caixas, no armário. Sempre que olhava para elas, fugia», conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Entre o silêncio e a vontade de falar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia-a-dia de Paula passou a ser marcado pelo silêncio forçado. «Eu queria falar com o meu marido, mas ele fugia do assunto porque não me queria magoar. Ele achava que se falasse disso, eu ia estar sempre a pensar no mesmo e a sofrer. Ele também sofreu porque guardou tudo. É importante que os homens falem», diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, a perda acabou por unir ainda mais o casal, mas em muitas situações a realidade é bem diferente. «Muitas vezes acaba por existir uma lacuna ao nível da comunicação. Os maridos preferem não falar do assunto e assim começa o afastamento. Se este problema não for trabalhado, pode levar a situações muito mais graves. Por isso, trabalhamos também com os maridos e até com os filhos», refere Sandra Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silencio é extensivo à família alargada. «Nas reuniões de família não se fala disso, talvez porque as pessoas tenham medo de nos magoar ainda mais. Mas eu sentia necessidade de falar. O Dia da Mãe foi muito complicado», confessa Paula Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Artémis intervém neste processo, facilitando o fluir dos sentimentos. Sandra Cunha explica que a prioridade é fazer com que as mulheres percebam que não têm culpa do que lhes aconteceu. «Enquanto acharem que são culpadas, é muito difícil trabalhar com elas. Só depois dessa fase é que podemos deixá-las vivenciar o processo de luto. O que nós fazemos é dar-lhes espaço para vivenciarem este luto, para depois trabalharmos a auto-estima», explica a psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos caminhos é a terapia de grupo. Paula admite que, no início, os momentos de partilha são «muito complicados». «É horrível quando se junta um grupo de meia dúzia de mulheres que vão iniciar a terapia. Parece que vão todas para a guilhotina. Passadas cinco ou seis sessões, já muito dificilmente choram quando falam do assunto e até já conseguem rir», conta Manuela Pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula Braga salienta que as mulheres percebem facilmente que todo grupo está em sintonia, pelo que se criam laços de amizade, fundamentais para amenizar a dor. «A perda tem várias nuances. Nunca se esquece, mas ameniza-se. A dor passa a ser só uma recordação. Existe sempre uma melancolia daquilo que vivemos e do que poderia ter sido. Já não sofro por ter perdido os meus dois bebés, mas jamais vou esquecê-los», assegura Manuela Pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O renascer da esperança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desespero inicial desvanece-se e a vida continua. Manuela Pontes tem agora uma filha, chamada Vitória. Na Artémis, começou há um mês a terapia com um grupo de vítimas de aborto espontâneo ou de morte fetal que estão novamente grávidas. «Somos umas heroínas. Sofri muito, passei por uma fase muito complicada e ainda posso voltar a passar, mas cá estou. O que tiver que acontecer, acontecerá», revela Paula Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta futura mamã diz que ficou «com muito medo» depois do que lhe aconteceu, mas nunca pôs a possibilidade de não voltar a engravidar. Quando soube que ia ter um filho ficou num turbilhão de emoções: chorava e ria ao mesmo tempo. O sexo do bebé era-lhe indiferente. «Depois de tudo aquilo pelo que passei, não tenho coragem de ter preferências», diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo estar bem, a pressão é constante e a exigência para com as grávidas é muito grande. «Eu fico danada quando me dizem: “agora vê lá se tens cuidado”. Mas eu tive cuidado. Quando perdi o meu filho, perguntaram-me: “O que é que tu fizeste?” Absolutamente nada. Tive todos os cuidados que tinha de ter. As pessoas acham que quando se perde um bebé é porque nós fizemos alguma coisa, o que não é verdade», afirma Paula Braga. A presidente do Conselho Fiscal da Artémis sente que, se alguma coisa correr mal, as pessoas vão dizer: «pronto, lá fez ela outra vez asneira».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuela Pontes acrescenta que os conselhos — ditos com boas intenções — podem revelar-se muito destrutivos. «Os familiares de uma associada que teve três abortos espontâneos disseram-lhe: “Não continues a tentar que ainda te sai algum deficiente”. São frases ditas por alguém que nos quer bem, mas não é exactamente isso que queremos ouvir. O que queremos é sentir apoio e solidariedade porque muitas mulheres estão na mais profunda solidão no meio de uma multidão imensa», conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva e a revolta são os sentimentos comuns a todas as associadas da Artémis quando se fala de aborto voluntário, de bebés abandonados ou de crianças maltratadas. Paula Braga explica: «Quando ouvia essas histórias, apetecia-me partir a televisão. Quando sabia que ia dar algo dos género, preferia não ouvir porque me custava muito. Porque é que essas mulheres fazem isso? Porquê?».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Parte de uma reportagem publicada no Diário do Minho, em Fevereiro de 2006]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3399585864110206721?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3399585864110206721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3399585864110206721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3399585864110206721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3399585864110206721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/se-h-uma-vida-para-ser-amada.html' title='«Se há uma vida é para ser amada»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-7660257058362311779</id><published>2008-09-18T02:20:00.004+01:00</published><updated>2008-09-18T02:53:47.673+01:00</updated><title type='text'>Pôr os pais a falar</title><content type='html'>Os pais também sofrem com a perda gestacional. As atenções são centradas nas mulheres, mas a verdade é que os homens também sofrem, na maior parte das vezes, em silêncio. A &lt;a href="http://www.associacaoartemis.com/"&gt;Artémis – Associação de Apoio a Mulheres  Vítimas de Aborto Espontâneo&lt;/a&gt; que ajudar a quebrar o silêncio que se instala após a perda gestacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associada da Artémis Lúcia Matos refere que «os testemunhos do lado masculino são raros no Fórum da Associação, mas a pouco e pouco os pais têm vindo a perder a sua timidez e a ganhar coragem para exteriorizarem alguns dos seus sentimentos, o que vem ajudar bastante as suas mulheres no seu processo de luto, porque falar ajuda».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Genericamente, o marido ou companheiro da mulher remete­se ao silêncio, que na maior parte dos casos a mulher não consegue suportar, originando mais angústia, porque a mulher exterioriza mais facilmente todos os seus sentimentos», explica esta vítima de perda às 39 semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, «esse tipo de comportamento masculino, tipicamente resulta da sua própria forma de defesa e de não mostrar fraqueza perante a mulher, apoiando­a em tudo e procurando desta forma fazer com que ela supere melhor esta fase».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dário, que perdeu três filhos, confirma que fez «um esforço titânico» para ser forte perante a mulher. «Para ajudar a Ana, fui guardando todos estes sentimentos dentro de mim, abafei a dor e achei que com o tempo ia sendo cada vez menos penoso, mas puro engano».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pai conta, no Fórum da Artémis, que «só ultimamente» é que se apercebeu que quase não chorou a morte dos seus meninos. «Praticamente não me permiti sofrer, porque achava que o facto de ser homem e não ter aquela ligação umbilical com os meus meninos como a Ana tinha pelo facto de os ter dentro dela, a verdade é que eu sofri tanto como ela, não a dor física é verdade, mas acho que preferia a dor física a este sentimento de vazio, de perda, de falhanço como homem por não conseguir dar um filho à mulher que amo»¬, revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ele ouviu «as bocas do costume»: «não te preocupes que para a próxima resulta» ou «não perdeste um filho, mas um projecto». «Quando penso nisso tento relevar, mas o facto é que me sinto magoado. Para mim, não era um projecto era uma vida, uma vida que eu e a Ana criámos e que, apesar de não vingado, já amávamos e eu continuo a amar», sublinha num texto que pode ser lido no boletim trimestral da Artémis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe, que perdeu o filho às 39 semanas, também se sentiu magoado com algumas reacções. «Cada vez que vemos um bebé, cada vez que vemos pais a brincarem com os filhos, cada vez que nos imaginamos nessa posição... O vazio é enorme. Falta algo, falta o nosso Tiago. Muita gente não percebe isso. Apenas dizem que era pior se ele já tivesse nascido, que somos novos, que ainda há muito tempo pela frente, que...  Não percebem! O nosso Tiago não foi uma coisa que desapareceu. Nunca o vi, mas já era o nosso filho! É o nosso filho. O nosso primeiro filho! Eu sei que só querem ajudar, mas fazem pior», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como forma de enfrentar a perda, Dário aconselha os homens a falarem: «O meu conselho para todos os pais que estão na mesma situação que eu é que não guardem este sentimento de perda dentro de vocês, não façam como eu e não esperem quase quatro anos para desabafar. Desabafem, deitem tudo cá para fora. Guardar tudo para nós é terrível».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 20 de Agosto de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-7660257058362311779?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/7660257058362311779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=7660257058362311779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7660257058362311779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7660257058362311779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/pr-os-pais-falar.html' title='Pôr os pais a falar'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-8812710494575396387</id><published>2008-09-18T02:16:00.000+01:00</published><updated>2008-09-18T02:54:06.549+01:00</updated><title type='text'>Perda não se restringe à esfera privada</title><content type='html'>O sociólogo Pedro Nunes considera que a sociedade também tem um papel a desempenhar na superação da perda gestacional. «A sociedade deve ter uma componente de entre­ajuda, uma dimensão social que não se deve esgotar quando falamos de perda gestacional», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este especialista sublinha que, «se a sociedade ocidental actual insiste no hedonismo e em tornar tabu a morte, a doença, a perda, não se deve virar as costas àqueles que em determinado momento das suas vidas perdem um pouco de si, mas continuam vivos, pelo menos têm de aprender a voltar a lutar e a acreditar».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A sociedade é também reserva de esperança e havendo portas abertas é o ideal para que nos sintamos parte de algo, encontremos um sentido que nos ajudará a projectar a nossa esfera pessoal no futuro, redesenhando novos sonhos», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Nunes adverte, contudo, que «quando a mulher sente que a sociedade não lhe dá respostas nem vê nela fonte de um sentido para a vida, essa mesma mulher arrisca­se a concentrar em si as expectativas e crenças afundadas por depressões e outras fragilidades».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num texto publicado do boletim informativo da Artémis, o sociólogo defende que «a perda gestacional não pode ser vista como menor por se tratar de uma criança que parte prematuramente». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, «o sofrimento mexe com diversos grupos, não se mantém numa cela individual: sofre a pessoa acabando esta por projectar o seu sofrimento naquilo que a rodeia».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não devemos pensar que perder um filho se esgota num sofrimento privado, há também o sofrimento colectivo aquando a morte de alguém, verificado através dos rituais e outras manifestações colectivas como o luto», frisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista vinca que a perda gestacional provoca «períodos de mudanças nas diversas relações sejam estas familiares, entre colegas de trabalho ou outras pessoas próximas que estejam inseridas nos círculos sociais de determinada pessoa».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Após a perda, o regresso ao trabalho é diferente, mudam os olhares, mudam as palavras, muda muita coisa. Muda a relação com o seu corpo porque perdeu um pouco de si, mudam os sonhos e procuram­se novos portos de abrigo. A própria família sofre um abalo porque sente a perda de um dos “seus”», especifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Publicado no Diário do Minho, a 20 de Agosto de 2008]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-8812710494575396387?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/8812710494575396387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=8812710494575396387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8812710494575396387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/8812710494575396387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/09/perda-no-se-restringe-esfera-privada.html' title='Perda não se restringe à esfera privada'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-1034245294641642904</id><published>2008-07-25T02:27:00.003+01:00</published><updated>2008-07-25T02:34:21.338+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Desporto deve fazer parte do serviço público de televisão</title><content type='html'>Felisbela Lopes defende divisão pelos vários canais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A professora da Universidade do Minho Felisbela Lopes afirma que o serviço público de televisão deve ter desporto, mas defende uma divisão pelos vários canais consoante as competições. Em entrevista ao DM, a especialista em televisão considera que os blogues podem ser importantes para que a RTP se aperceba do pensamento dos telespectadores. A docente entende que é fulcral que os cidadãos se mantenham vigilantes em relação à sede da RTPN, uma vez que a sua transferência para Lisboa pode reduzir o pluralismo/diversidade ao nível dos plateaux de debate. (Entrevista publicada a 22/07/2008, no Diário do Minho. Foto: Direitos Reservados)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SIfzLze_OMI/AAAAAAAAAxI/0P6bEGP_RwY/s1600-h/fl.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SIfzLze_OMI/AAAAAAAAAxI/0P6bEGP_RwY/s320/fl.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226413276711041218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O serviço público de televisão deve ter desporto? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, deve ter desporto. Deve ter futebol e outras modalidades. No futebol, deve ter os grandes desafios e os outros jogos. O deporto é parte integrante da nossa vida enquanto cidadãos. Se nós gostamos de desporto, porque é que a RTP deve subtrair essa área? Não deve. A visão contrária a esta é demasiado elitista e restrita do que é um serviço público. A televisão de serviço público não deve ser a preto e branco, direccionada para as elites, com uma programação que ninguém vê. Devemos dar às pessoas aquilo de que elas gostam, mas com conteúdos de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Em que canal deve passar o futebol?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos a falar da RTP, estamos a falar de vários canais. Os grandes jogos devem passar no Canal 1. A RTP deve bater-se pelos jogos da Selecção, porque são momentos de congregação de nós próprios enquanto nação. A RTP deve disputar esses jogos, podendo ganhar, ou não, essa disputa. Este ano perdeu o Europeu para TVI. Esta estação de televisão limitou-se a transmitir os jogos, sem qualquer enquadramento. Fez muitos cortes publicitários – o que significa que vendeu bem os jogos –, mas esqueceu-se do essencial, que era contextualizá-los. A TVI limitou-se, no final dos desafios, a fazer entrevistas à frente de um painel com marcas publicitárias. Contrastando com esta cobertura, a RTPN fez algo de mais interessante, que foi juntar nas "Noites do Euro", com Carlos Daniel e Luís Freitas Lobo, dois convidados que sabiam de futebol e conseguiam explicar o desenrolar do Europeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A RTP deve bater-se com os outros canais pela transmissão dos jogos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tectos a partir dos quais um serviço público não deve ir, porque a RTP não tem muito dinheiro. Com orçamentos tão apertados, ao gastar muito dinheiro numa das áreas, é evidente que as outras se vão ressentir. E quando falamos dos outros sectores, estamos a falar quase de imediato da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E em relação à Primeira Liga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RTP deve bater-se pela Liga até determinado tecto, tal como na Selecção. Em relação aos principais clubes, não me repugna que os principais jogos estejam no Canal1, se esse canal tiver uma programação diversificada. O futebol seria, assim, um programa entre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esses têm de ser jogos de competições internacionais ou jogos entre os grandes? Também se admite um jogo-treino?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um jogo-treino não é tão admissível como um jogo dos grandes, dos importantes. Um jogo-treino no Canal 1 não será fácil de enquadrar no tal serviço público generalista, destinado a todos os portugueses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E os outros clubes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os clubes querem a transmissão dos seus jogos, porque isso significa receitas para eles. Quando os clubes pequenos reclamam cobertura mediática, estão a reclamá-la por uma questão de visibilidade pública, mas também por uma questão de receitas. A este nível, penso que esses jogos não devem ser emitidos em canal aberto, porque já não abrangem um público assim tão diversificado. Porque é que se emite um jogo do Braga ou do Guimarães e não um desafio da Académica ou de outro clube? É muito difícil fazer este equilíbrio. O que a RTP poderia fazer era apostar num formato tipo "Liga dos Últimos" para os clubes intermédios. Poder-se-ia criar um formato regular que repescasse os clubes intermédios, com imagens dos jogos, tal como, num passado recente, fazia o "Domingo Desportivo". Por que não algo deste género para a RTP 2, que é direccionada para públicos segmentados?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Pode-se exigir o mesmo às estações privadas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, porque elas não cumpririam isso. Os canais privados têm grande dificuldade em aceitar regras de engenharia de programação. Eles têm contratos pontuais com marcas e uma engenharia de programação com muitas regras não lhes dá flexibilidade de negociação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que avaliação é que faz do cumprimento do serviço público em matéria desportiva?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A RTP poderia fazer mais relativamente às outras modalidades. Elas poderiam ter maior visibilidade no serviço público de televisão. As outras modalidades estão na RTP 2, mas nem sempre nos horários mais adequados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Eventualmente no Canal 1?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, talvez ao nível dos noticiários. O "Telejornal" poderia dar mais atenção às outras modalidades. Mas se estamos a pensar no canal generalista público para a transmissão de eventos desportivos dessas modalidades, isso já não faz muito sentido. Estamos a falar de segmentos de mercado, pelo que as modalidades de públicos segmentados estarão mais vocacionadas para a RTP 2 ou para a RTPN. E isso pode aplicar-se até mesmo à Volta a Portugal em Bicicleta, só devendo estar no Canal 1 finais de percursos ou algo mítico como a subida à torre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os eventos desportivos podem ser pretextos para um trabalho mais aprofundado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um evento deste tipo pode fazer com que os programas de entretenimento montem palco num desses lugares, podendo também desencadear outra noticiabilidade nos telejornais. No Europeu, a SIC aproveitou as equipas que estavam no exterior a cobrir o evento para fazerem reportagens no local, como por exemplo do português que trabalha lá fora ou de determinada comunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-1034245294641642904?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/1034245294641642904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=1034245294641642904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1034245294641642904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1034245294641642904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/desporto-deve-fazer-parte-do-servio.html' title='Desporto deve fazer parte do serviço público de televisão'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SIfzLze_OMI/AAAAAAAAAxI/0P6bEGP_RwY/s72-c/fl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-1394012542876432979</id><published>2008-07-25T02:25:00.000+01:00</published><updated>2008-07-25T02:30:47.191+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>«Assinaria uma petição que reclamasse mais presença do país na RTP»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Iniciativas como a petição lançada pelos blogues Avenida Central e Vimaranes podem ter algum reflexo na forma como a RTP é conduzida?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho muito positivo este tipo de petição, embora defenda que estas iniciativas deveriam ser mais do que reparos pontuais à TV que temos. Era preciso que se dissesse: nós não gostamos da TV que temos, precisamos de uma TV que nos desse isto ou aquilo. Enquanto cidadãos, temos a obrigação de apontar caminhos à RTP. O país real deveria ser mais ruidoso junto da RTP. Por seu turno, a RTP também tem de ouvir os cidadãos, e este é um exercício que merece aprendizagem de ambas as partes. Não é só através do Provedor que a RTP pode ouvir aquilo que os telespectadores pensam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não assinaria esta petição tal como ela está, mas assinaria uma que reclamasse mais presença do país que somos na antena da RTP. E quando digo o país, digo o país a Norte. Nota-se que ultimamente que a RTPN tem feito um grande esforço para fomentar o debate público com convidados diversificados. É preciso continuar esse caminho. É muito importante. A RTP, como a SIC e a TVI, tem tendência a estar centralizada em Lisboa e tem de haver um esforço para uma maior descentralização. A este nível, a força dos cidadãos é fulcral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A RTP emite para todo o país, mas cobre apenas uma parte do território?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que há algo que deveria merecer mais atenção dos poderes político, cultural, económico… e também dos cidadãos em geral: a reivindicação de canais de TV com redacções fora de Lisboa. Pelo contrato de concessão do serviço público, a RTPN deve ser um canal de vocação regional. E é importante que a sua sede continua a norte. Se a RTPN tiver sede em Lisboa, os debates e as entrevistas vão ser feitos com interlocutores da capital. Isso significaria o empobrecimento da diversidade que este canal tem à noite. Mais do que me preocupar se a RTP transmite jogos do Sporting ou do Benfica, eu preocupar-me-ia em perceber a importância da localização das redacções dos canais de TV. Será que precisamos de um canal por cabo com sede no Porto? Será que isso é importante para o Norte, para o Minho? &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Olhando para o Canal 1, a cobertura que faz do país é equilibrada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Jornal da Tarde" é mais equilibrado. Sendo um programa emitido a partir de Gaia, as reportagens são feitas sobretudo no Norte. O local onde a redacção está é importante. Às vezes não percebemos isso, mas como o noticiário trabalha com horários muito apertados, o factor proximidade é importante. Isto faz com o Jornal da Tarde seja mais equilibrado do que o dos outros canais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fica-se com ideia de que as delegações regionais da RTP não existem ou passam muito tempo sem produzir...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também tenho essa percepção. Creio que as delegações regionais poderiam dar mais eco do país real. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Há queixas de diversas localidades em relação à cobertura da RTP....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que eu acho bacoca é, por exemplo, dizer-se que a RTP não liga ao São João de Braga. Alguém disse que, em Braga, se passa alguma coisa que merece ser notícia? O que Braga deveria pensar é em ser notícia e fazê-la chegar da melhor forma aos meios de comunicação social nacionais. Braga tem de ser mais pró-activa. Braga nunca mostra que pode ter uma palavra a dizer em relação ao serviço público de TV. Não sei se para a RTP Braga conta muito. Não há muita coisa em Braga que seja promovida à escala nacional. Também Braga não tem elites muito pró-activas. Quando se começou a falar numa eventual saída da RTPN para Lisboa, autarcas, forças económicas, elites culturais movimentaram-se muito em oposição a essa medida. Não vi ninguém de Braga a fazer isso. Posso ter andado distraída… Por outro lado, Braga ainda olha para os canais de TV como se estes estivessem noutra dimensão. Os jornalistas de órgãos regionais e os jornalistas de órgãos nacionais, especialmente os da TV, não são tratados da mesma maneira. É um sinal de algum provincianismo que ainda nos afecta de quando em vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os que reivindicam a atenção do serviço público também têm de fazer alguma coisa para ser notícia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar que a RTP enquanto serviço público deve vir cobrir as iniciativas mais anedóticas e insignificantes é bacoco. Um serviço público existe para ter programas de informação que tenham notícias e não para responder a quotas, embora as algumas directivas da ERC apontam nesse sentido... Enquanto sociedade, devemos ter um escrutínio muito atento em relação ao que a RTP faz relativamente ao poder político que está a governar o país, mas não faz sentido ditar quotas ao serviço público de televisão sem ter em conta se o que está em causa é ou não notícia. Dividir o noticiário por quotas é um mau princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uma audiência muito amorfa?&lt;br /&gt;Um pouco. Faz falta que os telespectadores digam à RTP que existem enquanto público. A intervenção dos blogues pode ser muito positiva, mas estes também devem ser mais pró-activos relativamente à RTP: fazer com que os textos que publicam sejam conhecidos do operador público. É necessário que a RTP saiba o que os blogues andam a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há um certo autismo da RTP em relação ao que o público tem a dizer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é verdade. A RTP deveria apostar mais em canais de ligação com as pessoas. Por exemplo, disponibilizar os e-mails dos jornalistas ou pensar em programas com maior interactividade. Um programa em directo deveria disponibilizar um endereço electrónico que permitisse às pessoas dizerem o que pensam. O jornalista Carlos Daniel experimentou isso no "Trio de Ataque" e recebia muitos e-mails. Poderia experimentar-se noutros programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O provedor é importante, mas não resolve tudo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É verdade. A intervenção do provedor é circunscrita. O programa é semanal e tem uma duração reduzida. Os temas não se esgotam e a opinião dos cidadãos acaba por ter um espaço pequeno porque as questões são complexas e é preciso ouvir as duas partes, existindo ainda o condicionalismo de o programa ser feito a partir de Lisboa. O local onde os programas são pensados é de tal forma importante que é preciso uma grande reflexão sobre isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-1394012542876432979?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/1394012542876432979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=1394012542876432979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1394012542876432979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1394012542876432979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/assinaria-uma-petio-que-reclamasse-mais.html' title='«Assinaria uma petição que reclamasse mais presença do país na RTP»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-7920768749955772301</id><published>2008-07-25T02:22:00.000+01:00</published><updated>2008-07-25T02:35:52.526+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>«Os jornalistas cometem grandes pecadilhos»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O jornalismo desportivo é um “mundo à parte” ou deve obedecer exactamente aos mesmos critérios que noutras áreas? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O desporto é sobretudo um jogo de emoções, que não se mediatiza sem os adjectivos. Isso comporta grandes riscos, pois pode-se estar a ser parcial ao adjectivar. &lt;br /&gt;Os jornalistas cometem grandes pecadilhos. Basta olhar para os títulos dos jornais desportivos para ver que os juízos de valor são extremamente frequentes, perigosos e parciais. Muitas vezes, sobretudo nos jornais, os jornalistas fazem o jogo dos empresários. Os artigos sobre os passes dos jogadores normalmente não têm fontes. O jornalista adivinhou? Mesmo nas redacções, a secção de desporto é um mundo à parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os meios de comunicação social têm uma importância fundamental na mediatização do desporto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma economia fortíssima do futebol, porque existem meios de comunicação social. As marcas que estão a patrocinar os jogos só estão lá porque existem as televisões, embora agora esteja a surgir com alguma força a Internet. Mais importante do que o futebol ou o jogo propriamente dito é a economia do jogo. Trata-se de uma verdadeira indústria que tem cruzamentos com as áreas do entretenimento, da música, das marcas, da moda... Não é por acaso que temos uma marca da selecção. Saímos à rua porque somos pela selecção, mas também porque existe uma economia muito poderosa à sua volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-7920768749955772301?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/7920768749955772301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=7920768749955772301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7920768749955772301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7920768749955772301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/os-jornalistas-cometem-grandes.html' title='«Os jornalistas cometem grandes pecadilhos»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3147749795643913069</id><published>2008-07-12T01:38:00.001+01:00</published><updated>2008-07-12T01:38:30.287+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Filhos e dependência económica adiam ruptura do ciclo das agressões</title><content type='html'>Antónia (nome fictício) sentia-se totalmente dependente do marido que a agredia, tal como um ramo em relação à árvore. Durante muito tempo sofreu em silêncio, viu o olhar dos filhos a ficar cada vez mais triste e tentou suicidar-se. Um dia decidiu tomar as rédeas da sua vida e saiu de casa. Agora, faz contas para conseguir matar a fome, mas sente-se viva. De ramo passou a tronco. E os filhos voltaram a sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta santomense casou jovem. Durante os primeiros tempos de convivência com o marido viveu em permanente lua-de-mel com um homem «amoroso, carinhoso, companheiro». Mas depois tudo mudou. O homem de sonho deu lugar a uma pessoa que se exaltava à mínima coisa. Um objecto fora do sítio era motivo mais do que suficiente para uma cena. Com os ciúmes infundados, em Julho de 1998, a agressão física passou a acompanhar a violência psicológica. «Ai Jesus...», suspira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antónia amava-o muito e queria estar ao lado dele. Sentia-se sozinha em Portugal, longe da família e com dois filhos nos braços. «Tinha consciência de que ele me fazia mal, mas eu procurava pensar na parte boa para manter a família – ou melhor, aquilo que aparentava ser uma família –  unida», conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mulher «tinha esperança» que o João (nome fictício) mudasse. Acreditava quando ele serenava. Mas tudo acabava por voltar a ser turbulento. «Não podia falar com ninguém, não podia conviver, porque ele tinha medo que eu contasse a alguém. Vivia num meio muito fechado, isolada dos amigos», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em desespero, tentou o suicídio. Queria desaparecer. Enquanto estava internada, uma amiga confrontou-a com o seu acto. Queria entender o que se estava a passar. Queria perceber o motivo da tristeza profunda e constante. Ela acabou por contar. O homem foi «chamado à razão». Antónia voltou para casa e ouviu o marido dizer: «Achas bem o que fizeste? Coitado do teu filho...». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher descobriu «de maneira dolorosa» que o homem com quem vivia não era o homem que amava. «Deixei tudo para vir ter com ele e fiquei sozinha, sem amor e sem amigos», revela. As agressões eram uma constante. No hospital mantinha as mentiras, mesmo quando o médico lhe dizia que era impossível que o que ela dizia fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de ruptura deu-se no ano passado, quando João agrediu uma vizinha que se encontrava a falar com Antónia. Foi ao hospital e à Polícia. No dia seguinte, foi a vez dele apresentar queixa dela na esquadra. A mulher contactou a linha de emergência social e informou-se sobre o que tinha de fazer. Era chegado o tempo de pegar nos filhos e nalgumas coisas e de sair de casa. Durante três dias esteve num alojamento, depois deram-lhe dinheiro para um mês de renda. Estava na altura de pôr as suas asas à prova e voar sozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nos primeiros tempos, a luta é muito complicada. Tem de se pensar muito bem para conseguir pagar a renda, a água, a luz. Quando se pensa em fazer a denúncia tem de se reflectir muito bem, porque às vezes as mulheres querem-se ver livres do problema e esquecem-se doutro que está a chegar: o das contas para pagar. Os apoios da Segurança Social tardam a chegar», adverte. Antónia ainda tentou ir a casa buscar mais coisas, mas João já tinha mudado a fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta jovem já pensou se não valeria a pena pôr de lado o orgulho e voltar para «a toca do lobo», como lhe chama, mas recusou a ideia porque lá em casa mora «o mesmo monstro» do qual fugiu. «Eu não tinha vida própria. Era um complemento dele, uma ramificação doutra vida, um ramo que não conseguia viver sem esse tronco. Agora tenho vida própria. Eu existo», afirma. Depois de conhecer o sabor da liberdade, recusa a possibilidade de «voltar para a prisão pelo próprio pé».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antónia não consegue pensar só em si. Os meninos estão primeiro. O mais velho também foi vítima de agressões e o mais novo assistia ao que se passava em casa. «Os meus filhos tinham tudo, menos um sorriso. O mais velho nem conseguia olhar as pessoas nos olhos», diz, sublinhando que «não há nada mais gratificante» do que ver os miúdos felizes, apesar dos «meios limitados».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A refazer a vida, esta mulher pretende retomar o curso universitário que interrompeu, se conseguir arranjar dinheiro. O que se propõe é trabalhar, cuidar dos filhos e estudar. Sabe que não será fácil, mas está disposta a arriscar porque aprendeu que é capaz de algumas proezas reservadas às heroínas. «Estou feliz por ver os meus filhos felizes», assegura. O resto virá por acréscimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Obstáculos à denúncia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A “estória” de Antónia é reveladora das estratégias usadas pelos agressores para dificultarem a denúncia. Apesar da unanimidade acerca do aumento da intolerância em relação à violência doméstica, a verdade é que os filhos, a dependência económica, o isolamento social das vítimas que os agressores vão acentuando e as ameaças, muitas vezes de morte, tornam-se obstáculos que adiam a ruptura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eva Ferreira, coordenadora do Projecto Atena, salienta que uma parte considerável das vítimas que procuram os centros de informação e acompanhamento «não têm muitas qualificações» e possuem rendimentos reduzidos. «Algumas mulheres são vítimas de violência doméstica há vários anos, mas aguentam por causa dos filhos ou porque têm medo de não terem rendimentos para aguentar sozinhas, sobretudo quando têm filhos», acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresa Sofia Silva, do Gabinete de Braga da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), tem uma experiência semelhante. Algumas mulheres chegam desesperadas em busca de alternativas, mas acabam por voltar para casa e para o agressor. «O ciclo da violência é assim mesmo. As mulheres acreditam que os companheiros vão mudar porque depois da agressão vem o pedido de desculpas e a fase de lua-de-mel. Posteriormente, vem novamente a agressão e um novo pedido de desculpa. As mulheres acreditam que é desta que eles se vão emendar», refere a responsável pela estrutura bracarense da APAV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica diz que se estas mulheres voltarem a pedir ajuda, recomeça-se o processo, com a apresentação das várias opções que se colocam. «A decisão é sempre da vítima», assegura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A permanência em casa pode, no entanto, revelar-se perigosa, dado que basta que, um dia, um dos filhos se sinta compelido a defender a mãe e acabe ferido ou mesmo morto. Sem que haja qualquer premeditação, o pior pode acontecer. E aí, quem permitiu o arrastar da situação de violência pode transformar-se indirectamente no responsável pelo destino trágico de uma criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3147749795643913069?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3147749795643913069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3147749795643913069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3147749795643913069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3147749795643913069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/filhos-e-dependncia-econmica-adiam.html' title='Filhos e dependência económica adiam ruptura do ciclo das agressões'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-6261506771392127388</id><published>2008-07-12T01:00:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T01:16:36.659+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Cancro já não é sinónimo de sentença de morte</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A palavra ainda provoca terror. Os olhos baixam-se e o sobrolho franze-se quando se ouve falar em cancro. Quase todos têm um caso triste para contar, seja de um familiar, de um amigo ou de um conhecido. Mas também há inúmeros relatos de quem enfrentou este temível inimigo, venceu e continuou a viver. Esta doença é, cada vez mais, feita de esperança. Globalmente, há cura para metade dos casos e, ao contrário do que muitas vezes se pensa, em Portugal há praticamente os mesmos tratamentos que nos países tidos como de referência. Enquanto se continua a aguardar pela cura total, a história desta patologia faz-se a partir dos testemunhos de quem sobreviveu, de quem viu partir os seus entes queridos e de quem diariamente assiste médica e espiritualmente os doentes oncológicos. (Reportagem publicada no Diário do Minho em Março de 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SHf2OyjZzjI/AAAAAAAAAu8/BczHyOqA9Fk/s1600-h/P3110677.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SHf2OyjZzjI/AAAAAAAAAu8/BczHyOqA9Fk/s320/P3110677.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221913026908245554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo (nome fictício) tem 24 anos. As pequenas rugas que tem na cara tornam-se mais evidentes e as palavras menos fluentes quando começa a falar do linfoma que o tornou «eventualmente» numa pessoa «talvez um bocadinho mais calma e ponderada». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas férias de Verão de 2006 descobriu um gânglio abaixo do pescoço e ficou preocupado. Foi ao médico, que o mandou fazer uma ecografia e um raio-X. Teve consciência de que «poderia ser algo grave». Acabou por lhe ser retirado o gânglio para fazer o exame histológico. O jovem foi-se apercebendo aos poucos do que tinha, até pelo facto de possuir conhecimentos na área da saúde. Soube que tinha uma doença do foro oncológico sem que alguém lhe tivesse dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Pensava em viver um dia de cada vez. Sem conhecer o resultado do exame não valia a pena pensar no que é que iria acontecer depois de conhecer o resultado. Isso seria sofrer por antecipação. É uma fase da vida em que não vale a pena fazer muitos planos. Todas as hipóteses estão em aberto e até termos a certeza absoluta da realidade não vale a pena estarmos a sofrer por antecipação», revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais difícil foi ultrapassar as três semanas entre a retirada do gânglio e o diagnóstico do tipo de neoplasia. Disso dependia ter uma perspectiva de vida de dois ou três anos ou uma esperança média muito aproximada à das outras pessoas. Continuou a ir às aulas, mas também foi passear. Quase não mudou os seus hábitos pessoais, apesar de «pensar muito leve e inconscientemente em todos os cenários». «Fiz uma vida normal», assegura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre encarou o problema de frente. Deteve-se «cinco segundos» a pensar na pergunta «porquê a mim?». «Não vale a pena perguntar porquê. É uma perda de tempo ocuparmo-nos com o que são as evidências. Eu tinha um problema e tinha de resolvê-lo e isso passava por ir ao médico, obter uma proposta terapêutica, cumprir o tratamento e aguardar», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha, afinal, «o mais brando» dos vários tipos de linfomas, o que foi um factor adicional de motivação para o tratamento. No entanto, admite que o tempo em que fez radioterapia e quimioterapia foi difícil, sobretudo porque o tratamento foi extenuante do ponto de vista físico. «A quimioterapia causa sintomas que são algo desagradáveis, mas com os quais ao longo dos tempo nos vamos habituando a lidar», conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os tratamentos veio «o estigma da queda do cabelo», como lhe chama. «É, obviamente, um factor adicional de sofrimento e de confronto diário com a nossa condição de doentes. Antes da queda do cabelo é mais fácil esquecermos a doença. Depois temos essa evidência cada vez que olhamos para o espelho. Ainda que possamos sentir náuseas e vómitos, não os vemos, não os temos perante os nossos olhos, que são um potente estimulador de emoções», admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que lhe estavam próximos reagiram pior do que ele. Gonçalo tinha «uma forma muito própria de brincar com a situação, o que num ou noutro momento chegou a ofender algumas pessoas». «Houve pessoas que desapareceram por uns tempos e que mandaram mensagens a pedir desculpa porque não tinham coragem para me encarar transfigurado pelos tratamentos altamente debilitantes», afirma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reacções fora do círculo mais próximo foram de compreensão. «O cancro é uma doença que ainda tem um enorme impacto social, por gerar a sensação de pena, mas também por não motivar juízos de valor que tantas vezes destroem a compaixão que devemos ter por todos os doentes. A sociedade organiza-se muito bem para apoiar as pessoas com cancro, quer através das condições nas unidades de saúde, quer da ajuda psicológica», declara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de nove meses passou pelo Hospital de São Marcos, em Braga, e pelo Instituto Português de Oncologia do Porto. Chorou três vezes. Agora, que «o prognóstico é excelente», elogia a forma como foi tratado. «Em Portugal existem excelentes condições para o tratamento do doente oncológico, o que contrasta com as condições às vezes deficientes para o tratamento de outros tipos de doenças», salienta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma pequena gargalhada algo forçada, define cancro como «uma doença semelhante a muitas outras, cuja imagem terrífica que a sociedade ainda lhe empresta é cada vez mais exagerada. Há doenças com consequências que são mais nefastas e os tratamentos mais incipientes, para as quais a sociedade ainda não está sensibilizada».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Portugal tem 99 por cento dos tratamentos doutros países&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oncologista do Hospital de S. Marcos Herlander Marques refere que «o cancro ainda é uma doença com um potencial de mortalidade elevado», mas na qual já se conseguem curar 50 por cento das pessoas. «Conseguimos elevadas taxas de cura utilizando a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia e mais recentemente alguns fármacos que actuam activando o sistema imunológico. Algumas doenças são curáveis quase a cem por cento e outras menos», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico diz que «há a ideia errónea de que o cancro está a aumentar e de que está a crescer fruto da poluição, da má alimentação, quando isso pode contribuir apenas marginalmente para que se registem mais casos». «Mesmo que conseguíssemos fazer desaparecer todos os factores de risco relacionados com o cancro, ele continuava a aparecer. As doenças malignas têm vindo a aumentar em todo o mundo essencialmente devido ao envelhecimento da população», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clínico salienta que os principais factores de risco são o envelhecimento e o tabagismo. Há algumas infecções, como a síndroma da imunodeficiência adquirida, mais conhecida por sida, que, ao diminuírem a imunidade, aumentam o risco de cancro. Outro grupo de factores prende-se com as doenças que obrigam ao transplante de órgãos: como as pessoas ficam a tomar imunosupressores, têm a imunidade baixa pelo que há maior risco de doenças oncológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos tratamentos, o oncologista declara que «99 por cento são semelhantes aos que se fazem em qualquer parte do mundo, quer na Europa, quer nos EUA». «Há uma pequena percentagem de tratamentos, que são novos e experimentais, que estão apenas a ser testados nos EUA e alguns países europeus. Esses são tratamentos em que não se sabe quais vão ser os resultados a longo prazo. Em termos de tratamento standard, fazemos tudo o que se faz nas outras partes do mundo», assegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante às estruturas de saúde, diz que as condições têm vindo a melhorar significativamente ao longo dos últimos 20 anos, existindo uma rede oncológica que ainda continua a ser melhorada. «As expectativas das pessoas aumentaram, mas tem havido uma resposta à altura», afiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referindo-se ao S. Marcos, sustenta que as condições de ambulatório são boas e que o internamento só poderá melhorar com as novas instalações. O número de casos de cancro que chegam a esta unidade tem aumentado, mas sem que isso signifique que a doença tem subido entre população. Este acréscimo dá-se porque o hospital é um centro de referência. Na área das doenças malignas do sangue, há cerca de 120 novos casos por ano, sendo que globalmente há uma cura na ordem dos 50 por cento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herlander Marques perspectiva que, nos próximos anos, vai ser preciso aumentar o número de oncologistas, para que seja possível manter a proximidade na relação com os doentes. «A quantidade de doentes por médico é tal que começa a faltar o tempo necessário para um diálogo profundo com os pacientes. E se o doente não esclarece as todas as suas dúvidas pode ficar angustiado», adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, as pessoas que, em Portugal, trabalham na área da oncologia são «muito ligadas aos doentes, muito interessadas pelo seu bem-estar». «Se a determinado momento não conseguem aumentar a quantidade de vida, pelo menos melhoram a qualidade», frisa. Da mesma forma, também os doentes e as respectivas famílias acabam por ter uma ligação muito forte com os clínicos, porque se apercebem que tudo é feito por eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os indicadores de saúde por município apresentados no Anuário Estatístico da Região Norte de 2006, com dados relativos a 2005, a taxa de mortalidade por tumores malignos no Minho-Lima foi de 2,5 por cento, no Ave de 1,7 por cento e no Cávado de 1,6 por cento, com valores inferiores à taxa de mortalidade por doenças do aparelho respiratório, que surgem com, respectivamente, 4,4 por cento, 2,3 por cento e 2,2 por cento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-6261506771392127388?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/6261506771392127388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=6261506771392127388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6261506771392127388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6261506771392127388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/cancro-j-no-sinnimo-de-sentena-de-morte.html' title='Cancro já não é sinónimo de sentença de morte'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SHf2OyjZzjI/AAAAAAAAAu8/BczHyOqA9Fk/s72-c/P3110677.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-519348152694801605</id><published>2008-07-12T00:52:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T01:14:08.830+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>«Não é por tirar um peito que a vida acaba»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Voluntárias apoiam vítimas de cancro de mama a vencer e viver&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Movimento Vencer e Viver apoia mulheres vítimas de cancro de mama. A ausência do seio, a queda do cabelo e a relação com os companheiros são questões difíceis de ultrapassar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana (nome fictício) chega com uma passada segura em cima dos tacões finos para mais um dia de voluntariado no Hospital de S. Marcos. Pousa o saco e veste a bata branca. Dá um jeito com a cabeça para que o cabelo impecavelmente arranjado fique direito. Foi justamente o cabelo um dos principais motivos de sofrimento quando soube que tinha cancro da mama. Recusou-se a aceitar o diagnóstico durante algum tempo. Chegou a perder a vontade de viver. Mas as voluntárias do Movimento Vencer e Viver deram-lhe alento para continuar. A experiência foi de tal forma marcante que hoje é ela que dá o seu testemunho. Porque nada melhor do que uma mulher elegante, com um busto invejável, para motivar as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu um módulo na mama, mas deixou andar na esperança de que passasse. Foi por insistência da irmã que foi à médica, que a mandou fazer os exames habituais. Quando foi fazer a ecografia, disseram-lhe que tinha de tirar o peito. «Foi como se me tivessem tirado o chão debaixo dos pés. Eu gritava, eu chorava, eu estava desesperada. Foi um choque muito grande», conta. Esteve uma semana sem se alimentar. Metia a comida na boca, mas não passava. Não conseguia sair da cama. Até que um dia saiu. Mas o caminho da aceitação da realidade ainda só ía a meio. Recusou-se a assinar a autorização para a operação. «Estava a contar com um milagre», admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia encontrou as voluntárias do Movimento Vencer e Viver e ficou impressionada. Afinal, aquelas mulheres tinham vencido e não eram menos femininas por terem tirado uma mama. O ponto de viragem foi quando a coordenadora do grupo, Maria Helena Sousa, lhe contou uma história de um homem que vivia numa casa que começou a ficar inundada. O homem recusou todas as ajudas, desde os bombeiros até ao helicóptero, mesmo quando já se encontrava no telhado para fugir à água, porque tinha a convicção de Deus o iria salvar. Acabou por morrer e por ir ter com Deus para tirar satisfações. Deus retorquiu-lhe que o tentou salvar, mas ele não quis a ajuda de quem o estava a tentar resgatar. Joana percebeu que estava a desperdiçar as ajudas. E que, tal como o homem, poderia acabar por morrer por sua própria culpa. «E o milagre aconteceu», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda do cabelo foi dramática, apesar de admitir que a peruca até era interessante. Não permitia que o marido a visse desfigurada. Deitava-se com um lenço na cabeça. Compensava com baton e com lingerie bonita. Acabou por aceitar a doença e por seguir em frente. O filho de cinco anos foi uma motivação para lutar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, já fez a reconstrução mamária, mamilo incluído. Diz que é mais feliz do que era antes. Que já não é qualquer coisa que a derruba. E que tem a certeza de que a vida pode ser mais do que a existência medíocre que por vezes levamos. A missão que se auto-propôs é ajudar as outras mulheres com cancro, tal como a apoiaram a ela. Com um sorriso e elegância. Porque não é por tirado um peito que é menos mulher. Antes pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;«O mundo desabou»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho até à cura Joana encontrou Lucinda Costa, que fazia voluntariado no São Marcos. Há sete anos, esta cabeleireira começou a emagrecer e rapidamente passou dos 55 para os 45 quilos. Fez vários exames, mas não se sabia exactamente o que tinha. Deu entrada no hospital para ser operada ao apêndice, mas acabou a falar com a enfermeira sobre um pequeno nódulo. Foi chamado um médico, que a mandou fazer uma biopsia. Era suposto o resultado só ser conhecido dali 15 dias, mas no dia seguinte estavam a telefonar-lhe para casa. Tinha um tumor maligno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo desabou quando chegou ao carro, que estava no parque junto ao S. Marcos. Chorou compulsivamente. Pensou que ia morrer. Pensou em suicidar-se para poupar o marido e os três filhos. A pergunta “porquê eu” martelava-lhe na cabeça. Não conseguia compreender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou por encarar o problema. Tirou uma mama. Depois da operação, saiu do hospital desorientada, porque naquela altura ainda não havia quem lhe desse muito apoio. Foi tentar comprar uma prótese, mas era muito cara. Meteu algodão. Não sabia se podia trabalhar, mas trabalhou. Sofreu com a queda do cabelo, mas não desistiu de ser bonita. Passou a arranjar-se mais. Conseguiu umas lentes coloridas. Contudo, mesmo assim, ficava pensativa quando via mulheres atraentes na televisão. A praia era um motivo de aflição. Melindrava-se com qualquer coisa que o marido lhe dizia, mesmo que claramente não fosse por mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não voltou a pensar em desistir. «Ganha-se uma nova força de viver. Chega-se ao fim do dia e pensa-se que foi mais um dia que passou», afirma. Com o tempo foi ganhando consciência de que «não é por tirar um peito que a vida acaba. Se calhar uma operação à barriga é bem mais grave, mas ninguém liga porque não é tão visível e não está tão ligada à feminilidade», explica. Recuperou a alegria de viver. Trabalha, faz roupa para o Carnaval da sua aldeia e gosta de ir à discoteca. Usa decotes e roupa justa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-519348152694801605?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/519348152694801605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=519348152694801605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/519348152694801605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/519348152694801605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/no-por-tirar-um-peito-que-vida-acaba.html' title='«Não é por tirar um peito que a vida acaba»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2602985594830371294</id><published>2008-07-12T00:51:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T00:52:21.231+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Hospital entregou 78 próteses em 2007</title><content type='html'>O Movimento Vencer e Viver dá apoio no S. Marcos há seis anos. Maria Helena Sousa explica que as quatro voluntárias, que já tiveram cancro da mama e que já fizeram a reconstrução, ajudam as mulheres quando são operadas, entregam-lhes livros explicativos, dão concelhos e, sobretudo, o seu exemplo de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a amputação, as mulheres recebem uma prótese provisória, feita de malha de algodão. Um mês depois, recebem a prótese de silicone e um soutien dados pelos serviços sociais da unidade hospitalar. Em 2007, houve 78 mulheres que receberam próteses e 76 que receberam soutiens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 62 anos, esta voluntária diz que as mulheres chegam ao hospital imersas numa miríade de emoções. O medo predomina. Muitas vezes não conseguem comunicar o que sentem. Estão petrificadas. É-lhes, então, explicado que «é bonito viver» e que têm muitos motivos pelos quais se agarrar à vida. Algumas apercebem-se que são «cabeças de casal», que sem elas a família dificilmente conseguiria aguentar-se, mesmo do ponto de vista financeiro. Para outras mulheres, começa a luta contra a discriminação, por exemplo na subscrição de seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Helena Sousa diz que, apesar, de tudo «é preciso muita coragem», porque «há uma carga psicológica enorme inerente ao cancro da mama». Muitas recusam-se a aceitar o diagnóstico. Metem os papéis na gaveta à espera que passe. Também há mulheres que não dizem a doença que têm. Afirmam que tiraram um nódulo quando, na verdade, tiraram uma das mamas. A queda do cabelo e a relação física com os companheiros são as questões também muito delicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voluntária salienta que, muitas vezes, as doentes acabam por ser os esteios da família. São elas que dão apoio aos maridos e aos filhos, frequentemente alvo de troça na escola pelo facto de a mãe ter sido operada ou por usar cabeleira. «Elas vão encontrar força para arrastar a família», afirma. Para poder continuar o seu trabalho, o Movimento precisa de voluntárias, preferencialmente mulheres que tenham sobrevivido a cancro de mama, que estejam na casa dos 50 anos e que tenham a vida estabilizada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2602985594830371294?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2602985594830371294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2602985594830371294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2602985594830371294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2602985594830371294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/hospital-entregou-78-prteses-em-2007.html' title='Hospital entregou 78 próteses em 2007'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-1405711041091634372</id><published>2008-07-12T00:49:00.002+01:00</published><updated>2008-07-12T00:51:34.678+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>«Isto é para vencer»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Força de vontade ajuda a ultrapassar adversidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não há consenso sobre a relação entre o estado psicológico e a evolução da doença. Mas certo é que a motivação ajuda na colaboração com o tratamento, o que é muito importante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquina sorri. Sorri muito e de uma forma descontraída, que lhe faz aparecer duas covinhas na cara. Garante que só chorou uma vez desde que descobriu que tinha cancro de mama. Sofreu com a queda do cabelo, talvez mais do que com a ausência de um seio. Agora está a fazer reconstrução e já mostrou a «mama nova» ao marido, que sempre esteve ao seu lado. Tem 51 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tomar banho descobriu um talo. Como não sentia dores, adiou a ida ao centro de saúde. Por mostrar ao médico estavam uns exames feitos há dois anos, quando uma operação ao pulmão se tornou a prioridade do momento. Um mês depois, foi ao médico. E foi fazer exames. Ao fazer a ecografia mamária, disseram-lhe que tinham detectado qualquer coisa. Chamaram outro profissional. Perguntaram-lhe se queria fazer imediatamente a biopsia. Disse que sim. Ficou na sala a aguardar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga da filha que trabalhava naquele centro de diagnóstico viu-a e foi saber mais pormenores. Ficou transtornada. Tentou telefonar à amiga. Como não conseguiu, ligou a uma colega, que por sua vez conseguiu falar com a outra filha de Joaquina. A jovem telefonou para o centro e, a chorar, falou com a mãe. Joaquina apercebeu-se de que algo estava errado. E chorou. Foi a única vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou o fim-de-semana. Segunda-feira foi ao Hospital de S. Marcos. Terça voltou para fazer uma biopsia. Fez três biopsias e nada. Não havia diagnóstico. Acabou por ser internada por causa de uma anemia. Voltou para casa para acabar de recuperar. Regressou, depois, à unidade de saúde para ser «operada ao peito e à barriga». «Explicaram-me tudo. Disseram que iam tirar o nódulo para analisar. Se fosse mau, que tiravam a maminha toda e que se não fosse que só tiravam o talo. Eu disse que estava preparada para tudo. Nem chorei», conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiraram-lhe o peito todo. Joaquina sublinha que nunca se deixou ir abaixo, porque sempre encarou tudo com força. Viu outras mulheres irem-se abaixo. E sentiu no interior de um peito dilacerado a importância do apoio das voluntárias do movimento Vencer e Viver. Criou-se uma rede de solidariedade. Muitas vezes brincavam. «Nem parecia que estávamos num hospital», admite. Acabou por ficar internada mais tempo por causa de complicações na área da urologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oriunda de uma família com um longo historial de doença oncológicas – desde cancros de rim até cancro no cérebro, passando pelo cancro cólon-rectal – encarou a doença com a serenidade possível. «Sou uma lutadora, uma ganhadora», diz, sem falsas modéstias. Foi com esta atitude que encarou a doença. «Isto é para vencer», eis o lema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se a quimioterapia. «A pior coisa foi perder o cabelo. A médica tinha-me prevenido para cortar o cabelo pequenino para não notar tanto, mas mesmo assim foi um choque quando comecei a ver a almofada cheia de cabelo e quando ele começou a cair às manadas durante o banho», relata. Estava surpreendida. Era suposto o cabelo só cair ao fim de dois meses e ainda só tinha passado um. Ficou a tremer, perante o riso carinhoso de uma das filhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjaram-lhe uma cabeleira parecida com o cabelo dela. Houve até quem não se apercebesse e elogiasse o penteado impecável. Joaquina sentia-se incomodada. Andava sempre a puxar a peruca com medo de que estivesse fora do sítio. Em casa, preferia os «lenços bonitos» que arranjou. Se por infelicidade tiver de voltar a passar pelo mesmo, dispensa a peruca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar-se ao espelho foi doloroso. «Ai meu Deus, que cena. Pareço um ET: careca, sem peito e com uma cicatriz em forma de cruz na barriga», foi o que lhe passou pela cabeça. Não deixou que o marido a visse assim. Não tirou fotografias. Mas lamenta não ter uma recordação de quando o cabelo começou a crescer e ficou cheio de caracóis. Ela, que tem o cabelo liso, sentia-se «tão bonita» com os caracóis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando estava sozinha, questionava-se sobre o motivo da doença nela, que nunca tinha feito mal a ninguém. Suspeitava que Deus lhe queria mostrar alguma coisa. Havia momentos mais tristes, que combatia com energia. Varria os «maus pensamentos» e seguia em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em não fazer reconstrução mamária. Afinal, já tinham passado quatro anos desde a operação. Hesitou, mas avançou. Como sempre faz. Com a mesma determinação. Só depois do início da reconstrução é que se mostrou ao marido. Confessa que está ansiosa por ter «mamas novas». Sim, porque também lhe vão retocar a outra para ficarem iguais. Lembra-se do busto de uma das voluntárias e sorri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sentido de humor, conta que se recusou a ir para a piscina com a prótese. «O fato de banho é composto, mas mesmo assim imagine-se que o silicone caía na piscina e que toda a gente tinha de andar atrás dele....», graceja. Mais algum tempo e já não terá este problema. «Vão ficar jeitosinhas», perspectiva. E sorri. Mais uma vez.&lt;br /&gt;No hospital, criam-se laços de solidariedade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-1405711041091634372?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/1405711041091634372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=1405711041091634372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1405711041091634372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/1405711041091634372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/isto-para-vencer.html' title='«Isto é para vencer»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2715283255294215007</id><published>2008-07-12T00:49:00.001+01:00</published><updated>2008-07-12T00:49:56.462+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Falta de privacidade dificulta ajuda espiritual</title><content type='html'>O capelão do S. Marcos, padre Dias Pereira, refere que a falta de privacidade é um dos obstáculos à ajuda espiritual aos doentes, tanto no Hospital de Dia, onde as cadeiras estão colocadas em fila, como noutros sectores daquela unidade. Uma vez que as pessoas estão todas juntas, é difícil conversar com cada uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O grande problema com que nos debatemos é encontrar um espaço que nos facilite o diálogo mais profundo com os doentes, para que eles abram a sua interioridade», afirma este sacerdote, que, juntamente com o padre Miguel Ângelo Oliveira, percorre diariamente a unidade de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre Dias Pereira sublinha que este é um problema da generalidade das unidades de saúde e não apenas do S. Marcos, que se sente de uma forma ainda dramática quando os doentes estão prestes a falecer. «Os momentos de agonia são muito complicados para os doentes e para as respectivas famílias, notando-se aí a falta de privacidade. As pessoas precisavam de mais espaço para chorar, para expressar os seus sentimentos, para estar mais à vontade», sublinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacerdote recorda que, «cada vez mais, as pessoas morrem no hospital», pelo que «a sociedade tem de pensar numa questão que «embora não sendo agradável é inevitável»: a morte. «Temos de dar dignidade à morte. É incómodo falar dela, mas é uma realidade que não podemos descurar», adverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao trabalho de apoio espiritual, o capelão explica que a notícia de uma doença com o cancro «pode fazer abalar a fé». «Numa primeira reacção, muitas pessoas põem em dúvida a veracidade do diagnóstico, pensando que está errado. Se a pessoa é crente, questiona-se sobre que mal é que fez a Deus. Há uma revolta inicial. Depois, a pouco e pouco, há uma interiorização do problema», relata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«As doenças fazem com que as pessoas parem para reflectir e repensar a sua vida. É um momento de se encontrarem consigo próprias, com a família e com Deus. Tenho encontrado pacientes que dizem que estão a fazer o exame de consciência à sua vida. A doença não é um castigo, uma desgraça, mas uma ocasião para reflectir, para valorizar ainda mais a vida», refere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante ao papel dos capelães, sublinha que «não é sacramentalista», mas sobretudo manter uma relação de amizade com os doentes. «Mais do que fazer prelecções, importa escutar as pessoas, valorizar os gestos, muitas vezes até um olhar, a presença, o silêncio», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O nosso papel era tido como a pessoa que vinha anunciar a morte, que trazia uma espécie de passaporte para o outro mundo. Com a nossa actividade do dia-a-dia, conseguimos alterar essa imagem. Não se nega a Santa Unção, mas tem havido menos pedidos, uma vez que também as paróquias têm trabalhado nesta área», acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu entender, «por vezes, confunde-se espiritualidade com religiosidade». «Todo o ser humano tem espiritualidade, ainda que não tenha uma relação com uma religião. A pessoa não pode ser compartimentada. A medicina pode cair no perigo de compartimentar o ser humano e esquecer-se de que os exames são importantes e a tecnologia dá uma ajuda preciosa, mas o doente não se resume à doença», adverte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2715283255294215007?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2715283255294215007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2715283255294215007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2715283255294215007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2715283255294215007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/falta-de-privacidade-dificulta-ajuda.html' title='Falta de privacidade dificulta ajuda espiritual'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-7003354502568763748</id><published>2008-07-12T00:47:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T00:48:57.522+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>«Se ele fizesse exames regularmente, ainda hoje estaria aqui»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sinais de alerta permitem detectar a doença a tempo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há pessoas que continuam a ignorar os sinais persistentes da doença, permitindo que ela se desenvolva, o que diminui a possibilidade de cura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto não era «homem de se entregar a doenças». Desde novo que tinha problemas intestinais e sempre sofreu de obstipação, algo que se foi agravando com o passar dos anos. Trabalhador incansável, só ia ao médico para acompanhar a mulher e, mesmo assim, raramente entrava com ela. Aos 66 anos, começou a emagrecer, a andar mais cansado e a ficar com uma coloração amarelada na pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, a mulher marcou uma consulta para ela e insistiu para que ele também entrasse. A médica notou logo que ele estava doente, só pela avaliação visual. Na sequência da consulta, fez uma colonoscopia e nem foi necessário fazer o exame completo, porque o tumor estava logo nos primeiros centímetros. Depois, fez uma tomografia axial computorizada (TAC), que detectou metástases em cerca de 75 por cento do fígado. A icterícia justificava a pele amarelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria, a filha, conta que «foi um choque enorme» quando foram «buscar os resultados da colonoscopia, que indicava, sem margem para dúvidas, a neoplasia». «Procurei agarrar-me a todas as esperanças. Pensei: ele vai fazer a operação e ficar bem, nem que tenha de ser ostomizado (usar o chamado "saquinho"). Mas, depois, foi tudo cada vez mais duro: a TAC a revelar as metástases... Acho que foi o dia mais triste da minha vida. Ou talvez não, não sei. Talvez, depois disso, tenha havido muitos dias ainda mais tristes», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família tentou esconder a doença. No dia em que chegaram os resultados da colonoscopia, e quando Alberto perguntou o que era uma neoplasia, o marido de Maria, enfermeiro, disse-lhe que era uma ferida no intestino. «Para quê dizer? Não lhe íamos dizer: Pai, tens um cancro, não tem cura e vais morrer em pouco tempo. Nem pensar. Nas consultas, médico e enfermeiro dialogavam à frente dele, mas sempre em termos especializados. Mas ele devia suspeitar», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não havia tratamento possível. O problema não estava nos intestinos, uma vez esses seriam tratados de forma relativamente simples. O tumor estava junto de uma artéria, pelo que se espalhou facilmente até ao fígado. «Tivemos de acompanhá-lo sempre, em exames, em idas a médicos, sempre à procura de uma esperança, que era sempre anulada», recorda a filha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada no IPO deu-se com o recurso a um subterfúgio: Alberto caiu em casa e a família chamou uma ambulância particular para o levar lá. Assim, não podiam mandá-lo embora. De outra forma não o aceitariam, pois nada havia a fazer para reverter a doença. «Sei que não adiantou em termos de cura, mas, pelo menos, teve cuidados que não lhe podíamos dar em casa. Por exemplo, ainda lhe fizeram uma transfusão sanguínea. Não adiantou, mas tentou-se», diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria achava que a doença «parecia um castigo». «Será um castigo por ele se ter dedicado só ao trabalho? No momento em que se reforma, fica assim?», pensava. Católica por baptismo, mas sem se considerar «religiosa», não culpou Deus. «Deus é meu amigo e as coisas acontecem porque há uma série de factores que levam a isso. No caso do meu pai, havia a obstipação, terá havido alturas em que perdeu sangue sem que tivesse procurado um médico, muito trabalho, muito stress... Se ele fizesse os exames regularmente, o tumor poderia ter sido detectado a tempo, sem as metástases, e ainda hoje estaria aqui», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto só sofreu fisicamente «mesmo no fim», quando «ficou muito agitado a seguir à transfusão e nos últimos dias, em que já não podia beber». A família humedecia-lhe os lábios e a boca com uma "boneca", uma espátula de madeira com uma gaze envolvida na ponta, que se mergulha em água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria mudou o rumo da sua vida depois da morte do pai. Passou a trabalhar por conta própria. Agora, anda mais vigilante em relação à mãe, que sofre de Alzheimer. A nível pessoal, aprendeu que tem de «tentar aproveitar um bocadinho a vida, viver e não só trabalhar». «Mas, no fundo, estou a fazer o mesmo percurso do meu pai: trabalhar por conta própria, trabalhar ao máximo, não ir ao médico e deixar andar», admite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Divulgar os sinais de alerta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lions Clube de Braga é o responsável pela organização do peditório para a Liga Portuguesa Contra o Cancro no distrito. A prevenção e o alerta para os sinais dos diferentes tipos de cancro fazem parte desta operação anual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Braga defende que «a maioria dos casos de cancro é tratável», mas o problema é que «muitas vezes se vai demasiado tarde junto de quem se deve». «A nossa missão passa também por divulgar os sinais de alerta e consciencializar as pessoas para que devem procurar o médico quando houver problemas persistentes. Esta pode ser uma doença combatível, se for detectada precocemente», afirma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Tinoco, por seu turno, refere que «o cancro ainda marca como um ferrete», mas há pessoas que continuam a descurar a prevenção, mesmo quando confrontadas com sinais alarmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes dois membros do movimento lionístico salientam que, aquando do peditório, há quem se recuse a pegar nos folhetos informativos sobre a doença.&lt;br /&gt;Lions Clube de Braga organiza o peditório para a Liga Contra o Cancro no distrito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-7003354502568763748?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/7003354502568763748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=7003354502568763748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7003354502568763748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/7003354502568763748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/se-ele-fizesse-exames-regularmente.html' title='«Se ele fizesse exames regularmente, ainda hoje estaria aqui»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-998304213552666271</id><published>2008-07-12T00:46:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T01:19:33.545+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>«É uma guerra para travar ao segundo»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acompanhamento dos doentes é muito desgastante para a família&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A família sofre com a luta contra o cancro, um inimigo alojado no interior do corpo. O acompanhamento permanente é muito desgastante, a ponto de só se aguentar quando se ama verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Margarida (nome fictício) era uma mulher saudável, independente e com uma personalidade forte. Comia sopa e fruta, recusava hamburgers e frangos do aviário. Ia ao ginásio e à praia. Gostava de conduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena menopausa, aos 52 anos, os miomas que tinha nos ovários eram um problema controlado. Durante as férias na aldeia, no interior do Baixo Minho, começou a não conseguir apertar as calças, mas não valorizou o mal-estar. Até que um dia comeu ameixas e teve uma diarreia terrível, com sangue nas fezes. Estranhou porque nunca antes tinha tido problemas de intestinos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi fazer exames. Disseram-lhe que era um pólipo, mas a carta fechada fez com que esta mulher habituada a lidar com médicos desconfiasse. Foi operada e ouviu os clínicos assegurarem-lhe que era um “tumorzinho”. Cortaram-lhe apenas uma parte do intestino e Margarida ficou feliz. Não queria andar com a “bolsinha” que exporia a sua doença. Fez quimioterapia. Pensava que ia ficar totalmente curada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, insistiu em ir trabalhar, mas sentiu dores muito fortes. Acabou por dar entrada no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto. O tumor cólon-rectal tinha alastrado aos ovários. Apesar da angústia, a esperança mantinha-se. A operação foi adiada à espera de um médico que tinha ido aos EUA. A cirurgia, mesmo com o especialista, acabou por não ser a planeada. A doença estava com uma evolução galopante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta altura, o cancro de Margarida era também a principal preocupação da afilhada, Catarina (nome fictício), que se recusava a aceitar a evolução da patologia. Foi tirar satisfações com o médico, que friamente lhe tirou qualquer ilusão de possível cura. Chegou a agarrar-lhe o braço. Era insuportável ouvir que “a segunda mãe” tinha uma doença terrível, das piores, em avanço acelerado. Conteve-se a custo para não ser rude, mas nunca mais conseguiu olhá-lo nos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Foi um golpe profundo, senti a dor da perda. Senti uma revolta contra tudo e contra todos. Deixa-se de acreditar em Deus, nos médicos, na vida, nas pessoas... Mas, ao mesmo tempo, precisava de acreditar em tudo e em todos. Senti que iria encontrar forças nalgum lado para mudar tudo. Há uma força que nos diz para continuar», relata Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;«Luta contra o inimigo dentro de ti»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, foram dois anos e meio de luta. Catarina começa a ficar cada vez mais emocionada. Os olhos claros humedecem e a pele da cara fica ainda mais branca. «É uma luta contra o inimigo que está dentro de ti. É uma guerra para travar ao segundo. É uma doença que muda tudo. Pensa-se em recorrer ao estrangeiro, mobilizam-se todos os contactos. Vai-se à procura de toda a informação possível, desde as enciclopédias até à Internet», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguenta-se, apesar da exaustão. Há momentos em que se perde o norte e se acaba a andar à deriva em zonas proibidas do IPO. Há alturas em que faltam as forças para subir as escadas. Há situações em que reconhecer os familiares mais próximos exige um esforço desmesurado. «Só se consegue estar do primeiro ao último momento se se gostar muito, muito, muito daquela pessoa. Caso contrário, é impossível aguentar. É nestas alturas que se vêem os verdadeiros sentimentos», conta. As palavras tornam-se desnecessárias. Pela cabeça passam mil interrogações. «Só podia ser maldição para ter acontecido a Margarida, que sempre teve tantos cuidados com a saúde», era o que pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horizonte continuava a esperança. «Tens de acreditar. Se achas que os médicos são falíveis, também são eles que têm a chave de tudo», refere. Procurou todos os caminhos, mas não foi por isso que passou a ir mais à missa. «Nunca fui à bruxa nem nada do género. Esta era uma questão médica. Não vamos ser estúpidos», afirma. Foi uma vez a Montariol à procura do xarope de aloé vera. O momento acabou por ser decisivo. Catarina sentia que «tinha de correr uma maratona, mas não tinha sapatilhas para continuar». Foi aí que um frade lhe disse que, quando uma casa está a arder, devemos tentar apagar as chamas, em vez de avançarmos para elas. E, de repente, a lucidez voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;«Faz-se tudo para amenizar o sofrimento»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A degradação física da madrinha era uma realidade. Catarina queria resguardar Margarida de tudo e de todos. A doença passou a ser vivida por um núcleo muito restrito de pessoas. Começaram a jogar um jogo com a doente, para que ela não desistisse. «Se vomita, diz-se que a comida está estragada. Se está cansada, a culpa é do estado do tempo. Se não há mais tratamentos, assegura-se que é apenas uma interrupção. Faz-se tudo para amenizar o sofrimento», conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia vagas nas camas de retaguarda do Porto. Rumaram ao «hotel da morte» de Coimbra. É assim que chama àquela unidade de cuidados paliativos. A versão oficial é que iam de férias para a “cidade dos estudantes”. Margarida sofreu uma oclusão. A maior preocupação era, por essa altura, a sua qualidade de vida. Catarina tirou uma semana de férias. O trabalho era a sua salvação. A doença absorvia todos os segundos, todas as energias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no último mês de vida é que Margarida se confrontou com a morte. Continuando a ser a mulher de armas que sempre foi, queria manter a autonomia possível, mesmo quando já era um «cadáver andante». Só meteu baixa quando não podia mesmo trabalhar. Só deixou de conduzir quando não podia mesmo conduzir. Só deixou de tomar banho quando não podia mesmo tomar banho. Só deixou de falar dois dias antes de morrer. Esperou o dia de aniversário da filha de uma médica amiga, ligou o telemóvel e deu-lhe os parabéns. Depois, entrou num sono profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina vinha de Coimbra quando os peregrinos se dirigiam para Fátima, para celebrar o 13 de Outubro. Pediu a Nossa Senhora que levasse a madrinha. Ninguém aguentava mais. Margarida morreu «no dia em que tinha de morrer». Catarina viveu «a grande experiência» da sua vida. Continua a chorar. Com lágrimas que lhe caem pelo rosto, mas sobretudo com a alma. Para ela, o cancro é um monstro. O pior inimigo. O inimigo que está dentro de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-998304213552666271?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/998304213552666271/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=998304213552666271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/998304213552666271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/998304213552666271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/uma-guerra-para-travar-ao-segundo.html' title='«É uma guerra para travar ao segundo»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-4390184886326902772</id><published>2008-07-12T00:45:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T00:54:52.807+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Lições</title><content type='html'>«A primeira lição que aprendi é que aquilo que preocupa as pessoas que estão doentes é diferente daquilo que elas imaginam quando estão saudáveis. Eu tive uma preocupação que nunca tinha imaginado poder vir a ter quando pensava que um dia poderia ter uma doença grave: acabar o curso era mais importante do que ficar curado. Causava-me alguma angústia saber se ia terminar a licenciatura naquele ano ou não, uma vez que estava a começar o último ano do curso quando fiquei doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda lição é que o sofrimento dos que estão à nossa volta é muito superior ao sofrimento percepcionado pelos doentes, que têm maior controlo sobre a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira lição é que o único milagre que existe é o conhecimento científico que nos permite conhecer e tratar com cada vez maior eficácia estas doenças. Não havia mais nada que a sociedade me pudesse oferecer para além do tratamento altamente potenciador de esperança, que foi sedimentado ao longo de anos de descobertas. Não acredito em Deus. Aquilo em que acreditava antes de estar doente é aquilo em que acredito hoje. Não precisei de apoio espiritual ao longo da doença».&lt;br /&gt;Sobrevivente a um linfoma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nada acontece por acaso. A lição que eu aprendi é que temos de fazer um percurso. Nem sempre o entendemos ou aceitamos, mas temos de percorrê-lo. Descobrimos forças que desconhecemos e somos capazes de coisas que julgamos impossíveis. Só em situações-limite percebemos o verdadeiro valor do afecto. Só em casos extremos vemos que a vida vale, ao mesmo tempo, tanto e tão pouco. Não somos donos dela». &lt;br /&gt;Familiar de uma mulher que morreu de cancro cólon-rectal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-4390184886326902772?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/4390184886326902772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=4390184886326902772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/4390184886326902772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/4390184886326902772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/lies.html' title='Lições'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-6630446465048044185</id><published>2008-07-12T00:11:00.001+01:00</published><updated>2008-10-10T01:06:58.143+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Produtos da Fábrica Confiança evocam memórias e fazem sonhar</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Empresa aposta em artigos de valor acrescentado para competir no mercado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não são apenas sabonetes. São imagens e cheiros que evocam memórias. São pretextos para sonhos passados noutros tempos e lugares. É nesta magia que a Confiança aposta para afirmar os seus produtos no mercado. A par das linhas vendidas em supermercados, a empresa bracarense com 113 anos tem comercializado produtos com maior valor acrescentado, maioritariamente feitos à mão. Depois da linha de homem, está a ser preparada uma gama de tratamento dedicada ao público feminino. A fábrica tem 30 funcionários e um volume de negócios de um milhão e 800 mil euros. Trinta por cento da produção é para exportação, para destinos como os EUA, Japão, Nova Zelândia ou Escandinávia. (Reportagem publicada a 12 de Novembro de 2007 no Diário do Minho. Foto Avelino Lima/Diário do Minho)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SHfpfO4aJnI/AAAAAAAAAus/G9Z2JLycD9o/s1600-h/Imagem+031.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SHfpfO4aJnI/AAAAAAAAAus/G9Z2JLycD9o/s320/Imagem+031.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221899015739287154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pavilhão fica ligeiramente escondido no Parque Industrial de Sobreposta, ao lado de empresas clássicas de Braga como a Cachapuz, a Pachancho e a Império. Apesar de lá estar o nome, nada no edifício faz lembrar a imponência do imóvel que outrora ocupou na Rua Nova de Santa Cruz. Só quando José Peixoto abre as portas é que se começa a perceber pelo cheio e pelas imagens que ali é a fábrica &lt;a href="www.confiancasoaps.com/"&gt;Confiança&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parede, o certificado de qualidade está colocado ao lado de relíquias como o Diploma de Honra conseguido em 1927 na V Exposição das Caldas da Rainha ou o documento comprovativo da participação na Feira de Amostras de Aromas de 1932. Os relógios, com múltiplas formas, testemunham a longevidade desta empresa: 113 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsável de vendas e marketing, Cristina Maia, e o encarregado de produção, José Peixoto, os cicerones, simbolizam o presente desta firma, que une gerações diferentes em torno de um objectivo comum. Com um longo percurso, a Confiança foi adquirida em 2005 pela Change Partners, uma sociedade de capital de risco que assumiu a missão de relançar a empresa. A mudança de instalações, que na altura já estava em curso, foi terminada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certificação foi um ponto de honra para a nova gestão. O objectivo foi atingido em Abril deste ano, com a obtenção da certificação pela ISO 9001:2000, tornando-se assim na única empresa do sector em Portugal que vê reconhecidos os seus métodos de produção e qualidade dos produtos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova etapa da empresa implicou também mudanças na forma de trabalhar os produtos e nos mercados-alvo. José Peixoto, há décadas na Confiança, já trabalhou com dez administrações. Este funcionário começou a fabricar sabão, passou por todos os sectores e agora lidera a produção. «Muita coisa mudou ao longo dos anos. Mudou a mentalidade, a forma de trabalhar. Os nossos produtos estão diferentes. Estão diferentes na imagem e nos perfumes», afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova daquilo que diz está em alguns armários que contêm os produtos que a fábrica foi produzindo ao longo dos anos. Actualmente a empresa lança no mercado fundamentalmente sabonetes, sabão, glicerinas, água de colónia, pó de talco, sais de banho, creme de barbear e ceras, produzidos por uma equipa de 30 pessoas, que se traduz numa facturação anual de 1,8 milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;História de Portugal em sabonetes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dentro daqueles escaparates estão sobretudo sabonetes de várias épocas, com invólucros para todos os gostos. É que para além dos sabonetes propriamente ditos, a fábrica sempre apostou muito na imagem que os envolvia. A juntar à função prática de lavar e perfumar, aquelas peças são também objectos de decoração. «Pode fazer-se a história de Portugal em sabonetes. A partir daqui podemos ter uma ideia do que se usava e do que ia sendo o gosto colectivo», constata Cristina Maia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rótulos de 1920/30, uma elegante boneca pintada à mão concebida para assinalar as bodas de ouro da fábrica e um sabonete evocativo da exposição de 1940 surgem ao lado dos sabonetes da Académica, do Benfica, do Porto ou do Salgueiros. Mas há também sabonetes personalizados com o nome de farmácias, uma iniciativa que foi lançada há cerca de uma década e que teve boa aceitação no mercado, especialmente no Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na lista de produtos estão os que são feitos através de processos mecanizados – e a máquina tem capacidade para fazer cinco mil sabonetes por hora – também estão os que são acabados e embalados à mão. A massa que serve de base é a mesma para todos os sabonetes, mas há uns que depois são mais trabalhados do que outros. A responsável de marketing admite que a aposta nos produtos de maior valor acrescentado permite superar uma das limitações da fábrica: a falta de dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; «Somos uma fábrica pequenina, que nunca poderá competir com sabonetes em supermercado ou em linear de supermercado. Esse é um segmento que nós prezamos, e ainda temos alguns bons clientes, pois vendemos para o Modelo e Continente, para uma série de grandes superfícies de distribuição, mas no qual é difícil competir devido ao nosso tamanho», explica Cristina Maia. O sabonete “Alfazema” é o mais vendido na linha “mass market”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sabonetes acabados à mão exigem mais investimento do que os produzidos numa máquina que faz cinco mil à hora. «Exige outro investimento, pois implicam uma manualidade e um cuidado em termos de preparação muito maiores. Esses sabonetes não custam, logicamente, o mesmo que custa um sabonete de supermercado. Mas não se pretende aqui uma coisa para se tomar banho; é mais um bocadinho do que isso. É tomar banho e sonhar. É conseguir fazer uma viagem», diz a responsável de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Novos produtos, velhas memórias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas vitrinas estão também os produtos que foram relançados ou reajustados ao gosto dos nossos dias. Em breve chegará mais uma colecção. Cristina Maia revela que, no próximo ano, será lançada uma gama de tratamento  com três sabonetes de base coco: «É uma gama tipicamente feminina, mais para a Primavera e para quando as preocupações com o corpo são grandes. O produto inclui um sabonete exfoliante, um hidratante e um anti-celulítico».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os projectos revelam a preocupação de explorar mercados e colmatar lacunas, como a que havia nos produtos destinados aos homens. «Fizemos também uma linha de homem, chamada “O Melhor”, que inclui um creme de barbear, um sabonete exfoliante e um bálsamo “after shave”. Essa era uma grande falha no mercado. Toda a gente ficou apaixonada pela linha que lançámos e resultou muito bem», conta a comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Natal, a Confiança fez o relançamento da linha “Mimosa”, uma gama antiga que foi retomada. «Lançámos também uma linha mais moderna, mais “clean” do que as nossas linhas clássicas e retro, que também tem algum lugar no mercado, mais associada às linhas saúde e spas», conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o mercado tem, por vezes, razões misteriosas. «Nós achávamos que esta linha mais “clean” iria sair muito melhor do que as outras em alguns dos segmentos, mas por uma questão de moda pura as outras saíram tão bem como esta. Isto tem muito de sentimento e de emoção. A experiência de compra deste tipo de produto passa sempre por aí», afirma a mesma responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Eu passei algum tempo a ver as pessoas a comprarem os produtos e constatei que as linhas mais clássicas evocam memórias. As pessoas lembram-se de coisas, como a casa onde  passavam férias quando eram pequenas ou a avó com a qual conviviam», sustenta. Em seu entender, é correcto dizer que se compra um sabonete e uma recordação. «Compra-se mesmo uma memória. É como se tivéssemos uma imagem mental do cheiro», acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Diversificação de mercados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Maia salienta o trabalho que tem sido feito no sentido de «trazer para Portugal as linhas clássicas que estavam só a ser trabalhadas e vendidas no exterior». &lt;br /&gt;Os clientes da Confiança estão em Portugal, mas também no estrangeiro. «São mercados igualmente importantes e igualmente trabalhados. Vendemos cerca de 30 por cento para exportação, mas temos muito orgulho em vender para Portugal este tipo de produto. Somos uma empresa portuguesa que se orgulha de o ser», explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A firma já está implantada nos mercados dos EUA, Japão, Nova Zelândia e Escandinávia, entre outros. «Em 2008 vamos trabalhar alguns mercados de exportação. Os mercados querem-se cuidados e bem tratados. Vamos continuar a trabalhá-los um de cada vez», adianta a mesma responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o próximo ano perspectiva-se também a continuação do trabalho de divulgação da empresa, que já permitiu a entrada nos Parques de Sintra e na Fundação Gulbenkian. «Este ano as apostas vão ser num trabalho muito focado no marketing e nas vendas. Vamos tentar lançar a Confiança em força, trazer algumas novidades em termos de produtos, mas também algumas novidades em termos de maneira de estar», refere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A visibilidade da Confiança é muito reservada. Somos muito discretos. A ideia não é passarmos a ser exageradamente mediáticos, mas pelo menos marcarmos presença no sector e não passarmos despercebidos. Queremos pegar nas pessoas que aqui estão e na história que elas têm, juntá-la em sabonetes e mostrar o resultado final aos que ainda não nos conhecem. Essa é a nossa aposta forte», declara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-6630446465048044185?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/6630446465048044185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=6630446465048044185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6630446465048044185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6630446465048044185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/produtos-da-fbrica-confiana-evocam.html' title='Produtos da Fábrica Confiança evocam memórias e fazem sonhar'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/SHfpfO4aJnI/AAAAAAAAAus/G9Z2JLycD9o/s72-c/Imagem+031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-2423688297178838062</id><published>2008-07-12T00:09:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T00:11:03.548+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Experiência garante produtos de qualidade superior</title><content type='html'>A Confiança aposta em métodos de trabalho que asseguram produtos de qualidade &lt;br /&gt;superior. Um quadro de pessoal experiente, habituado a fazer um trabalho de excelência, é uma das mais-valias da fábrica. «A qualidade dos nossos produtos é claramente superior à de outros idênticos e do que se vende num supermercado. Mesmo os nossos produtos que são vendidos em supermercado têm qualidade superior», afirma a responsável comercial e de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Maia considera que «a experiência e a tradição» de quem trabalha na empresa há muitos anos são os pontos fortes da Confiança, entre os quais se encontra também a «parte mais jovem» da firma e a «vontade de trabalhar». «As pessoas têm orgulho em fazer um sabonete Confiança. Tratam a Confiança como tratam a sua casa, até porque muitos já aqui trabalham há mais de 30 anos. Têm plena consciência da importância daquilo que fazem. E isso é um orgulho para quem está na parte de gestão», assegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em relação aos recursos humanos, esta engenheira defende que «são pessoas muito elásticas e muito habituadas a trabalhar e a trabalhar bem», por isso «quando se lhes pede para trabalharem bem, não é nada de complicado porque têm orgulho em fazer bem feito aquilo que fazem». «São pessoas que já mudaram tantas vezes e tanto que estão habituadas à mudança. E quando as mudanças são bem explicadas e todos percebem a razão de ser das coisas não há qualquer obstáculo», acrescenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte importante dos métodos de trabalho manteve-se inalterada ao longo dos anos. «Há coisas que é estratégico que se conservem iguais. Faz parte do segredo do negócio e da maneira de estar no mercado», afirma Cristina Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fábricas produz vários artigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande parte do espaço do pavilhão é dedicada à produção de sabonetes. A massa de sabão, que outrora era feita na Confiança, é adquirida na Malásia. São pequenos grãos que servirão de base para todos os sabonetes. A este produto serão juntados os aditivos e os óleos essenciais, que diferenciarão os sabonetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este granulo vai para dentro de uma máquina para ser moído e laminado cinco vezes, antes de ser extrudida duas vezes. No caso dos sabonetes topo de gama, a massa sai do compressor e vai para moldes individuais, que darão a forma e as inscrições específicas a cada produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos artigos destinados a “mass market”, a pasta sai do compressor num fluxo ininterrupto, em forma de barra, sendo outra máquina que corta os sabonetes à medida pré-determinada. Os sabonetes, já com a forma final, passam por um controlo de qualidade. Funcionárias, de luvas, inspeccionam os sabonetes e rejeitam os que têm imperfeições, que voltam à fase inicial de triturar a massa. Segue-se, depois, a embalagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sala ao lado, põem-se as águas de colónia em frascos, onde depois são colocados os rótulos. A Confiança tem um projecto para uma água de colónia topo de gama, depois de ter experimentado uma parceria com os Parques de Sinta, que vai ser repetida. Para além disso, está na forja a aposta em produtos como champôs, sabonetes e géis de banho para hotéis de luxo, bem como sabonetes líquidos para a gama alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro espaço é feita a embalagem do pó de talco. A fábrica compra este minério, perfuma-o e embala-o. A imagem deste produto vai mudar a breve prazo.&lt;br /&gt;Uma sala de dimensões consideráveis é dedicada ao fabrico do sabão – aqui a unidade também faz a parte da saponificação –, das glicerinas e das ceras. &lt;br /&gt;Num espaço climatizado, com filtragem da água e do ar, é feito o creme de barbear, seguindo exactamente os mesmos procedimentos que em 1920. Este é um produto vendido em grandes superfícies, mas que começa a ser valorizado em mercados como os EUA e a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade dos produtos é testada num laboratório, embora algum do trabalho seja feito por entidades externas. É neste espaço que também são feitos testes para novos produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pensa numa fábrica de cosméticos provavelmente não imaginará que lá dentro existe uma tipografia. Mas existe e a funcionar. «Desde o início que a embalagem era muito cuidada, por isso a preocupação de ter uma tipografia», explica Cristina Maia, referindo que, na actualidade, este serviço permite dar resposta a solicitações de pequenas séries, como por exemplo encomendas para casamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-2423688297178838062?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/2423688297178838062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=2423688297178838062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2423688297178838062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/2423688297178838062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/experincia-garante-produtos-de.html' title='Experiência garante produtos de qualidade superior'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-6591436378553598545</id><published>2008-07-12T00:08:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T00:09:24.945+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Empresa quer mostrar espólio num museu</title><content type='html'>A fábrica Confiança vai apresentar à Câmara Municipal de Braga um projecto para a criação de um museu. «Há um projecto para um museu, para uma exposição e estamos a trabalhar com o Turismo para, numa das ofertas de Braga, para além dos farricocos, dos galos de Barcelos e dos azulejos, se passar a ter também uma colecção de sabonetes da Fábrica Confiança», revela a responsável comercial e de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moldes, rótulos, sabonetes, frascos, fotografias e algumas máquinas são o núcleo duro do espólio que está a aguardar divulgação. «Ninguém consegue passar por aqui sem ficar com a ideia de que um museu faz todo o sentido», afirma Cristina Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa guarda os moldes e cunhos que usou ao longo da sua história, alguns dos quais estão a ser reutilizados para o relançamento de linhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro espaço, estão guardados os rótulos dos diferentes produtos e os frascos em que eram vendidos os líquidos, alguns dos quais remontam o início da história da fábrica. &lt;br /&gt;A mesma responsável admite que a criação do museu seria uma forma de dar outra visibilidade à fábrica, na cidade onde existe há 113 anos e onde chegou a constituir um dos grandes pólos empregadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Acho que Braga se esqueceu da Confiança, com muita pena minha que sou bracarense, também por culpa da Confiança, que sempre teve uma postura discreta, tirando nos anos 40/50, altura em que seria um dos maiores empregadores da região. A imagem da Confiança foi-se diluindo no tempo e desapareceu», admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, salienta que «ainda há quem valorize a Confiança, em Braga e noutros lados». «Há muita gente que ainda reconhece a marca. Ainda há muita gente que se lembra e que tem alguém da família que trabalhou ou que de alguma forma esteve ligado à Confiança. O sabão rosa Confiança é um ícone, um marco, e há-de ser sempre. As pessoas associam sabão rosa à Confiança. Nos sabonetes, eu espero que o reconhecimento também seja igual dentro em breve»,  completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa chegou a ser um ponto de cultura, com uma biblioteca muito grande e com encontros de funcionários, viagens e visitas. «As pessoas sempre foram um ponto muito importante na Confiança e isso ainda hoje continua a ser um ponto de honra com os actuais donos. As pessoas são um ponto muito importante e fundamental na evolução da Confiança. Foram as pessoas que permitiram que a Confiança continuasse a existir ao longo de 113 anos, apesar das crises que foram sendo atravessadas», assegura Cristina Maia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-6591436378553598545?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/6591436378553598545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=6591436378553598545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6591436378553598545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/6591436378553598545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/empresa-quer-mostrar-esplio-num-museu.html' title='Empresa quer mostrar espólio num museu'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3247171607335742464</id><published>2008-07-12T00:07:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T00:08:32.722+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><title type='text'>Do sabão à cosmética de luxo</title><content type='html'>A Saboaria e Perfumaria Confiança foi fundada a 12 de Outubro de 1894. Começou por fabricar sabão do tipo “offenbach”, mas acabou por se aventurar a vender produtos de cosmética de elevada qualidade, fabricados em Portugal, numa altura em que estes produtos eram maioritariamente importados. Em 1910, foram lançadas as primeiras marcas próprias, com designs e fórmulas originais adaptadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da I Grande Guerra, a empresa teve um período de forte expansão, com a ampliação das instalações fabris, que incluíam uma tipografia e uma cartonagem, onde se produziam todas as embalagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1919, a gama de produtos da Confiança estendia-se a sabonetes perfumados, finos, transparentes, pó de arroz, águas de colónia, sabonetes medicinais, extractos extrafinos e óleos provenientes das então colónias portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1928, a unidade de produção fabricava cerca de 150 marcas diferentes de sabonetes, pó de arroz, cremes, pastas dentífricas, stiques de barbear, águas de colónia, loções e essências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As influências artísticas da Art Nouveau e da Art Déco que se fizeram sentir nos anos 20, estão ainda  hoje bem patentes nos produtos clássicos da Confiança, todos eles recuperados do rico portfólio de designs e receitas da unidade fabril. Como exemplos, a empresa aponta as gamas como o “Alfazema de Portugal”, “O Meu Sabonete”, “Mariposa” ou “O Melhor”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A combinação da forma, características do sabonete e embalagem é uma arte passada entre gerações, que permite à Confiança preservar toda a sua essência. Para a Confiança, cada um dos seus produtos é mais do que um cosmético. É um pedaço de história, uma memória e um bocadinho de cada um dos seus colaboradores», sublinham os responsáveis pela empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A firma faz questão de destacar que os ingredientes usados são de origem natural vegetal e não são testados em animais. Os sabonetes são manipulados obedecendo às melhores práticas de fabrico na indústria cosmética.  Com o controlo de qualidade feito em todas as fases de fabrico e envolvendo todos os participantes no processo, os produtos finais são, depois, avaliados por laboratórios externos certificados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3247171607335742464?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3247171607335742464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3247171607335742464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3247171607335742464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3247171607335742464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/do-sabo-cosmtica-de-luxo.html' title='Do sabão à cosmética de luxo'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3447412816524690301</id><published>2008-07-12T00:06:00.002+01:00</published><updated>2008-07-12T02:17:43.430+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>«A interactividade na TDT é de certa forma limitada»</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Todos os canais da televisão digital vão ser de alta definição &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sérgio Denicoli, que está a fazer o doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, desfaz o mito de que a Televisão Digital Terrestre (TDT) é sinónimo de televisão interactiva. O novo modelo vai permitir que, a partir 2012, todos os canais sejam de alta definição, mas também vai ter implicações no bolso dos telespectadores, que vão ser obrigados a comprar um descodificador. (A entrevista foi publicada em Março de 2008 no Diário do Minho. Há parte já ultrapassadas que não são aqui reproduzidas) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;O que é a Televisão Digital Terrestre?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão é a emissão de um sinal que chega a um receptor, que o converte em imagens e sons. Existem  vários tipos de transmissões: na televisão por cabo o sinal chega a nossa casa por fibra óptica, na televisão por satélite o sinal vem pelo satélite e nós temos uma pequena antena que o recebe, na IPTV o sinal vem por cabo de cobre (pela linha telefónica) e na televisão terrestre o sinal chega pelo ar através de ondas de rádiodifusão. A televisão de que falamos agora é a TDT. Com o digital, deixamos de ter ondas analógicas e passamos a usar a linguagem binária, que é a mesma dos computadores. Na televisão digital, o sinal é comprimido porque é a linguagem é binária, o que nos permite ter mais espaço no espectro. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;O que é que se pode fazer com o espectro remanescente? &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, optou-se por lançar mais um canal de televisão aberta e diversos canais de televisão paga, de âmbito nacional e regional. Também ficou decidido que, a partir de 2012, com o apagão analógico, todos os canais de televisão digital vão ser de alta definição, isto é, terão imagens formadas por mais pontos. Na televisão analógica temos a imagem formada por linhas, enquanto que na televisão digital é formada por pontos. A televisão de alta definição permite perceber melhor a imagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vamos ter de possuir um descodificador para receber a TDT? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aparelhos de televisão que temos hoje são analógicos e para termos a conversão do sinal digital precisaremos de uma “set-top-box” que será ligada aos televisores, tanto para ver a televisão aberta e gratuita como para ver os canais pagos. Os telespectadores vão ter de comprar esse descodificador porque o Governo já disse que não vai subsidiar a sua aquisição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Essa tecnologia tem mais potencialidades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Podemos ter descodificadores com alguns serviços de interactividade, como a possibilidade de gravar a programação, de exibir a proogramação no ecrã, etc. O sinal analógico é algo intermitente. O sinal digital chega em blocos e é armazenável. Se o nosso descodificador gravar aquela informação, poderemos ver o programa na hora que quisermos. As pessoas dizem que isso vai ser uma revolução, porque vão poder ver os programas à hora que quiserem. Só que pode não ser exactamente assim, uma vez que também se dizia o mesmo com as cassetes de vídeo e, na verdade, em alguns casos as pessoas passaram a gravar os programas, mas isso não influenciou decisivamente o mercado televisivo. Para além disso, pode ser que surjam grandes novidades em termos tecnológicos, mas que ainda não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que implicações é que a TDT vai ter para quem recebe televisão por cabo ou satélite?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem assina esses serviços não sofrerá muitas consequências. O que pode ocorrer é algo positivo. Como a televisão digital terrestre trará mais canais, as actuais empresas que fornecem serviços por cabo, satélite e IPTV poderão fazer acordos com o operador de distribuição da TDT e oferecer aos seus assinates também esses canais que surgirão. É possível que uma “set-top-box” tenha entrada para mais de uma plataforma, ou seja, o telespectador poderia receber, por exemplo, sinais da TV digital terrestre e do satélite. Ao accionar o comando a tecnologia de recepção mudaria, mas isso seria automático e imperceptível para quem estivesse à frente do ecrã. É o mercado que vai responder a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A TDT é sinonimo de interactividade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interactividade na TDT é de certa forma limitada. Para haver uma interactividade plena é preciso um canal de retorno; é preciso que nós, enquanto telespectadores, tenhamos um canal para podermos enviar informações para essa emissora. Na IPTV, no cabo e no satélite é muito mais fácil, porque cada casa tem ali um teminal que permite um contacto directo com quem está a emitir a informação. Na TDT, a interactividade é mais limitada. Se por exemplo existir um canal para a língua gestual, a interactividade resume-se a accionar o comando para pôr em funcionamento esse canal. O concurso lançado pelo Governo obriga as empresas a apresentarem soluções de interactividade, que depois vão ser avaliadas. Não há exigências específicas neste sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há exemplos na área da interactividade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Universidade de Aveiro, o engenheiro Jorge Ferraz desenvolveu uma plataforma muito interessante, que não é exclusivamente para a TDT, pois pode ser usada na televisão analógica. Ele aliou a tecnologia da Web e a recepção televisiva por meio de uma placa de computador colocada numa “set-top-box” e conseguiu criar uma sobreposição da imagem, que deixa o espaço para interacção. O telespectador consegue saber se alguém conhecido está a ver o mesmo canal e pode comunicar-se com essas pessoas, conversar, enviar vídeos, etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3447412816524690301?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3447412816524690301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3447412816524690301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3447412816524690301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3447412816524690301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/interactividade-na-tdt-de-certa-forma.html' title='«A interactividade na TDT é de certa forma limitada»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-3479367165563444561</id><published>2008-07-12T00:05:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T02:14:04.153+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Portugal está muito atrasado mas tem de cumprir meta de 2012</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O investigador Sérgio Denicoli constata que o processo de implementação da televisão digital terrestre (TDT) em Portugal está muito atrasado. No entanto, este doutorando em Ciências da Comunicação sustenta que o país tem de levar a sério a meta de 2012 fixada pela União Europeia para o desaparecimento do sistema analógico, de forma a acompanhar os seus parceiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Avançar para a TDT é um caminho inevitável?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, porque esta é uma evolução tecnológica. Talvez não seja uma revolução tecnológica, uma vez que essa surge com o mundo em rede, quando as pessoas se conectaram online através da Web. O facto de se passar da televisão analógica para a digital é uma evolução porque permite que usemos de melhor forma o espectro que temos. Este é um processo evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Portugal está atrasado neste processo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Europeia prevê que o apagão analógico seja em 2012. Portugal está muito atrasado em relação aos outros países, mas ainda está dentro do prazo estabelecido. O primeiro concurso para a TDT portuguesa, realizado em 2001, acabou por ser anulado por questões de dificuldades tecnológicas e também devido à ausência de um modelo de mercado. Isso acabou por atrasar bastante o processo e só agora é que ele voltou a arrancar. Até 2012, todas as pessoas do país que vêem a TV terrestre terão de ter um descodificador. Como é que isso pode ser feito? Pode ser que o quinto canal já anunciado incentive as pessoas a comprarem o aparelho. Imaginemos que o novo canal vai para o grupo do Joaquim Oliveira, que detém a Controlinveste, dona da SporTV. Este canal poderia oferecer mais desporto, o que, em Portugal, seria um grande atractivo para que as pessoas comprassem o aparelho. É preciso, no entanto, ser muito optimista, porque o prazo é apertado. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;O que é que Portugal pode aprender com os que avançaram primeiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal já aprendeu com a experiência dos outros. Quando foi lançado o primeiro concurso, havia a imagem de que a TDT seria a grande galinha dos ovos de ouro. Com a evolução tecnológica, verificou-se que a TDT já não é aquela grande evolução em termos económicos que em tempos se chegou a prever. Alguns modelos televisão tiveram um fracasso inicial, como em Espanha e no Reino Unido, pelo que esses países tiveram de fazer um grande esforço para que o modelo se afirmasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Reino Unido, quando a TDT foi lançada, as pessoas tinham uma imagem de qualidade inferior porque a tecnologia ainda não estava muito desenvolvida. Para além disso, tinham de comprar o descodificador, que era muito caro. Os telespectadores não queriam esse modelo porque pelo preço do descodificador pagavam a televisão por assinatura, ainda por cima com muito mais qualidade. O Reino Unido precisou de fazer uma reestruturação, sendo que a BBC incentivou a TDT. &lt;br /&gt;Em Espanha, a questão da televisão é muito complicada porque está dividida por regiões e a televisão regional tem um peso muito grande. Eles estão a começar a encontrar o modelo e as pessoas já estão habituadas, mas a primeira grande operadora de televisão digital terrestre, a Quiero TV, acabou por falir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, temos metade da população com televisão por subscrição. A TDT vai abranger directamente a outra metade da população. Mas agora já há, noutros países, modelos de negócio definidos e que podem ser, de certa forma, copiados ou pelo menos estudados. Obviamente, é preciso ter em conta as peculiaridades de cada mercado e pode ser que alguns modelos bem sucedidos lá fora não dêem certo aqui, mas pelo menos há indicativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A meta de 2012 é para levar a sério?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mercado europeu é um mercado único e é importante que Portugal esteja junto dos outros países. Não faz sentido que os outros acabem com a televisão analógica e que Portugal continue com esse modelo, porque isso também envolve questões como a produção de equipamentos, uma vez que há todo um mercado que circula em torno da TDT. Se Portugal quiser acompanhar os demais países e se até quiser produzir equipamentos é importante que esteja ao mesmo nível de desenvolvimento tecnológico do que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Este será também um factor de dinamização da economia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as mudanças têm um impacto económico, ou positivo ou negativo. Se nos canais regionais houver realmente exigências por exemplo ao nível da produção local e em língua portuguesa isso irá certamente gerar um mercado, com implicação nas produtoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podemos esquecer o outro lado: será que o mercado português, que é pequeno, suporta tantos canais? Eu não sei dar esta resposta, mas se ela for não, isso vai fazer com que as televisões tenham menos dinheiro para investir em produções e fazer com que haja uma internacionalização ainda maior na programação. Certamente que o mercado de descodificadores e de aparelhos televisivos vai crescer, pelo menos num primeiro momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-3479367165563444561?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/3479367165563444561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=3479367165563444561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3479367165563444561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/3479367165563444561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/portugal-est-muito-atrasado-mas-tem-de.html' title='Portugal está muito atrasado mas tem de cumprir meta de 2012'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-139758087539673354</id><published>2008-07-12T00:04:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T02:15:27.138+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>«A televisão sempre envolveu várias esferas»</title><content type='html'>Sérgio Denicoli lembra que a «questão da televisão sempre envolveu várias esferas», tais como «a económica, em que se incluem também os fabricantes de produtos e equipamentos, a da política e a dos telespectadores». «No caso da TDT não é diferente. Cada grupo interessado na TDT, seja em que esfera for, trabalha de acordo com a sua lógica», afirma o doutorando em Ciências da Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este jornalista brasileiro, que está a colaborar com o Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, explica que, «no caso do poder político, há um ciclo de trabalho periódico que culmina com as eleições. As questões políticas resolvem-se dentro desse período, muitas vezes prevendo a renovação de um mandato. Isso tem influências na TDT também».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao mercado, refere que «é mais estável»: «As empresas que estão no mercado têm um período muito maior do que o político, mas também têm um prazo de estabelecimento». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quem é o alvo principal da televisão? O que é que os telespectadores esperam? Este factor também é muito importante, uma vez que não pode existir televisão sem espectadores», acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta a existência destes actores, «o resultado virá a partir da forma como esses grupos se ajustam e dos lóbies mais ou menos fortes», sendo que «o produto final tem de agregar tudo e fazer com que flua da melhor forma».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Neste momento, o grupo mais forte é o político porque é o que está à frente do processo. Futuramente pode ser ou não; podem ser as empresas ou os telespectadores. Há sempre uma influência mútua», argumenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-139758087539673354?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/139758087539673354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=139758087539673354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/139758087539673354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/139758087539673354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/televiso-sempre-envolveu-vrias-esferas.html' title='«A televisão sempre envolveu várias esferas»'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9182600766118793530.post-434656800674928027</id><published>2008-07-12T00:01:00.000+01:00</published><updated>2008-07-12T02:08:51.083+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Minho fica fora do mapa da televisão digital regional</title><content type='html'>A região Minho fica fora do mapa estabelecido para a televisão digital de âmbito regional, que vai ter acesso pago. O concurso lançado para a atribuição das três coberturas de âmbito parcial do território – Multiplexers D, E e F – estipula que a zona passível de cobertura é «a área litoral até cerca de 80 quilómetros da fronteira».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é apenas uma vertente do concurso lançado pelo Governo para a atribuição de cinco direitos de utilização de frequências reservadas para o serviço de radiodifusão televisiva terrestre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os prazos forem cumpridos, em 2012, o sinal deixará de ser transmitido por ondas analógicas e passará a ser 100 por cento em linguagem binária, a mesma que é utilizada pelos computadores, à semelhança do que acontecerá em todos os países europeus. Isso permitirá aumentar o número de canais disponíveis e melhorar a qualidade da imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente para definir quem são as empresas que vão ficar a operar no novo sistema que o Governo lançou um concurso, que se subdivide em dois. Um relativo ao Multiplexer A e outros relativo aos Multiplexers B, C, D, E e F. O investigador Sérgio Denicoli explica que «o Multiplexer é um mecanismo que permite transmitir os dados num mesmo canal de comunicação, neste caso vários canais de televisão nas mesmas frequências».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Multiplexer A já está definido que irão operar as televisões que actualmente emitem em sinal aberto:  RTP, RTP2, SIC e TVI. A estes quatro canais vai juntar-se um quinto, que só vai ser lançado para o ano, uma vez que o Governo definiu que ele avança 180 dias depois do concurso que está a decorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista em Televisão Digital Terrestre (TDT) explica que o «concurso para o Multiplexer A é para definir quem vai codificar e transmitir o sinal, porque as concessões já estão dadas». Como se trata somente de escolher quem será o radiodifusor, ou seja, quem terá o direito de utilização de frequências, este concurso foi lançado pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação os restantes multiplexers  – B, C, D, E e F –, está definido que dois serão de âmbito nacional e três de âmbito regional. O doutorando em Ciências da Comunicação refere que neste concurso há duas vertentes: quem vai distribuir os sinais (serviços de radiodifusão) e quem vai ser responsável pelos conteúdos (agregação e fornecimento dos programas televisivos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Apenas uma empresa vai ganhar este concurso. A empresa que vencer vai gerir estes cinco multiplexers – sendo que dois são de âmbito nacional e três regional –, nas duas vertentes», sublinha o doutorando na Universidade do Minho. Este é um concurso «muito aberto», que está a suscitar o interesse de grupos portugueses e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Denicoli explica que «uma grande inovação que a TDT traz são os canais regionais» – os Multiplexeres D, E e F –, embora por questões técnicas eles tenham uma área de cobertura limitada. «Não se sabe ainda como é que vão ser geridos esses canais. Isso não está definido nem na regulamentação nem no caderno de encargos», refere o  especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de novos canais dependerá sobretudo da decisão da empresa ou consércio vencedor. «Se tivermos uma compressão muito grande, podemos ter mais canais, mas com baixa resolução, apesar de estar determinado que deveremos ter uma qualidade de imagem superior ao que temos hoje. Se for tudo de alta definição, que já ocupa mais espaço do espectro, haverá menos canais. O número de canais só está definido no Multiplexer A: serão cinco. Nos outro ainda não está definido», explica o mestre em Ciências da Comunicação. Por outro lado, é preciso também ter em conta o mercado português e saber quantos canais é que ele comporta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9182600766118793530-434656800674928027?l=aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/feeds/434656800674928027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9182600766118793530&amp;postID=434656800674928027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/434656800674928027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9182600766118793530/posts/default/434656800674928027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aculpaesempredosjornalistas.blogspot.com/2008/07/minho-fica-fora-do-mapa-da-televiso.html' title='Minho fica fora do mapa da televisão digital regional'/><author><name>Luísa Teresa Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05135073454951480731</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ECZF2dy4qPY/S0N5hN_G5vI/AAAAAAAABlA/TX_M-WEpvLQ/S220/luisa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
